Dia Nacional do teatro
Bom dia, você que está caminhando na mesma estrada que eu,
Olha só como é lindo pensar assim:
Somos como uma caravana de romeiros, que percorre junto essa estrada rumo ao encontro da nossa divindade. Vamos chamá-la de nossa catedral espiritual. Entende?
Uns caminham agrupados em grupos de quatro, cinco ou mais pessoas, enquanto outros que fazem parte da mesma romaria, seguem um pouco mais à frente ou mais atrás. E tem até aqueles que já chegaram ao destino e já estão sentados nos bancos da catedral, só nos esperando, não é mesmo?
Todos somos parte dessa mesma romaria, que um dia planejaram fazer juntos fazer a mesma romaria. Decidimos caminhar assim para termos tempo de conversar, rir, nos emocionar, de vez em quando parar para descansar e recuperar o fôlego, antes de seguir adiante.
Hoje, começamos mais um dia para percorrer mais alguns quilômetros. Não importa se vamos mais devagar ou mais rápidos, o que vale é que estamos indo em direção à nossa catedral, onde, juntos, assistiremos a uma bela explicação sobre 'o' tudo que é a vida.
Para você, que faz parte da minha romaria, desejo uma ótima quarta-feira. Descanse se precisar, mas não desista.
Paz, bem e luz,
Por Zé Domingos
29/10/2025
Intuído e escrito agora para você, meu irmão amado.
Ainda sobre o fatídico dia 28/10/25, no RJ.
Me impressiona alguém que, tendo filhos e netos, consequentemente nos sugere que saiba da importância afetiva deles na vida dos seus pais e de todos aqueles que os amam, apesar dos seus defeitos, e que se diz cristão, não hesita em comemorar a morte do filho de outro alguém.
Ninguém precisa ficar triste com a morte de bandido. Porém, ficar feliz me parece não ser o exemplo deixado, segundo a Bíblia, por Jesus.
Como reflexão, fica mais essa suspeita que esta figura divina chamada Jesus, no fundo, não tem potencial suficiente para ensinar aos seus "fiéis".
O triste é quando vem a vida e ensina.
AMADA, EU SOU PRETA!
Ainda outro dia…
Uma pessoa me perguntou:
— Eli, onde ficam escondidos esses pretos e pretas tão bonitos (de ver, claro — mas eu não me vestiria assim, nem colocaria meu cabelo desse jeito!) que desfilam no Ilê Aiyê?
Não os vejo no nosso dia a dia!
Respondi:
— Estão aí, amada, no seu pré-conceito.
É nele que se escondem os pretos que você não vê.
Precisa rever seus conceitos, só então os verá.
Os pretos estão nas ruas da sua cidade natal,
que transpira ancestralidade africana,
mas você não reconhece.
Eles estão no reflexo do seu espelho,
porque se não conhece sua história,
não sabe quem é.
Estão na forma como você me olha
porque entre “amigos” o preconceito é disfarçado,
mas a verdade sempre escapa.
Os pretos estão nas crianças que brincam na rua,
(os “pivetes” do seu bairro periférico);
nos homens que chegam cansados do trabalho
(os “peões”, “marmiteiros”);
nas mulheres que fazem milagre no mercado
(a guerreira que compra o que dá, com o pouco que tem);
nas mães solo e seus filhos
(os “moleques” que o mundo já julga).
Estão nos jovens da periferia, mortos a todo instante
trabalhando ou não, sempre rotulados como marginais.
Nos moradores de rua, sem assistência, sem resistência.
Nos trabalhadores, explorados pelo capital.
Nos estudantes que enfrentam um sistema educacional desigual,
lutando pelo direito de aprender
e pela reparação que vem em forma de cotas.
Estão também nos empresários e nos esportistas
que abriram brechas nas muralhas do racismo,
que resistem e existem.
Somos todos nós, brasileiros e brasileiras
nascidos dessa diáspora afrodescendente.
Mas muitos ainda escolhem negar,
se escondendo atrás de conceitos limitados,
sem consciência da própria história,
sem saber quem são.
Hoje, essa pessoa me evita…
Mas eu sigo.
Pretamente.
Felizmente.
No meu caminho de preta.
Um dia amei tanto alguém, que de tanto amar;
Eu me matei.
