O que te move
Quando vocês são pequenos, é fácil ser pai. Vocês não veem quem a gente é de verdade. Só veem as coisas boas. O que queremos que vejam. Mas algum dia vocês crescem e partes que você não gosta de ter ficam cada vez mais difíceis de esconder.
Eu sinto muito pelo que você herdou do seu pai. Mas eu queria um filho. O maior presente da minha vida.
Se ser pai é algo só biológico, então… Mas se isso significa se preocupar incessantemente, ilogicamente, com você, querendo apenas todo o melhor para você, pensando em como machucar homens que querem sair com você, então eu adoraria se me considerasse seu pai adotivo.
Achei que me alistando reconquistaria o respeito do meu pai. Agora, que estou aqui, eu começo a entender que não é por ele, mas por mim, para servir ao meu país e ser um homem melhor.
Quando meu pai faleceu, eu só queria a felicidade da minha mãe. Que tipo de homem eu seria se não ajudasse minha mãe? Se não a salvasse?
Divida comigo a força do Pai de Todos, assim posso lutar mais uma vez, derrotar mais um inimigo e voltar para ela. Não como guerreiro, mas sim acolhedor. E ensiná-la não a batalhar, mas sobre quietude, o tipo que eu nunca conheci.
– Então, se a sua mãe é a minha mãe, e o meu pai é o seu pai, e nós duas nascemos dia onze de outubro, então nós somos… irmãs!
– Quê? Hallie, nós somos gêmeas!
Já faz tempo que você está mal, desligada do mundo, deprimida. Como se a vida fosse um filme repetido.
