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SĂł hĂĄ duas maneiras de viver a vida: a primeira Ă© vivĂȘ-la como se os milagres nĂŁo existissem. A segunda Ă© vivĂȘ-la como se tudo fosse milagre.

Albert Einstein

Nota: Autoria atribuĂ­da a Albert Einstein.

O casamento faz de duas pessoas uma sĂł, difĂ­cil Ă© determinar qual serĂĄ.

Hå muitas razÔes para duvidar e uma só para crer.

Carlos Drummond de Andrade
"O Avesso das Coisas. Aforismos". Editora Record. 2ÂȘ Edição. 1990

O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só.

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida estĂĄ completa.
NĂŁo sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

IrmĂŁo das coisas fugidias,
nĂŁo sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

CecĂ­lia Meireles
Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

NĂŁo se odeia quando pouco se preza, odeia-se sĂł o que estĂĄ Ă  nossa altura ou Ă© superior a nĂłs.

Friedrich Nietzsche
Para Além do Bem e do Mal

A verdade Ă© que a gente nĂŁo faz filhos. SĂł faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final.

Dupla delĂ­cia

O livro traz a vantagem de a gente poder estar sĂł e ao mesmo tempo acompanhado.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. Lisboa: Ática. 1982. p. 453

Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!

SĂł existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.

O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.

Considerar a nossa maior angĂșstia como um incidente sem importĂąncia, nĂŁo sĂł na vida do universo mas da nossa mesma alma, Ă© o princĂ­pio da sabedoria.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego. Lisboa: AssĂ­rio & Alvim, 2008.

SĂł os mendigos conseguem contar as suas riquezas.

SĂł tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira Ă© porque mente!

HĂĄ uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pĂł, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca
ESPANCA, F. Sonetos de Florbela Espanca. Mem Martins: EdiçÔes Europa-América. 1985

Ó doçura da vida: Agonizar a toda a hora sob a pena da morte, em vez de morrer de um só golpe.

William Shakespeare
Rei Lear (Acto V, Cena III)

SĂł hĂĄ um tipo de amor que dura, o nĂŁo correspondido.

Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem sĂł. Bengalas sĂŁo provas de idade e nĂŁo de prudĂȘncia.

Conserve os olhos fixos num ideal sublime e lute sempre pelo que deseja, pois sĂł os fracos desistem e sĂł quem luta Ă© digno de vida.