Dario fo
Valorize a vida vivida com alegria, honestidade, lealdade e responsabilidade, pois quanto maiores forem as suas experiências melhores serão os seus dias e suas conquistas.
É da natureza humana procurar as imperfeições no outro, como se reconhecer os defeitos alheios fosse mais fácil do que enfrentar os próprios. (FURUCUTO, P. D., 2026).
Seja uma pessoa compreensiva o bastante para saber, inclusive, como e quando dizer 'não' — ou 'foda-se'.
No dia 28/12/2025 morreu Brigitte Bardot, ícone do cinema na década 50 - 60.
Morreu sem deixar fortuna após destinar quase tudo o que ganhou à proteção de animais.
Certa vez comentou sobre a sua vida com pouco dinheiro:
“Eu vivo de uma forma extremamente simples, a riqueza me enoja".
Se com Deus as coisas já são difíceis, imagina sem Ele… É na presença d’Ele que encontro força quando tudo pesa, direção quando me perco e paz no meio das tempestades. Com Deus eu não desisto, eu confio. Sem Ele eu caio, com Ele eu me levanto todos os dias.
O Último Quarto da Casa
Toda casa possui um quarto
que nunca aparece nas fotografias.
Foi nele que cresci.
Não faltou teto.
Não faltou alimento.
Mas faltava aquilo
que nenhum objeto consegue oferecer:
a certeza de ser visto.
Passei anos esperando
que aqueles que me deram a vida
também me mostrassem
como viver.
Esperei uma palavra.
Um conselho.
Uma direção.
Esperei que alguém segurasse minha mão
e dissesse:
"Não tenha medo.
Existe um caminho para você."
Mas algumas esperanças
não morrem de uma vez.
Elas desaparecem lentamente,
como uma luz esquecida
em um quarto vazio.
Então veio a pandemia.
O mundo fechou suas portas,
e eu também fiquei preso.
Dois anos entre paredes,
lutando contra o medo,
a solidão
e a sensação de que o futuro
estava distante demais.
Eu tinha apenas 17 anos.
Era um garoto tentando compreender
uma vida que já parecia pesada.
Estudei.
Acreditei que o conhecimento
seria uma ponte para outro destino.
Passei um ano preparando minha mente
para uma oportunidade.
Mas a dor, o medo e a incerteza
foram maiores que meus planos.
O ENEM passou.
E com ele,
uma parte dos sonhos
que eu ainda carregava.
Depois vieram os dias de trabalho.
O corpo aprendeu o significado
da exaustão.
As pernas carregaram pesos
que ninguém viu.
As mãos perderam a juventude.
E, enquanto muitos construíam memórias,
eu construía resistência.
Nunca pedi riqueza.
Nunca pedi uma vida fácil.
Tudo o que eu queria
era um lugar no mundo.
Um propósito.
Uma profissão.
Uma razão para olhar para o amanhã
e acreditar que eu também tinha destino.
Mas o tempo revelou
uma das dores mais silenciosas:
o amor de uma família
nem sempre alcança todos
da mesma forma.
Na mesma casa,
existiam diferentes medidas de cuidado.
O afeto que não encontrou meus caminhos,
a consideração que nunca repousou sobre mim,
foi entregue em abundância
à minha irmã.
A ela,
os braços abertos.
A ela,
a proteção antes mesmo da queda.
A ela,
a certeza de que haveria alguém
para enfrentar o mundo por ela.
E eu não invejo o amor que ela recebeu.
Nenhum irmão deveria desejar
menos amor para outro.
Mas existe uma tristeza profunda
em perceber que aquilo que foi dado em dobro a alguém
nunca encontrou espaço
nem uma única vez
para florescer em você.
Eu os amo.
E reconheço:
eles não me devem nada,
além da vida que me deram.
Mas a vida,
quando não é acompanhada de presença,
às vezes parece apenas uma existência.
Por isso temo o dia da despedida.
Não porque não exista amor.
Mas porque algumas lágrimas
nascem das histórias que vivemos.
E outras não conseguem nascer
pelas histórias que nunca tivemos.
Talvez eu não chore pelas lembranças.
Não por crueldade.
Não por falta de gratidão.
Mas porque passamos pela vida
sem construir aquilo que o tempo não consegue apagar.
Fotografias envelhecem.
