Sigrid undset
OLHAR P'RA VIDA
Num tom mais calmo que o normal
quis entender, palavra que tentei...
mas, o silêncio falou mais alto!
NOTURNO
De tanto e todo sentido
por meu olhar querido
seguem tuas mãos investindo
Mesmo lá fora um vento frio
cá dentro, nós aquecidos
afeições cheias de fascínios
fazem esse amor seguir seu caminho
Horas e horas de inestimável valor
Música em rimas seduzidas
haja imenso tanto carinho
numa relação além do amor
e afagos perfeitos
em diante achamo-nos
acolhidos em ninho!
LEMBRANÇAS QUE SE PERDEM
Ilusões agora só lembranças
coração certa época atordoou pensamento
sem ideia da perda, ambos seguiram aflitos
Quem mais penou nisso tudo?
O corpo, pelo tamanho conflito
Ah! ...dor, parecias infinda
Coração pedia: vai embora, vai...
A vida teria mais a proporcionar
apesar do momento silêncio quase deserto
Seguir deveria ser o primeiro passo
e se transmutasse essas ventanias
veria nascer lindo dia e suas brisas?
Havia aprendido, quando se perde a ilusão
não dá p'ra ficar procurando culpados
é preciso urgente voltar a sonhar...
Assim, adormecemos certas saudades
Assim, voltamos à realidade!
BEIJOS
Ao ouvido?
Nada disso!
Traz-me tua boca
pois, não quero que me ouça
Faz sentido o que digo?
...breves, apenas nossos suspiros
a roubar-nos silêncios con[sentidos]
em instantes medidos em gemidos
Um pedido: meus segredos
guarde-os além, sentidos!
CERTA IDADE
A certa idade sentir liberdade
é desfrutar da sensação como regalia
atendendo pelo nome: autonomia!
HAIKAI
Manhãs límpidas
verde vai topando azul
despertar em sons
Amanhecer candango, por minha visão, numa Super Quadra da Asa Sul!
SÁBIA
Estações, marés, chuvas...
Vida querendo transmutar
no caminho arcos celestes apontam bonança!
PRAIA
Encontra-se aprendiz como eu?
Fará sentido qualquer hora
escrevendo todo tempo
Ah! Essa arte de poetar não tem preço
é como numa praia
enquanto ondas quebram
rimas se juntam
Poesia gostos di(versos)
sigo muito à vontade...
Ah! Escrever, mosto prazer!
DEIXA...
Deixe abertas janelas
deixa tuas meninas a mirar-me
junte-se a mim, faminto por horizontes
agora levado por uma doce vontade
De repente,
uma sede escorre involuntária
deixo que me sinta
num céu, goles sem estrelas
De repente,
uma fome toma-nos conta
deixa que eu te coma
num oceano provo teu amor por mim
