Miguel angel asturias
Se os deuses soubessem o quanto eu a queria
Transformaria toda essa minha tristeza em alegria
Atenuando o meu ser
Dispersando toda esta agonia
E cada dia seria como um belo amanhecer
Que iria renovando o meu dia-a-dia
Por assim dizer...
Em um compasso que irradia
A mais bela essência do meu viver
Há quem diga que os deuses sabem ouvir muito bem esta cantiga
Que é o sofrimento do não te ter
Angel Jhone
Mesmo que leve tempo para superar a perda de um grande amor, nem tudo está perdido, ainda tem uma população inteira para ser amada.
E fizemos tantos planos juntos.
Estavamos crentes que estavamos fazendo a coisa certa.
Aqueles olhares se cruzaram e o preto e o azul se envolveram de uma forma sem explicação.
Aconteceu tudo, tudo mesmo.
Mas com as coisas deram errado e agora estes olhares se veem a milhares de quilômetros longe um do outro.
Porque as coisas aconteceram tão certo e hoje estamos tão tristes e com o coração partido?
Oh Jesus porque permitiu que isso acontecesse?
«Toda a forma ou mecanismo mental tem a sua origem e participa da Grande Mente Cósmica… Não pode haver nada no Homem que não esteja na Divindade.»
«Os desejos são anseios de um estado de consciência, digamos que um «eu» insatisfeito e, portanto, reconhece que há algo fora dele e a Lei Divina que o rege leva-o a tender para a plenitude total, fundindo-se, “sendo” o Todo.»
«Todas as civilizações, todas as manifestações da vida, estão condenadas a nascer, desenvolver-se, expressar-se e a morrer. Não temos que dramatizar isso, mas aceitá-lo com toda a naturalidade, e esta lei inexorável alcança, também, aquilo que conhecemos como Civilização Ocidental.»
«O que chamamos «Passado», «Presente» e «Futuro» não existe como entidades separadas, mas como partes de uma mesma coisa; e nem mesmo como partes reais, mas aparentes de acordo com o ponto de vista desde onde são contempladas. O Homem realmente espiritual não se identifica com estas aparências temporais; ele foi antes, é agora e será amanhã, até ao fim dos tempos.»
«Não devemos desprezar o Passado; devemos entender o Passado como as raízes do Presente. E esse Presente, por sua vez, deve ser o forte tronco que sustenta a ramagem do Futuro.»
"Enquanto um lótus surge na água em busca da luz do sol de Primavera, saibam, o homem prevalecerá e marchará até ao guardado refúgio do coração do mundo, até à luz espiritual na renovada Primavera da espécie."
"Quantos de nós precisamos de aprender com as árvores, poder lançar as raízes dentro da nossa história, dentro do nosso povo, para que não nos comovam os ares fugitivos que passam pelo mundo."
"Uma folha que cai ou a trajectória de uma estrela no céu são actos únicos que podem prender-se ou não na consciência. Em certo modo, toda a oportunidade é única."
"A Primavera que actualmente nos visita é o testemunho do amor de Deus, que jamais esquece e que com mão bondosa e forte resgata a mais ínfima criatura das sombras e transporta-a para a luz transmutada. A obscura semente transmuta-se na verdejante planta que levanta a sua cabeça de capulho outra vez, em busca da verticalidade que justifica a sua existência, mais além dos negros torrões que a aprisionaram durante o Inverno."
"Em geral, quando encontramos uma dificuldade costumamos combatê-la num tempo e se a dificuldade não cede, cedemos nós. As coisas da Natureza, as pedras, por exemplo, têm a tenacidade de estar mais além do tempo e de buscar sempre o seu destino final."
"As linhas dividiram o Universo em figuras e aparências, mas o ponto une-nos a todos e a ele conduzem todos os caminhos…"
Não existem dimensões paralelas, mas tangenciais. Da separação vem a união e desta provêm novas separações… e assim por diante. As folhas mortas servem para alimentar as raízes e com o sacrifício destas fazem-se folhas novas. É difícil conseguir no importante esse discernimento seguro que tem a bolha de ar presa no líquido de um nível. Ou o da água num recipiente que, embora a movamos, conserva sempre a equanimidade da sua superfície. Ou o do fogo que sabe onde está o céu mesmo quando o ramo aceso é invertido. O fogo e a água procuram a verticalidade, nas suas duas direcções. O ar e a terra procuram a sua perpendicularidade horizontal. Fogo sobre Ar; Água sobre Terra; estão aqui as duas cruzes geradoras sobre as quais nos falam os nossos velhos tratados de Alquimia. Quando o Fogo trespassa o Ar e quando a Água penetra na Terra, há geração, há revolução, há Tempo e há Ser, segundo o entendemos. Quando a Terra se verticaliza sobre a Água e quando o Ar ascende com o Fogo, entramos no gonzo tangencial de uma dimensão diferente."
"Existe um abismo entre as razões do Buda no seu menosprezo da mente e as da maior parte dos modernos «gurus». Aquele tinha-a superado; estes simplesmente negam-na porque não conseguiram desenvolvê-la ou desembocaram num caminho sem saída e não se atrevem a confessá-lo a si mesmos e muito menos aos demais. Existe uma grande distância entre o rei que se faz de mendigo e o mendigo que não pode deixar de o ser; um renuncia, o outro conforma-se. No primeiro acontece um acto de vontade, no segundo de derrota."