Casas desmoronam.
Pessoas partem.
Mas as memórias permanecem.
E essa talvez seja a nossa maior tragédia:
não fomos uma família destruída pelo ódio.
Fomos uma família separada pelo silêncio.
Vivemos sob o mesmo teto,
mas em mundos diferentes.
E o mais triste de tudo
é descobrir que uma pessoa pode passar a vida inteira
procurando um lar,
mesmo estando dentro de uma casa.
A alma contra o tempo
Quando as pétalas das flores caem pelo chão, misturando-se com as folhas que já estão sem vida; vejo uma beleza naquela simplicidade, comparo a paisagem com a vida...
O frescor, a vitalidade, tudo que o tempo vai aos poucos transformando, quanto a nós, para alguns a alma sempre mais aprimorando-se, enquanto vamos gradualmente definhando.
ANOTAÇÃO ÍNTIMA DE KARDEC.
“Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações, foi que os Espíritos, não sendo mais do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral. Que o saber do que dispunham se reduzia ao grau de adiantamento que haviam atingido e que suas opiniões só tinham o valor das opiniões pessoais. Reconhecida esta verdade, desde o princípio, ela me preservou do grave escolho de acreditar na infalibilidade dos Espíritos, e me impediu ao mesmo tempo de formular teorias prematuras, com base no que fosse dito por um ou por alguns deles”.
Não importa o que a vida tem guardado pra você, o que importa é viver o hoje intensamente como se fosse o último
Quando a grandeza de Deus ocupa meus olhos, a necessidade de ser grande diante dos homens perde a força.
Se a minha permanência incomoda, não é porque eu seja forte demais; é porque a graça de Deus foi maior do que aquilo que esperavam que me destruísse.
Observo a robustez das raízes que sustentam as árvores milenares e busco uma âncora igualmente forte para a minha alma, encontrando-a somente na memória indelével da Redenção. Meu passado estava irremediavelmente manchado pela falha e pela ausência de propósito, mas a eficácia daquele Sangue, derramado no mais cruel dos palcos, não apenas limpou a culpa, mas reformulou a minha essência, inaugurando uma nova realidade de pertencimento e esperança inabalável. O Calvário, com sua crueza histórica, é o ponto de inflexão de toda a minha jornada, o lugar onde a Mão Eterna plantou a semente de uma fé que não será abalada pelas tempestades do mundo.
E quando o vento da história sopra,
Levando embora folhas e vaidades,
Fica de pé apenas o que foi plantado
Nas raízes profundas da verdade.
“A solidão é na verdade o chamado da Alma, que na esperança de encontrar a vida que acontece fora, grita dentro.”
"Na verdade, meu pai (João Elias Bernardes) foi um lutador... foi um herói sem bandeira... foi um homem desprendido de elogios... num mundo que só valoriza a aparência e a "sagacidade" em viver!!"
Se eu te fisgar com um verso
Venha calmo ao contrário do literal
Penso ter nas minhas linhas força suficiente
Pra ti puxar pro meu literário pretexto
Tenho o sal pra palavras
E não é ser grosso
É que, pro peixe certo
Ler assim faz crescer o olho
Pro jeito certo
É ver na água... peixe grande...
E lançar o próprio esboço
Pra pegar versos de bom valor
Grandes e espertos
Esses pedem linha
E não perdê-la...
Em água rala
Tubarão de poema devora tédio
literalmente!
(Leonardo Mesquita)
Amor próprio é quando transborda de si aos outros, "amar o próximo como a ti mesmo"; fora disso, é vaidade própria.
Nem todos os dias são bons, a vida não é um conto de fadas... Contudo, os dias difíceis é que nos fortaleçe, trabalha a nossa resiliência e nos impele à reflexões... Se vivêssemos em um eterno "mar de rosas " estaríamos fadados ao conformismo e jamais cresceríamos como pessoas. A dificuldade forma o caráter e diz de que minério somos formados.
O amor é o único erro de cálculo que vale a pena cometer num universo indiferente; é a única forma de cuspir na cara do nada e dizer: "Hoje não, hoje eu escolhi a alucinação de ser importante para alguém".
O direito nasceu para limitar o poder; quando passa a servir apenas para legitimá-lo, conserva a forma da justiça e perde sua alma.
