S. inácio
Eu estou sem inspiração. Não sei mais o que escrever. O que ma dava ‘criações’ era você. E hoje já não sei como colocar isso devolta ao normal. As coisas que antes faziam sentido, me parece que elas sumiram. E eu não sei explicar o que eu sinto, os meus sentimentos estão em conflito, causando um grande choque emocional.
Na metade dos sonhos muitas vezes já desisti. Por pensar que não iria conseguir avançar¹, ou simplesmente por medo de no fim não valer apena². Mais nem sequer tentei. E por isso nunca irei saber se iria dar certo ou não.
Quando uma mulher quer saber de algo, ela nunca vai direto aonde quer chegar. Ela vai formando as pistas, até montar o quebra-cabeça.
O Poeta fala muito, rima frases, encanta o leitor. Mas afinal de conta, o que conta? Como dizia Albert Einstein: " Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado". O romântico poeta não consegue dizer nada além dos seus sentimentos ou ressentimentos, são nas entre linhas que os segredos se revelam, mas quem entenderia se há tristeza ou alegria. O alfabeto chora, pois na construção das frases sabe... que ali mora um coração que grita, chama, reclama e exclama os versos de sua vida. E para quem lê... É só um escritor que busca um público, porém, público se torna o poema, e o poeta? Continua escrevendo.
Paulo Sérgio Krajewski.
14 de Janeiro de 2011.
Casa velha;
Cheira poeira, mofo.
As árvores te dão as sombras;
As sombras te descansa no calor.
O sol ilumina sua imagem.
Casa velha tu és!
Nas noites és sombria;
Ninguém se aproxima;
O medo domina.
Casa velha;
Quem te quer, quem te deixou?
Continua no mesmo lugar;
Casa velha;
Que te renovas?
Paredes rachadas,
Telhado quebrado;
Quarto escuro;
Sala sem luz...
Mas ainda seduz.
Houve alguém,
A quem te planejou,
Nunca esquece...
Teu coração padece.
Mas ainda há forças,
Continua em pé.
Sobrevive o frio do inverno sozinha,
Mas casa velha...
Não de seu tempo...
Mas, de um passado.
Seus olhos molhados.
Sabe...
Há alguém do outro lado...
Que ainda te quer.
Passaram-se os dias...
A luz retornou.
A alegria bate a porta...
A porta se cai,
És tu que anseia,
Que adentre alguém...
E viva contente...
Em seu interior.
Paulo Sérgio Krajewski.
31 de Março de 1998.
Eu acordo e penso em ter um bom dia, ou ao menos ter um dia diferente. Mas no final das tardes, foi só mais um como todos os outros.
Eu preciso dele. Preciso ouvir outra vez suas palavras. Mais uma vez escutar a sua voz. Eu preciso me levantar e espero que não esteja acontecendo nada disto lá fora. E quando eu acordar desse pesadelo, quero estar nos seus braços, e passar a tarde olhando fixamente no fundo dos seus olhos, tocar os seus labios, e rir por bobeiras.
