Dia Nacional do teatro

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⁠Vida Reduzida 

Pães de mel com suco de morango. 
Até 8 outonos leite com chocolate, 
Dos 12 em diante café com leite. 
Colchão estendido ao chão, 
Relaxamento na matinê. 

Caixa de areia meio vazia meio cheia. 
Anjos de porcelana ocultos na penteadeira, 
Posicionados cuidadosamente 
Para não serem vistos, como deve ser. 

Ignorada na garagem uma pilha de notícias 
Importantíssimas, (in) formando as traças, 
Sendo afinal consumidas. 

Edições desatualizadas, fora de circulação, 
Acontecimentos; saúde, esportes, educação, 
Mobiliários, obituários, inaugurações, Baladas, high society, economia, dinheiro.     

Vidas reduzidas a centímetro por coluna, 
Servirão, para forrar o lixo do banheiro. 

Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede, 
Mas o plástico do recipiente será reciclado, 
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo, 
Causando a próxima e (in) evitável inundação. 

Inserida por michelfm

⁠Viver é uma descoberta constante, onde cada dia é uma oportunidade, de criarmos novos significados, para tudo que não compreendemos.

Inserida por michelfm

⁠Seus tornozelos doloridos, 
Um repuxão, devido à queda do balanço. 
Mas surgia um novo dia, 
Ela enrolou seu lenço no pescoço,

Inserida por michelfm

Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.

Inserida por michelfm

⁠Dia do Anonimato * 

Dobrou a esquina decidido 
A percorrer um trajeto inabitual, 
Descendo a rua irregular 
Notou pedestres e a muvuca central. 

Gradeados, o asfalto, telhados, 
Uma mureta com degrau, 
Lojas, butiques, bazares, 
Um açougue liquidando bacalhau. 

Automóveis, lixeiras, lixo no chão 
E alguma forma vegetal, 
Flores num canteiro, um bueiro, 
Caixotes, tubulações em geral. 

No estacionamento vazio 
Se encontrava escondido um casal. 
Paralelo ao centro financeiro, 
Muitas cifras, cortesia impessoal, 

Ternos de luxo, limusines, distinção, 
Suavidade fria e cordial, 
Um ligeira coxo que revirava 
Uma tralha imunda próximo ao local. 

Passava um cliente importante 
Pelo detector de metais digital. 

Trinta e dois minutos atrás, 
Uma madame foi assaltada; um marginal, 
Foi demitido de um emprego normal, 
Por não ter concluído 2° grau. 

Uns metros dali estouraram o cartel 
De uma quadrilha internacional, 
Esquema armado, escutas, grampos, 
Traçado por uma equipe federal. 

Ergueu a mão prum ex-companheiro 
Da época que bateu o ponto usual, 
Apertava parafusos, rosqueava, 
Martelava e polia na fabriqueta de pedal, 

Nunca viu a empresa inteira, 
Mas sabia que dali saíam bicicletas no final. 

Parou numa barraca do calçadão, 
Encostou no balcão e pediu um curau, 
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável, 
Recordou a vida rural. 

Que remeteu à puberdade, 
Tingida de idealismos e anseio liberal. 
Ouviu o sino e depois um hino 
Vindo da igreja onde ensaiava o coral. 

Leu o título dum livro grafado num outdoor, 
Best-seller na imprensa oficial, 
“A Doutrina dos Humildes”, volume que 
Despertou-lhe o entusiasmo literal, 

Vendeu 40 milhões de exemplares, Virou mini-série de comoção nacional.

Freqüentador assíduo, 
Adentrou no boteco, 
Pediu um téco na medida total, 

Uma pinga com cinzano 
Que desceu raspano 
Que nem água com sal. 

Travou um carteado 
Com os camaradas pingaiadas, 
Gente fina esse pessoal ! 

Virtuoso e desapegado, 
Teve cinco filhos, 
Uma esposa e a ela foi leal. 

Nunca em semanas, meses, anos, 
Centenários e milésimos de segundos, 
Após aquele dia, na história de todos os dias, 

Em todos os dias dos tempos, 
Em todos os tempos da história, 
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional. 

