Jean la bruyère
Cada dia que passa, vou morrendo um pouco mais a cada desconfiança, a cada ciúmes sem sentido, a cada falta de companheirismo.
Quando eu morrer de vez, vai ser tarde para sentir arrependimento, tudo se perderá no instante em que eu desaparecer.
Consertar
Dessa vez estou partindo
Estou em pedaços
E você não sabe consertar
Queria essa intensidade
Que me enche de vida
Que me cativa
Os meus cacos te machucam
Então
Não venha, não procure-me
Nada disso é sua culpa
Não é você que precisa de reparos
Sou eu
Eu machuco as pessoas
Quando dou os pedaços
De mim
Esperando que alguém me arrume.
Jean César
Fim do dia
Chegou o fim do dia
E você não me esperou
Dessa vez
O Sol caiu
A Lua não apareceu
Os pássaros dormiram
Foram para seu ninho
E eu fiquei aqui
Sem saber de você
E talvez seja melhor
Os dias fazem sentido sem você
Preciso buscá-la
Onde quer que esteja
Minha saudade sempre te encontra.
Jean César
Querida
Pra que quer achar culpado
Não temos culpa querida
Você não conseguia gostar
Eu ficava com minhas cartas
Minhas flores
E meu amor a deriva
Enquanto você se ausentava
Rezando pra que eu te vangloriasse
Ilusório
Não posso
Não sou seu brinquedo
Me desculpa querida
Estou indo
E joguei as cartas, as flores
E chocolates no lixo
Espero que entenda.
Jean César
“Aristóteles afirma que o sábio procura a ausência da dor. Na Osteopatia, nós procuramos a causa para tratá-la”.
No Mundo Invertido do Multiverso da Loucura, é uma Ofensa Falar a Verdade, onde o Errado é tomado como Certo.
“A dor, na perspectiva osteopática, não é tratada como um fim em si mesma, mas como uma manifestação clínica que demanda investigação causal.”
Os laços familiares formados por aqui são fios de amor que tecem a história de encontros e reencontros nas diversas dimensões de espaços e tempos. Ter a oportunidade de amar e ser amado por uma Mãe e sentir os reflexos se propagando em diferentes formas de carinho ao longo da vida, energia antes recebida e que hoje se transmuta em amizade, ternura, fraternidade e outras formas de amor por outros entes queridos, é coisa de beleza muito fina. O amor é, honestamente, um interessante mistério que se apresenta de tantas formas diferentes.
Hoje a saudade bateu, lembrei de sorrisos tão largos e espontâneos, abraços permeados de aconchego e ternura, outras vezes de medo ou solidão, diferentes momentos de uma vida vivida com intensidade por uma senhora que tanto amei...
Sempre a esperança foi sua guia e a alegria sua companheira.
Em meio à incapacidade de traduzir o amor filial em palavras, paira a certeza de Exupery de que quem se vai, não vai só e não nos deixa só, deixa um pouco de si, leva um pouco de nós.
Nos primórdios do antigo Egito, ao que se tem registro, a música era reservada aos sacerdotes, não a toa. A música era tida como sagrada, um instrumento de aperfeiçoamento humano, utilizada para a expansão da consciência, contemplação e estudo esotérico. Quando consideramos os conceitos da física, lembramos que tudo é energia... E quando falamos em som, falamos da geração e propagação de uma energia que se dispersa, as ondas sonoras irradiam essa energia até nós. Daí se entende porque a música altera o aspecto dos ambientes, o estado de espírito, faz chorar ou sorrir, conduz certas reflexões, transporta o pensamento a momentos passados ou projeções futuras, traduz idéias e sentimentos que textos não mensuram. Toda religião tem seus hinos, mantras ou cânticos que aproximam o humano ao Divino. De tempos pra cá fala-se em 'musicoterapia'. Até mesmo a natureza age diferente dependendo do som que se produz, experimenta colocar um Heavy Metal da pesada em alto volume próximo a uma casa de abelhas, brother... Ou então observa a diferença nas imagens que as moléculas de água formam ao som do mesmo Heavy Metal e depois ao som de música clássica, por exemplo. É impressionante.
Sem falar nas campanhas publicitárias, já observou que todas têm um fundo musical sugestivo? Especialmente as de maior repercussão, aquelas que querem ganhar seu coração despertando os melhores sentimentos... A coca-cola é campeã no assunto.
Há que se falar em respeito pelo que cada um curte ouvir, somos livres, agora mesmo to aqui escrevendo ao som de U2. Mas quando (ou se) o ser humano despertar pra conhecer mais a própria essência e o que lhe constitui em termos de energia fluente e condensada, imagino que teremos pessoas com um gosto mais apurado. Tudo que se transmite, se atrai. Toda atenção que se dá, é uma abertura. Toda energia que a gente compartilha, também fica de alguma forma.
O primeiro sintoma do desespero é a desorientação. Quando a situação ocasionadora do desespero é a frustração, há o risco da covardia, que, por sua vez, torna-se um combustível perigoso — não tanto pela ameaça que oferece aos outros, mas pelas consequências das atitudes sem fundamento de um tolo fraco, perdido e profano, que encontrará força na maldade.
Ele planta, livre e inocentemente, os espinhos que um dia haverá de colher.
Para sair do tal desespero, o caminho é a humildade: reconhecer serenamente as derrotas e seguir adiante com a paz de um novo aprendizado.
Afinal, o erro é humano, a condição de tolo só envolve a pessoa que persiste no erro e multiplica falácias.
Enquanto a humildade não chega, faz barulho, tenta atingir, machucar; mas o ruído, cada vez mais distante, aos poucos cede lugar a novos ares entre aqueles que seguem, tranquilos, em busca de dias melhores, cuidando de suas vidas e consagrando em si uma consciencia limpa.
Cada ser humano carrega sua dor, nem sempre estamos prontos pra tudo, às vezes tudo desaba e tá tudo bem.
Descobri que vim ao mundo para aproveitar.
Porque o verdadeiro sentido da vida ou da minha pelo menos não está no que você conquista, mas na paz que você encontra quando você deixa de precisar de tudo para se sentir completo.
Eu sou o dono do mundo!
Todos somos escravos de algo, principalmente de nós mesmos. Se até Diógenes, o homem mais livre, era escravo de si mesmo, quem somos nós para debater a liberdade? Diógenes despojava-se das correntes da escravidão da sociedade, fazia o que dava na telha e espalhava sua sabedoria com seu lampião e seu corpo da forma que veio ao mundo, com seus cachorros. Porém, Diógenes não era totalmente livre, ele era escravo de si mesmo, escravo da sua vontade. A questão é: não existe a verdadeira liberdade. Todos somos escravos de algo; o ser humano tende a se escravizar pouco a pouco com o tempo, limitando sua própria liberdade e se prendendo na moralidade e em valores sociais. O ser humano é um escravo eterno do mundo e de si mesmo.
