Camila heloíse
Diga tudo que não quero
Sem saber de nada.
Fique do avesso,
Mais me deixe serena,
Seja no calor, seja no relento.
Quero viver sem tormento,
Se esse for o começo, que lamento.
Me deixe só por um momento,
Não fale mais nada, quero sua voz presa.
Me esqueça, mas não esqueça muito.
Metade de mim, mesmo com toda essa contramão,
Está cravada em você.
Se caso sair sem direção, perturbado,
Não se preocupe, te acharei, pois habito em você.
Talvez você nem saiba o porquê.
Não tem esconderijo certo,
Eu só queria que tudo desse certo
Nesse mar incerto.
Eu só queria que meu beijo fosse seu,
Eu só queria que sua boca fosse minha.
Seu estado tem sangrado,
Queria eu que fosse de fato sagrado.
Vamos ver no que vai dar.
Eu só queria que sua voz se transformasse em música.
Eu só queria que ao menos algum dia nossa história fosse ouvida, resolvida.
Eu só queria nesse mundo doido ser sua, ser única.
" Não se vive o mesmo momento duas vezes, por isso faça o possível para que cada segundo seja perfeito."
Sei lá, é que quando eu estou com você, eu fico sem jeito, não sei o que falar, não sei o que fazer. Talvez seja porque eu não tenha que dizer nada, pois ao te olhar, ao te ter, tudo se transforma, tudo fica melhor com você.
Pena que nos dias de hoje, quase ninguém pode esconder sua podrição por detrás de uma moldura irônica e bela;
Oh, meus pulsos se chocam com seus própios ligamentos, formando um desenho, uma moldura para o quadro de sangue, células e pêlos, natural e medonho, mas natural!
Temos realmente os piores defeitos, e o pior, são os mesmos;
mas o doce acabou, azedou! azedou junto a sua cara e suas frases envenenadas.
Tenha certeza que a fotossíntese ainda acontece, e o mundo cobra cada gota de água que você joga fora.
Quando estamos em movimento, o milho apenas corre; diante dos olhos apodrecidos e magoados, de quem esta ferido, com uma cicatriz parecida com um rabisco de nuvem no céu.
Do que adianta procurar saída para a solidão
Se muitas das vezes, sou eu, o x da questão.
Do que adianta bater a porta na cara do não
Se ele uma hora vai chegar na minha direção.
Do que adianta, não querer passar na curva estreita que tenho que passar...
Se a rua reta que curto trafegar, pode um dia desses paralisar.
Do que adianta ter medo de ser ridícula e mal interpretada...
Se muitos dos grandes nomes foram, e hoje, são referência para nosso suspiro.
O assobio do vento sussurrou baixo no pé do meu ouvido
Dizendo: não se assuste com o mar de surpresas que chegará com força em sua tenda.
Aquilo me causou arrepios.
Fiquei pensativa tentando decifrar o que poderia ser a surpresa.
Nasceu o dia, findou-se a noite e assim durante seis dias...
No sétimo dia, o vento espalhou aos quatro cantos da terra.
– Que, para a alegria só é preciso fé e ousadia.
Aí então eu entendi, foram justamente as duas coisas que eu mais me revesti.
Lágrimas escorrem pelas curvas do meu rosto.
Seguro na mão, a rosa vermelha que um dia eu fui.
E luto, luto todos os dias para continuar sendo...
Mesmo não suportando o cotidiano, pois sou mulher de Áries!
Eu busco, eu tento, persisto e invento.
Pois sou o licor degustado com ardor.
Anel dourado no dedo e cheio de experiência.
Não todas, mas o suficiente para saber...
Que amar dói...
Mas também constrói.
Que amar alimenta...
Mas também pode matar.
Matar os sonhos...
Mas pode também ressuscitar, e dar um novo verso ao papel,
Que um dia foi escrito com muito amor e mel.
Corpo que se entrega e vive de teimosa a se entregar.
Que não se cansa de lutar.
E de intensa que é, busca ser imensa do tamanho do mar.
Sem obscuros a rodear...
Liberta e livre como o rouxinol.
Andando por becos,
Pontes,
Marginais,
Temporais,
E com alegria, roseirais...
“Querendo vida sem ferida
Querendo vitória sem ironia
Querendo poesia sem agonia...”
