Paul Heyse
A vergonha, isso passa quando a vida é longa.
A violência faz-se passar sempre por uma contra-violência, quer dizer, por uma resposta à violência alheia.
Falamos na nossa própria língua e escrevemos numa língua estrangeira.
O homem tem de poder escolher a vida em todas as circunstâncias.
O conceito de inimigo não é completamente certo e claro, a não ser que o inimigo esteja separado de nós por uma barreira de fogo.
A experiência mostra que os homens vão sempre para baixo, que é preciso corpos sólidos para os conter.
A guerra é um massacre entre gente que não se conhece para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram.
Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.
No amor, um mais um é igual a um.
O homem está condenado a ser livre, condenado porque ele não criou a si, e ainda assim é livre. Pois tão logo é atirado ao mundo, torna-se responsável por tudo que faz.
Eu sei que nunca mais encontrarei nada nem ninguém que inspire uma paixão. Você sabe, não é tarefa fácil amar alguém. É preciso ter uma energia, uma generosidade, uma cegueira. Há até um momento, bem no início, em que é preciso saltar por cima de um precipício: se refletirmos, não o fazemos. Sei que nunca mais saltarei...
Somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos no guiar. E isto torna mais importantes nossas decisões, nossas escolhas.
A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo.
Não importa o que faremos de nós. O que importa é o que faremos daquilo que fizeram de nós.
