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O que eu quero com vocĂȘ?
Eu quero o paradoxo, do paradigma. ParanĂłia?Quero tambĂ©m.SĂł nĂŁo quero parar.Faz mais que tĂĄ bom demais.Quero doenças agudas e estados gripais.Chuvinhas miĂșdas e grandes temporais.Quero quando vocĂȘ me desnuda com os olhos, quero tambĂ©m teu ar blasĂ©.talvez a gente nem se case, mas tem coisa mais gostosa e kamicase que me entregar escondidinho pra vocĂȘ?O que eu quero? Eu nĂŁo quero nem saber....
Outro lado
Ela passou por mim. E aquela nĂŁo era a primeira vez. Eu sabia que jĂĄ Ă conhecia, sĂł nĂŁo sabia de onde, talvez de outra vida -se nisso eu acreditasse- .
Apesar de desconhecida, tĂnhamos algo em comum eu podia sentir isso. Algo que eu escondia e que ela nĂŁo hesitava em demonstrar.
Ela tinha sonhos e nenhum medo de lutar por eles. Sabia sonhar como ninguĂ©m, Sabia o que queria. Sabia se afastar de coisas que tiravam seu oxigĂȘnio. Sabia extravasar suas raivas sem ter que prestar contas a sua sanidade. Sabia expor sentimentos, dizer ''eu te amo'' ou atĂ© que sabe ''me perdoe'' sem nenhum esforço.
Timidez, o que Ă© isso mesmo? Sempre dizia ela. Era contraditĂłria, inconstante, confusa e pouco irrelevante. Sabia ser otimista quando o resto do mundo era pessimista. Ressaltava suas qualidades e sabia que nela havia algo de especial.
Ăramos como fogo e gelo, opostos que possuĂam o mesmo corpo.
Uma ocupa a vida real, JĂĄ a outra estĂĄ aqui, estĂĄ nos pensamentos de sua rival, estĂĄ nos textos que ela escreve. Vive num universo paralelo, esperando o momento que trocaram de lugar.
Curiosidade alheia
A curiosidade nĂŁo matou sĂł o gato, a verdade Ă© que ela deve ter matado muita gente por ai, nĂŁo adianta negar, eu sei que a carapuça serviu, sempre serve, em mim em vocĂȘ, em todos, com o perdĂŁo por ter generalizado. Eu diria atĂ© que Ă© normal, atĂ© porque nĂłs seres vivos e dotados de cĂ©lulas animais, tendemos a ser assim.
Por exemplo, acontece alguma coisa diferente com algum amigo e ele ti diz âânĂŁo posso contarââ Pronto dai aparecem os sintomas, vocĂȘ fica nervoso como se milhares de pulgas pulassem em vocĂȘ ao mesmo tempo, nĂŁo para por um instante, e se compromete a infernizar a vida do pobre atĂ© que ele te conte. Ă inevitĂĄvel, bem mais forte do que vocĂȘ pensa, sai como um impulso, ou um reflexo. Mas no fundo acho que faz parte da natureza humana e da nĂŁo humana tambĂ©m, Ă© a partir dessa curiosidade que vem a evolução, pode atrair coisas ruins ou boas, mas que disse que pra inventar a roda o homem nĂŁo teve que martelar o seu dedo?
Ă certo que haverĂĄ um fim do mundo. Tudo tem um inĂcio e um fim. SĂł que nossa matemĂĄtica vai se cansar de colocar nĂșmeros pra fora para sugerir quando isso acontecerĂĄ.
Morrer de rir sozinho Ă© agir com egoĂsmo mas ser voce mesmo. Porque existem situaçÔes em que sĂł vale rir se for em coral.
Ser amigo é estar ao pé do ouvido do outro nos momentos em que ele pensa que só tem ele e mais ninguém.
Um dos maiores desafios de todos nós é nos conhecer. Não hå em todas as galåxias uma só pessoa que diga: Eu me conheço por inteiro. Não hå.
Ter a cabeça no lugar é meramente impossivel. Niguém tem um caminho feito só por cristais. O meu, por exemplo, só tem cacos de vidro.
Eu só não sou inofensivo porque nem eu mesmo sei o que vou fazer se agua cair um milésimo de segundo antes.
Minha cama Ă© como um deserto. Ao dia Ă© muito quente e a noite Ă© muito fria. Impossivel ficar sĂł nela.
Tentamos sempre ser apreciados pelos outros, sĂł que ninguem agrada a meio entre cem. Essa Ă© a famosa vida tirana.
