Luiz Guilherme Todeschi
Viver é...
Focar no presente tendo o passado como referência para evitar os percalços e os desagrados, repetir as boas oportunidades e os sucessos com uma pitadinha a mais de alegria. Planejar o futuro de curto e de longo prazo de forma consistente e segura para evitar frustração.
As vezes você lança uma semente em um solo que por cima tem boa aparência, que foi adubado; depois, infelizmente, descobre-se que era infértil.
O tempo é realmente aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.(André Luiz)
O ser humano gosta de confundir as coisas, foi só uma troca de olhares, um abraço apertado, uma conversa agradável, não estrague tudo criando expectativas.
A nordestina
Bela e breve
Alta, baixa, risonha e leve
Semente que floresce.
Se veste, donzela
Fala suave e mexe com olhos
Ai de você… se não a trata-la bem.
Costuma refletir no escuro do quarto
O travesseiro seu amado.
Nem mole e nem fraca
Mulher invocada
Só entra para ganhar.
Olhos de coruja
Conhece o que escuta
Poetisa de “outrora.”
Embora se divirta com o mundo lá fora
Explora gostos e sabores
Faz chover por onde mora.
Brinca de sotaques
A pé e descalça
Calçada a beira-mar.
Mais bonita que a garota de Iracema
Como dizia um velho poema.
Se equilibrando nos trilhos
Por onde anda de braços erguidos.
Bailarina fiel
Branca e fina
Como fumaça de cigarro
Impiedosa e cruel.
Há nordestina esse é teu mal.
(...)
O que sou e como penso,
Aqui vai com todo o senso,
Posto que já veja irados
Muitos lorpas enfunados,
Vomitando maldições,
Contra as minhas reflexões.
Eu bem sei que sou qual Grilo,
De maçante e mau estilo;
E que os homens poderosos
Desta arenga receosos,
Hão de chamar-me tarelo,
Bode, negro, Mongibelo;
Porém eu, que não me abalo,
Vou tangendo o meu badalo
Com repique impertinente,
Pondo a trote muita gente.
Se negro sou, ou sou bode,
Pouca importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muita vasta...
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres,
Bodes ricos, bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes...
Aqui, nesta boa terra,
Marram todos, tudo berra;
Nobres Condes e Duquesas,
Ricas Damas e Marquesas,
Deputados, senadores,
Gentis-homens, vereadores;
Belas Damas emproadas,
De nobreza empantufadas;
Repimpados principotes,
Orgulhosos fidalgotes,
Frades, Bispos, Cardeais,
Fanfarrões imperiais,
Gentes pobres, nobres gentes,
Em todos há meus parentes.
Entre a brava militança
Fulge e brilha alta bodança;
Guardas, Cabos, Furriéis,
Brigadeiros, Coronéis,
Destemidos Marechais,
Rutilantes Generais,
Capitães de mar e guerra,
– Tudo marra, tudo berra –.
Na suprema eternidade,
Onde habita a Divindade,
Bodes há santificados,
Que por nós são adorados.
Entre o coro dos Anjinhos
Também há muitos bodinhos –.
O amante de Siringa
Tinha pêlo e má catinga;
O deus Mendes, pelas contas,
Na cabeça tinha pontas;
Jove quando foi menino,
Chupitou leite caprino;
E, segundo o antigo mito,
Também Fauno foi cabrito.
Nos domínios de Plutão,
Guarda um bode o Alcorão;
Nos lundus e nas modinhas
São cantadas as bodinhas:
Pois se todos têm rabicho,
Para que tanto capricho?
Haja paz, haja alegria,
Folgue e brinque a bodaria;
Cesse, pois, a matinada,
Porque tudo é bodarrada.
Vocês que ainda estão na carne, tenham cuidado com seus atos. Pensem em Jesus, no Evangelho sempre que tiverem impulso de agir impensadamente. Não se arrisquem a ter, um dia, de conviver com criaturas em precário estado de evolução. É uma prova muito difícil. Melhor que se curvem, antes de destruir. Melhor chorar, que fazer chorar. Melhor ser humilhado, que humilhar. Melhor sentir fome do que deixar que deixem outros sintam por sua causa. Caminhem com cuidado para não esmagarem ninguém.
A doutrina espírita é a água que nos limpam das imperfeições. À medida que vamos estudando as obras básicas, adestramos o animal que ainda somos
Quando nas horas de intimo desgosto,o desalento te invadir a alma e as lagrimas te aflorarem aos olhos,busca-me:eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estacar-te as lagrimas:lucas 7:13
