Almeida garrrett
As emoções e sentimentos não se distanciam da verdade pelo simples de nos guiar nas decisões que tomamos. Sendo, a maturidade o equilíbrio de sua aceitação.
Quando uma pessoa realiza algo fora da linha da normalidade mediana que outras escolheram e se acostumaram, fatalmente irá despertar nelas, seu pobre sentimento de avidez maquiado.
Quando você descobre o que gosta de fazer, faça, e, se não souber como se expressar seu verdadeiro eu, peça uma orientação pois, não se conquista algo desejado sem paz de espírito!
Estudar pode não levar-te à riqueza, mas é o paraquedas que te salva quando a vida te obriga a saltar.
Deus não está preocupado com quem cai, até porque Deus antes da queda do ser, Deus já sabe.
Deus também já sabe como será o seu comportamento perante a queda de alguém.
Nunca deixe que alguém faça com que você se sinta inadequado, por suas cegueiras absolutas. Você é livre para pensar, sentir e tomar suas próprias conclusões, conforme seus sentimentos, e percepção da realidade.
Limitação de raciocínio, é patologia.
Por que você quer matar o leão do dia, se nem aprendeu a domar a si mesmo? Por isso admiro os que adestram.
O amor é uma construção diária e pura que envolve decisões, carinho, perdão, desejo e compreensão de ambas às partes.
A paixão é uma atração física ardente que se não for alimentada passa como os status do facebook.
A amizade é uma reciprocidade pura que envolve carinho, respeito e compreensão.
Tinha nove anos quando morri a primeira vez, aquele dia bucólico sagrado cheio de misericórdia e cinzas
Quando a vida me deu o primeiro apagão e um berro me trouxe de volta, mas não voltei a mesma, alguns pedaços ficaram lá no meu mundinho inocente
Jogaram fora as minhas bonecas e aquele vestido de bolinhas que eu amava, a correnteza do rio levou muito mais que coisinhas bobas de menina
Ainda acordo nas madrugadas morrendo afogada, palato amargo da bile e o nariz entupido
corro lá fora procurando meu vestido no varal, e lá encontro as bonecas penduradas com água até o pescoço
o gosto de cinzeiro e ressaca, a boca branca de magnésia
Ar insalubre com cheiro de morte, rançoso e amoníaco
Sigo morrendo sucessivamente, lavando feridas com absinto, na tentação de salvá-las me negligencio
Eu nunca mais serei a mesma
Quando me reconstruir
quero ter janelas enormes
Pra que nenhum canto em mim permaneça tanto tempo no escuro
Pra que algo consiga ser maior que minha solidão
Mas não cobrirei minhas rachaduras
Nem disfarçarei minhas angústias
Carrego comigo cada mulher que eu já fui nas minhas frestas
Usarei esses vazios como respiro e não como ruínas
Meus cílios são como barras de ferro aprisionando meus olhos
eu os sinto pesarem, ando olhando para o chão
a loucura é um espelho que liberta meus dragões
enfurecida, incendiosa
voo, subo alto e sou puxada de volta
não posso ultrapassar muros
as sombras nascem junto com o sol
antes que a realidade queime minhas retinas
vou arranhar paredes, roer as unhas
preciso ser mais leve
me desfazer de mim
comer a boca, me consumir inteira
serrar as grades
e todo dia engolir um sol,
pra fazer parar de chover aqui dentro.
Todo dia alguém fecha os olhos para sempre
as vezes acontece antes do último adeus
mas sei que houve choro,
eu estava lá
velando a última lágrima
enquanto rezava por um pouco de paz,
embarco junto nessa viagem e volto sem companhia
não posso colocar tantas estrelas no céu,
eu peço ao universo que seja gentil e paciente
queria alguém aqui por mim,
alguém que me olhasse como eu olho pra esses estranhos,
a fragilidade da vida é absurda
uma porcelana reparada com fios de ouro,
outros apenas seguem quebrados.
As vezes minhas pernas cambaleiam, eu sei o que me espera no final do corredor
a dor não passa antes do tempo te maltratar,
dizem que as coisas boas nunca duram
e o amor não é amor, até que tenha passado.
Ignorando o medo e abraçando tudo de expontâneo
eu faço isso
busco sei lá o que, não sei onde
abro buracos no caminho
daqueles que só o calor do momento é capaz de cavar
seja pelo ódio ou pela esperança.
Apenas sigo a intuição
e sem pensar não sinto medo
fossa ou cova,
viva ou morta
tenho um vazio pra cair e somente assim eu sou capaz de preencher alguns vãos — caindo em buracos que apenas eu sou capaz de preencher alguns vãos
Ainda penso em ti libélula minha,
da última vez que assisti seu pouso
e continuo
evitando os dias bonitos pois perdi a habilidade de vivê-los.
Ao se pôr o sol cai e quebra
destrói cada flor de lembrança
foi lá que derramei essências de saudade
mas a vida continua avançando ironicamente
cada minuto parece debochar de mim
está quase impraticável o atravessar dos dias
agora só faço contar semanas.
Ainda vives em mim libélula minha;
com suas asas não esmago nenhum jardim de vida
sei que um dia
criaremos juntas um mosaico com aquele sol quebrado
Pegue uma mágoa bem passada
tempere com choro
O coração endurecido deixe marinar em suco gástrico – até que arda o estômago
cometa o pecado da gula
mastigue a raiva até queimar a língua
depois que o amor esfriar
engula sapos
sirva com o pão que o diabo amassou
defume os pulmões com cigarro
cozinhe o fígado com vício em álcool
brinde com seu amigo imaginário
quando se empanturrar de mentiras
Enfie o dedo na goela
provoque vômito das lembranças boas
Jogue os restos no lixo
até se sentir vazia
evite a próxima indigestão
coloque na balança cada ato falho
estoque amigos a granel
faça jejum intermitente
adote um gato
e nunca mais leve pra casa amor tóxico
O amor concreto
endureceu minhas artérias
entupiu meus capilares
um fluxo parado mapeando veias tortuosas
– Fibrilação amor
(a gente vive pq sangra)
Eu rezo todo dia por uma falha sistêmica
mas você incentiva contrações involuntárias
Você,
me fez sentar e assistir sozinha enquanto brincava com os botões do controle
e eu te colocava ali no meu altar onde eu te cultuava
Parece desespero, e era
era tudo,
era lindo
só não era amor.
365 luas, 365 sóis
e nada mudou
o carnaval passou, e vc não veio
Ficou lá, em outro lugar
no mesmo descompasso
que nos leva em direções opostas
Não teve registro, não teve palavras
muito menos uma celebração — um brinde ao amor de porpurina
que passou, se perdeu na folia
e deixou só a saudade e a lembrança
de quando ele brilhava