Deu-se por satisfeito, visto que 
Com efeito, percorreu seu trajeto inabitual. 

* No Dia do Anonimato ocorreu um fato, 
que não alterou absolutamente coisa alguma.  

Inserida por michelfm

⁠Nunca em semanas, meses, anos, 
Centenários e milésimos de segundos, 
Após aquele dia, na história de todos os dias, 

Em todos os dias dos tempos, 
Em todos os tempos da história, 
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional. 

Inserida por michelfm

⁠* No Dia do Anonimato ocorreu um fato, 
que não alterou absolutamente coisa alguma.  

Inserida por michelfm

Ela é uma flor
Que surgiu em meio a tempestade
E alçou vôo rumo a liberdade.

Ela é o bom dia
Que muda o seu dia
E o torna cheio de cor

Ela é como o céu azul
Que te faz sonhar
E imaginar seus cabelos azuis

Ela é como uma boa musica
Que te faz dançar
E querer mais

Ela é tudo
Que podemos mensurar
E um pouco mais.

Inserida por Ancelmobento

moça que um dia
cruzou o meu caminho
agradeço por aquela flor,
me senti um menino
brincando no seu jardim
com belas flores
chamado amor.

Inserida por Ancelmobento

você

E, se tudo der errado ao amanhecer
sera um prazer esperar o anoitecer

E, se um dia as palavras acabarem
farei dos abraços nossa linguagem

E, se em algum momento for chorar
estarei próximo para te confortar

E, se ao meio dia a paixão acabar
partiremos sorrindo sem sofrimento

E, se for uma brincadeira do destino
estarei esperando o novo capitulo.

Inserida por Ancelmobento

sobre o amor

Não digo que deva procurar
por algo ou alguém para amar,
mas se um dia vier a encontrar
transborde o seu coração por
todos os lados, ame do avesso
ao tropeço, do abraço eterno ao
beijo lento, ame por completo os
pequenos gestos, se ame como
deseja um dia amar, mas acima
de tudo, ame o amor como ama
A vida, em todos os sentidos e
Direções.

Inserida por Ancelmobento

Um coração partido
é uma Estrela que
Um dia fez parte de
Um universo em
Expansão.

Inserida por Ancelmobento

Girassol de fogo

eu sou um
girassol de fogo
em um dia chuvoso

a chama do meu
coração arde na
solidão

minhas pétalas
transpiram abraços
negados

meu pendão leva
consigo o peso
do passado

hoje eu poderia
estar indiferente
ao futuro
mas
a chuva veio em
um dia triste e
ensolarado

quando a primeira
gota cair sobre
o meu corpo.
e
a enxurrada
me arrancar
do chão

eu finalmente vou
me senti livre
da solidão.

Inserida por Ancelmobento

temporal

em silêncio meu
coração devaneia
em lembranças do
que um dia foi um
amor atemporal.

Inserida por Ancelmobento

vida no campo

Do alto da Embaúba
o bem -te- vi observa
o nascer do dia.
na goiabeira as
as maritacas em
demasia, no chão
o som da água e
do coração

Inserida por Ancelmobento

me perco na solidão que é procurar alguém e na satisfação que é a cada dia se encontrar.

Inserida por Ancelmobento

O Brasil caminha 
A passos de curupira,
A Historia se repete dia
Após dia.

Inserida por Ancelmobento

eterna
⁠
A mesma terra
opaca e triste
que agora toca
os seus pés um
dia já vislumbrou
o verde das florestas.

Inserida por Ancelmobento

⁠Dia seguinte 

No 
Dia seguinte 
Tudo segue 
Como se nada 
Tivesse acontecido, 
Só mais dois desconhecidos.

Inserida por Ancelmobento

⁠falta de ar 

É mais um dia 
comum neste 
pais 

falta comida 
falta água 
falta luz 
falta ar 

e mesmo 
assim seu 
povo se 
levanta 
as seis 

sedentos 
por viver 
um dia 
melhor 
que o 
outro. 

Inserida por Ancelmobento