Quero me alimentar com os grãos da minha vida vivida...
Com as areias das minhas ilhas...
Lutando sempre pelos meus anseios.
Podem não ser os mais indicados, mas são meus...
Então, não interrompam, muito obrigado!
Você é dos meus.
Queremos livrar-se dessa dor, desse amor, desse descaso;
Pegar um lápis, gritar na rua, bater na porta, tomar um chá e olhar um céu rosado ao fim da tarde.
Ter menos julgamentos, mais aceitações;
Menos egoísmo, mais considerações;
Ser apenas jovens, filho da nação, e que essa nação seja uma ótima mãe.
O sorriso que ilumina a paz...
Que também diz que é audaz...
O sorriso...
Que tanta inglória traz...
Mas busca ser nobre demais...
Reluz sobre o cobre, o ouro que é.
O olhar sempre em busca da chama...
Que inflama...
Que proclama.
A atitude sempre em busca de cartazes...
Querendo parir...
Parir as glórias da vida e assim reluzir...
Trazendo a importância da magnitude que é a democracia...
Sem hipocrisia...
Sem desarmonia...
Sem covardia...
Mas com muita fé, coragem e ousadia...
Trazendo na bagagem toda a história das feridas...
Com muitas lutas vencidas.
Muros pintados de cores fortes...
Unidas contra a morte...
A morte dos sonhos...
A morte da vida...
A morte da terra e suas avenidas.
O fim da tortura e do sangue...
Sangue de vítimas inocentes...
Que só queriam igualdade com muita dignidade.
Eram os sofredores...
Hoje são os vencedores.
Eram os escravos...
Hoje são os escritores.
Que escrevem suas vidas...
Trilhando a terra prometida...
De cada sonho...
Escrevem seus roteiros sem dor...
Sem cor...
Com muito louvor.
Roupas brancas e adornadas
Com seus guias...
Com suas crenças e suas diferenças.
Olhar esperançoso e sedento...
Sem querer se quer, o lamento...
Mas retidão.
Mas provisão.
Almejando a pluralidade dessa terra colorida.
Tem a cara do Brasil...
Tem os cantos de abril.
O negro...
O íntegro negro.
Cuja correntes arrebentaram...
E um novo destino, traçaram.
Anseia sociedade absoluta
Com sua conduta na luta...
Sempre na labuta de verem as coisas evoluírem...
De verem as coisas progredirem.
Nossa cultura vem do negro meu irmão...
Nossa terra é herança do negro meu irmão...
Foram eles que nos motivaram...
A terem força...
A terem garra...
A terem esperança...
Em dias de guerra...
Em dias lança.
“... A nobreza de verdade vem do pó, pó da terra, que foi erguido o castelo, castelo de guerra, guerra contra o preconceito e suas raízes obscuras...”
Imaginaçao é doença da alma, porque sempre imaginamos o que queremos e não o que temos, isso se chama egoismo, pois nunca estamos contentes com o que temos.
Os teus olhos me fascinam.
Os teus lábios me saciam.
O teu corpo me aquece.
Dia e noite não esquece de acordar nos braços meus...
As árvores são as guardiãs de cada cidade
De cada País
De cada floresta.
Cidade, que tem a urgência da sua essência
País, que implora incessantemente sua permanência
Floresta, que fica em vigília velando de pé por sua cidadela.
Se tiver que ter chama, que tenha nos corações dos desumanos
A chama do amor, com labaredas de sentimentos bons sem pudor
Se tiver que ter luz, que tenha nos emaranhados da mata
A luz divina, a luz do sol
Que venha também a chuva como um milagre
Milagre que alimenta o solo
Tornando-o fértil, imortal.
Elas guardam segredos...
Nos protegem do sol forte...
Ornamentam as ruas de colibris da ilusão...
Enfeitam os corações dos apaixonados...
Trazem boas lembranças de outrora.
Nos fazem sentir e ter a certeza de como é absoluta a natureza
Natureza que reflete na vida dos que anseiam viver
Viver cultivando as raízes do que é louvável
Viver exalando e perpetuando o calor do amor
Amor que há de se alastrar por toda terra
Civilizando e proclamando o fim da guerra
Guerra contra a natureza e sua grandeza.
