Luiz Guilherme Todeschi
Empatia não necessariamente é aceitar o outro como ele é, mas entender as razões que o levou a ser assim. Acolher não é concordar, mas sim o ato de não invalidar.
Penso que apenas dois fatores influenciam quem sou: minha genética e minhas vivências. Em que eu seria diferente do outro se tivesse vivido em seu lugar?
Controlamos quem entra e principalmente quem volta, mas não cabe a nós controlar quem vai embora; os portões de saída das nossas vidas devem estar sempre abertos.
Deixar uma pessoa por quem ainda temos admiração sem a fraqueza de ter que diminuí-la com narrativas enviesadas apenas para proteger a vaidade de nosso ego é uma das lições mais duras que um homem pode aprender nesta vida.
A delicada flor, cultivada em seu belo jardim, jamais entenderá as mazelas do capim que brota do asfalto.
É uma idiotice tentar mergulhar fundo em águas rasas. Não busque conexões profundas com pessoas totalmente vazias.
Como dizem os bons espíritos: não existe felicidade sem mescla na Terra. Nós estamos aqui para experimentar dores e alegrias.
Muitos fogem da dor. Mas, quando bem vivida, a dor é sagrada. É o remédio amargo que Deus nos dá para curar as chagas de nossas almas.
Deus está em todos os lugares, inclusive dentro de nós mesmos. Basta silenciar para perceber sua presença.
Quando lhes faltar inspiração para praticar o bem por Amor, que tenhas forças para praticar o bem por Dever...
Ó cansado peregrino, toma o cuidado de manter a tua lamparina sempre acesa, para iluminar o teu caminho e àqueles que caminham junto de ti...
A estrada do bem neste mundo nem sempre é fácil. Vejamos o exemplo de Jesus: plantou flores e recebeu uma coroa de espinhos.
Qual fagulha que se incendeia ao contato com a chama, que a Luz Divina possa lhe amparar, lhe acender, lhe incendiar e lhe consumir.
Ecos de minha alma
Me lembram tempos antigos,
Das manhãs cobertas pela névoa prateada,
Quando os carvalhos sussurravam segredos ocultos.
Onde a vida era simples, mas celebrada alegremente,
E os mistérios da vida jamais eram esquecidos.
Éramos gratos aos deuses da Terra,
Pela Mãe que floresce, pelo Pai que aquece,
Pela brisa que carrega os nomes dos ancestrais.
As colheitas que vinham da terra eram fartas, pois nossas almas eram gratas.
Elas eram motivo de festa e celebração.
Cada grão de trigo era bênção,
Cada gota de orvalho, mistério divino.
E ao final do ciclo — dançávamos sob as estrelas —
Homens, mulheres e espíritos:
Todos um só povo, uma só tribo — filhos da Natureza.
