Dia Nacional do teatro
Que você tenha um dia azul 💙como o céu, amarelo 💛 como o Sol e verde 💚como nossos parques e ❤️ como meu.... 😍.
Há somente quarto certezas nesta vida, seja num dia ou em todos:
Viemos de um útero, pagaremos impostos, teremos algum tipo de ex e morreremos.
Para cada milhares que se ocupam em podar os galhos do mal sob a luz do dia, talvez exista um que, na escuridão do subsolo, enfrenta o labirinto de raízes venenosas pois enxergar a origem das trevas exige mais do que coragem: exige a loucura de questionar até que solo nascemos.
A pincelada suave de um novo dia,
Transforma o branco em pura poesia.
A jornada, um quadro em constante fulgor,
Uma vida toda em branco ganhando cor.
A partir do momento em que você trocar reclamação por gratidão, tudo serão diferente.
Se seu dia não foi como gostaria que fosse, agradeça pela a oportunidade de ter tido mais um dia.
Se não nos permitirmos relaxar, sair um pouco da seriedade do dia-a-dia, e de tantas questões burocráticas que cercam nossa vida, faz com que nos tornemos pessoas mal amadas e fechadas, tornando a vida muito chata
Eu Só Queria
Olhar o mar, a praia, pisar na areia;
Ver o dia passar a minha maneira;
Sentir o sol deitada na esteira;
Mas aqui estou: em pé na madeira.
Modelando... igual sereia
Pra ter uma foto, pra que você creia
Que veja além, além da poeira,
De ironia e sarcasmo somado à bobeira.
Moral da proza: sereia que gosta de areia
Um dia vira prisioneira.
CLAREANA
Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...
Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...
Homem sem Fé
Autor: Tadeu G. Memória
Existo na vida e vivo num sonho
Morro no dia a dia e me enterro na letargia
Existo no sonho de todas as coisas incríveis quer não existem.
Faço amor mas não amo o que faço,
Ou amo o que faço, mas não faço com amor.
Eu sou homem,
O homem sem nome, sem onde, sem fé.
Sou parte do que componho,
Sou metade verdade, metade sonho.
Existo num sonho ou sonho que existo.
Sou homem,
Tenho dois olhos que só acreditam no que vêem
Ou só vêem o que acreditam.
Tenho uma boca que sente fome,
Ou pressente a carne,
Tenho mãos que se pedem pra abrir,
Mas só abrem pra pedir.
Tenho um corpo que tem necessidade de sentir,
Mas só sente necessidade.
Tenho um sorriso que só contrai,
Tenho um rosto que é só estampa,
Tenho um perfil que se envolve com o tudo
Mas absolve no nada.
Existe nisso tudo, e por isto tudo persisto na inexistência.
Um dia
Um dia um olhar me atravessou
E o que era lúcido
O que era translúcido
Vadiou na luz da noite,
Partículas de água marinha
Brincaram nos pingos de opalas,
Chovia rubis e cristais,
No orvalhar da matina
E a transparência do amor
Mostrou tons de turmalinas,
Um dia um olhar me atravessou na manhã,
E a luz desse olhar inundou o meu ser
E me fez transparente de felicidade...
pântano
Algum dia serei uma floresta com todo seu mistério
Moleque saci, curupira, caipora, lobisomem...
Então serei riacho com águas cristalinas e pouca profundidade,
Algum dia serei uma cidade com seus viadutos e arranha-céus
Algum dia serei o mar com suas sereias e todo encanto divino,
Algum dia serei poeta com o coração empenhado
Por meia dúzia de olhares, sofrendo por amor e paixão...
Então desejarei novamente ser pântano triste e sombrio na minha solidão...
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
Meu verso um dia se entristeceu
e se jogou no rio,
mas a alegria das águas
o fez gostar de viver
a festa das cachoeiras...
AÇUCENA
Um dia eles se casariam,
Mas o rio levou seu corpo
E das rosas que ela colhia
Às margens do rio
Germinou açucena...
Ele ficou tão triste,
Que virou poeta
E quando morreu
Transformou-se em beija-flor
E sai as margens do rio
Beijando as flores,
Procurando Açucena.
