Ivan bunin
Não viva para os outros, não faça as coisas imaginando o que outros seres irão pensar de você. E não transforme o que acontece com os outros em novela ou filme. Se o tempo corre pra gente, imagina pra quem vive duas vidas?
A gente julga os políticos que, ao invés de debaterem ideias e projetos, criticam e fazem ataques pessoais a seus adversários. Mas nosso comportamento é diferente disso?
Penso que cada um de nós tem seu Reveillón particular. Isso chama-se Aniversário. Momento pra repensarmos atitudes, valores e progressos em nossa vida. Hora para questionarmos nosso verdadeiro sentido, o cumprimento de nossas missões. Sempre tá em tempo de reparos e reviravoltas, desde que tenhamos coragem pra mudar e humildade pra reconhecer as mancadas. E os sonhos jamais serem abandonados, pois são eles que na maioria das vezes, nos movem...
Nem todo sorriso expressa felicidade, assim como alguns choros não são de tristeza. Não são só amigos que batem nas suas costas e apertam sua mão. E elogio nem sempre é reflexo de admiração. Não basta só viver, temos códigos a decifrar e convivências para aprender.
O Mendigo
Todos os dias eu o vejo ali tremulo,
Meio que sem enxergar as pessoas,
Pedindo por um pouco de solução,
Para os problemas que não pediu...
As vezes quando chove, ele se molha,
E as pessoas ainda dizem:
“Quem ta na chuva é pra se molhar!”
E ele não tem onde se abrigar.
As vezes pede um pão
E lhe dão um não...
Ele tem mal cheiro,
Anda mijado a um tempão.
Qual Charles Chaplin ele anda
Todo maltrapilho, Carlitos...
Roupas rasgadas, fala inglês,
Parece ser muito inteligente.
Lhe acompanha um cão,
Companheiro de tradição...
Ele olha para as pessoas
Mas não as vê...
Ele vê a fome que lhe assola,
Ele vê as águas das chuvas
Que molham o seu colchão...
E não vê nada, o resmungão.
Não vê que o seu céu já esta no limite;
Não vê que ninguém o ajudará...
Ele vê e ouve tudo mas, infelizmente,
Não enxerga os carros passando.
Se alimenta de restos bolorentos,
Que invade em uma lixeira,
Para se safar da fome, ele come...
Lixo e desprezo social...
Algumas vezes ele desaparece
Depois aparece e, some novamente.
Imundo, fede feito um porco,
Mas não liga nem um pouco.
Este mendigo tateia as paredes
Tentando fugir do trânsito
E dos transeuntes dispersos,
Mais cegos que ele, talvez.
Se espera alguma coisa,
Já deve ter passado sem que visse.
Se espera por alguma ajuda,
Ainda não veio...
E pelo jeito, nunca virá...
As pessoas não dão a mínima
Para o mendigo que, letárgico,
Anseia, como eles, por melhores dias.
"Não sei como aconteceu, nem o porquê aconteceu, mas também se eu soubesse explicar não era amor, era outra coisa por que o amor é inexplicável, e acontece do nada, ate mesmo por um simples encarar de olhos, ou um beijo na boca, ou simplesmente porque acontece, seja por obra do destino ou simplesmente por caminhos que se cruzarão por acaso. "
Aprendi, a duras penas, que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim. E exercitar aos extremos a então, "ciência da paz"... A famosa "paciência"...a "temperança" e a "mansidão"...no qual a vida se encarregará de fazer o restante.
Episteme: Conhecimento verdadeiro, de natureza científica, em oposição à opinião infundada ou irrefletida.
Doxa: Simples opinião, crença ingênua, a ser superada para a obtenção do verdadeiro conhecimento.
Ser ético não é ser odediente; ser ético é ser consciente. É estar convencido de que atitudes que priorizam a honestidade, a responsabilidade e o respeito ao outro devem prevalecer, sendo ou não, observado por câmeras, por chefes, por radares, pela sociedade ou por Deus.
