Andre guide
Apenas mais um dia de trabalho. Ou não...
Dia desses, estava eu numa operação, dando apoio a um caminhão da prefeitura que recolhia entulhos. Pernoitado, cansado, estressado, e com quase trinta horas de jornada nas costas. Eu me perguntava qual realização, além da financeira, aquela longa jornada me proporcionaria. Para "facilitar" nosso serviço, o tempo se fechou e começou a chover.
A resposta a minha pergunta começaria a surgir do outro lado da rua, naquele momento, quando reparei que um senhorzinho, com trajes humildes, rugas à mostra, e uma expressão que fazia minhas trinta horas de serviço parecer um "nada!", vinha em minha direção. Percebi então que aquele cidadão mantinha duas preocupações naquele instante. Uma, era, andando bem devagar, olhar o chão para não levar um tombo, (cuidado esse que é inerente àquela condição física). A outra preocupação deste personagem seria o motivo de minha curiosidade.
Minha missão naquele momento passou a ser a de tentar descobrir o porquê de seu chapéu não estar protegendo sua cabeça e seu rosto da chuva, e sim, estar cobrindo algo que suas mãos protegiam como a um tesouro. Poderia ser um rádio? Pensava eu. Porém, minha desconfiança desabou quando observei que ele levantara algumas vezes aquele chapéu velho para conferir se o produto de sua estratégia estava realmente protegido das gotas da chuva. Atravessei a rua, e movido pela curiosidade, esperei que ele chegasse mais próximo, para assim descobrir o motivo de tanto zelo.
Para minha grata surpresa, um cão da raça Pinscher, mais curioso do que eu, de tamanho inferior a um palmo meu, tentava a todo custo se soltar da mão de seu dono e sair de debaixo daquele chapéu...
Senti-me recompensado de tal maneira, que voltei para meu posto, com a obrigação moral de não reclamar tanto da vida, nem de questionar tanto algumas coisas. Terminei minha jornada com aquele gesto cravado em minha mente.
O desprendimento daquele Senhor, em relação as suas limitações e às intempéries do tempo, e o seu apego em proteger aquela criaturinha indefesa, fizeram-me pensar que eu posso sim, mudar o foco de coisas
inevitáveis, e fazer boas ações independentemente dos problemas pelos quais esteja passando.
A lição que recebi desse caso foi que, para transformar o meio em que vivo, não preciso ser contaminado por ele, e ainda que afetado, posso também fazer uso de fatores externos para me desprender de problemas pelos quais esteja passando.
Por isso em meio a tanta turbulência em meu ambiente profissional, recorro primeiramente a Deus, ao colo de minha esposa, ao abraço de meus filhos, às poderosas orações de minha Mãe, aos conselhos de minha irmã, e faço uso de outros artifícios externos que me afastem de tanta negatividade.
a vida é como uma caixinha de supresas as vezes ela te abate no meio de um voo noturno pelo pacifico e as vezes ele vive como se a vida fosse uma caixinha de surpresas
As maiores doressao o amor. Mas as pequenas dores sao as lenbranças intao nao vai me doe nada se eu esquece ela.
A paixão do meu olhar
Olhares que não se cruzam mais
pensamentos que doem imaginar.
Queria eu,conseguir te ignorar,
porém meus olhos não mudam jamais.
Seus lábios não podem ser normais
são obras que não canso de olhar,
loucura minha disto gostar ?
Alterar minha natureza ? Incapaz.
Embora seja muito criticado,
continuo sendo um sonhador
ou simplesmente um bobo apaixonado.
Admito não conhecer o amor,
mas contigo tudo era acalmado,
porém não acalmaria tal calor
Ó vida por que nisto insiste ?
Porque sem ela nada existe.
O cadáver ou partes do cadáver do inimigo eram indispensáveis como demonstração de superioridade (...) a violência perpetrada era também uma forma de qualificar a tropa, definido-a como apropriada para realizar a luta contra cangaceiros.
A prática cotidiana do cangaceiro o tornou conhecedor profundo do seu local de ação. O terreno e a vegetação do sertão nordestino se tornaram seu habitat natural, sendo a sua sobrevivência fortemente vinculada ao apurado conhecimento da região onde transitava.
A permanência em combate não convinha as estratégia do cangaço, pois aumentava as possibilidades de baixas no grupo, consumia recursos bélicos e não gerava um butim significativo para compensar os problemas do conflito.
O bando de Lampião, quando progredia pela caatinga sem demonstrar preocupações em ficar ocultos das volantes, objetivava, algumas vezes, atrair perseguidores para uma área onde fosse possível promover uma emboscada.
O grau de importância ou hierarquia interna só era, às vezes, reconhecida pelo tamanho do punhal de sangria, pequenas espadas sem boldrié na guerra cangaceira.
Tropa Volante é uma tropa desaquartelada e que não foi submetida a cursos de formação (ou iniciação) policial, tendo uma estrutura quase nomádica.
Os coiteiros contribuíam para que o bando de Lampião tivesse autonomia nos deslocamentos, o que dificultava, de forma significativa, as ações de tropas volantes.
As tropas volantes em Pernambuco representam mais do que uma força de repressão ao cangaço. Representam a utilização de saberes de uma região, incorporados a uma instituição pautada na hierarquia e disciplina.
A difícil obediência hierárquica e relutância à disciplina castrense geraram tensões intramilitares.
As tropas volantes com seu efetivo acangaceirado e suas vestes diferenciadas foram definidas e/ou marcadas, sobretudo, por sua individualidade. Essa individualidade é que fazia delas uma organização de luta, cuja competência em ação era proclamada pelos seus trajes.
O policial volante continua sendo um miliciano da Força Pública, mas o tecido que protege sua pele é modificado paulatinamente. Os sapatos são substituídos por alpercatas ferradas e com rabicho simples ou duplo, as roupas se tornam mais resistentes à vegetação local; panos para fazer torda (barraca) e o lençol, trançados na frente do corpo, dispostas em xis, cruzando o pescoço. Bornais cruzados e punhais passaram a fazer parte da indumentária do cangaceiro e da volante.
A necessidade de possuir em seus quadros, policiais sertanejos conhecedores da região provocou uma restruturação do aparato policial, pois para diligências era necessário o conhecimento da região que o sertanejo possuía. O cangaceiros do período lampiônico fez a policia caminhar em terreno variado.
O policial volante em Pernambuco, no período áureo do cangaço, era um homem que praticamente não retirava a farda do corpo e raramente era liberado do trabalho para ver familiares.