Morrendo me perdi e perdi quem tanto amei.
Mas pela força do amor, ressuscitei.
Me amando, me encontrei e encontrei quem me amasse também.
125- CALLIANDRA
POR: José Luiz Mak.
Todas as manhãs calliandra rosa me dá bom dia,
Vasta beleza que encanta no seu arbusto empenhado,
No colo da natureza, com sua destreza vai florindo o meu serrado,
Primavera ou verão, resiste na imensidão, perpétua por natureza,
Perenes ao tempo, seus encantos por todos os cantos,
Chora nas margens dos rios a beleza em fios, um toque de pureza,
Suaves pétalas em finíssima delicadeza, bailarina do serrado,
Musa das flores envolve seus amores, de enfeite ou de ramalhete,
Banhada pela luz do luar adormece sem fechar, com charme felpudo,
Vai enfeitando com graça o meu jardim, flor reluzente, me deixa mudo,
Em cachos vai ganhando espaços, vai me deixando refém,
Agradeço a mãe terra pela beleza no traço, ao meu Deus digo amém.
A cada dia que se vai, aumenta a minha convicção de que é irrelevante tornar-se relevante. Tudo que fizestes ou fazes será esquecido, duramente julgado e por fim, condenado...
O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto
Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.
Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.
No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.
Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.
Enquanto o dia infinito sem sol se arrastava, eu piscava devagar para o teto rachado, onde aranhas teciam teias preguiçosas como minhas próprias desculpas. "A banda parar de tocar", murmurava para mim mesmo, ecoando aquela frase quebrada que o usuário jogara, talvez um erro de digitação, talvez um grito abafado de uma mente cansada como a minha. Mas que banda? A orquestra invisível da vida, com seus violinos desafinados e tambores surdos, que nunca parava de martelar na cabeça, mesmo quando eu implorava pelo silêncio?
Sozinho no sofá que cheirava a mofo e memórias podres, eu rolava para o lado, evitando o esforço de acender a luz. Amargo era o resíduo do café na língua, misturado ao gosto metálico da derrota autoimposta. A preguiça me ancorava, uma âncora enferrujada no fundo, de um mar de nada, onde peixes mortos flutuavam como promessas quebradas. Por que me mexer? O mundo lá fora, com suas corridas e risos forçados, não sentia minha falta e eu, solitário rei de um reino vazio, não sentia falta dele.
Deixei os pensamentos vagarem como nuvens cinzentas, preguiçosos demais para chover. O tigre flamejante?
Agora era só um gatinho ronronando debilmente, sua fúria dissipada no ar úmido. A morte, ah, ela demorava, preguiçosa como eu, talvez deitada em seu próprio sofá eterno, esperando que eu a chamasse. Mas eu não chamava. Somente esperava, no vazio que se expandia, engolindo horas como um buraco negro faminto. Continuei assim, ou melhor, parei de continuar porque no fim, o que era a história senão uma sucessão de nadas, amargos e solitários, ecoando até o silêncio final.
Cada dia pode ser o último. Será que vai ser magnífico ou trágico? Melhor tentar roteirizar um bom final, sempre.
Ao meu cardiologista,
Com esse 'Bjo' que me mandaste,
Meu dia já ganhou mais cor.
Um doce afeto que me deixaste,
Com gosto de quero mais amor.
Que esta tarde, em ti eu esteja,
Até que o próximo beijo aconteça.
(Raquel)
No primeiro dia tudo estava organizado pra te receber
No segundo dia já não se destinguia os tipos de roupa
E no terceiro você fez as malas e levou tudo, menos a bagunça que você deixou.
"Porque tudo aquilo que aprendemos, ficará conosco até o nosso último dia.
Mas, se passarmos nosso conhecimento para frente, ficará conosco pela eternidade".
Jamais irei reclamar das dificuldades que hoje tenho, pois um dia pedir a Deus para aqui estar e meus sonhos realizar.
Um dia percebi que eu era tão pobre que apenas dinheiro eu tinha, eu era rico daquilo que me deixava mais pobre .
“Que o seu dia seja leve, seu coração tranquilo e a sua alma em paz. Você merece todo o bem do mundo.”
Eu sou como uma chuva um dia eu te molho e te faço sentir frio, outro dia eu venho te molhando Refrescando seu corpo e limpando sua alma.
