đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Quando o Tempo Se Revela
Nem tudo o que vocĂȘ viu aconteceu agoraâŠ
algumas coisas sĂł chegaram antes do tempo.
Uma clarividĂȘnciaâŠ
um sopro do futuro atravessando o agora.
Ăs vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaramâŠ
outras, se estende â
décadas à frente, silenciosa e inevitåvel.
Como se fĂŽssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
nĂŁo caminham em linha retaâŠ
apenas se encontram.
E entĂŁo, Ă© preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme â
para nĂŁo se perder do agora.
Agir naturalmenteâŠ
mesmo jĂĄ sabendo o desfecho.
Ensaiar surpresa
para algo que o coração jå reconhece.
Fingir normalidade â
como quem guarda um segredo grande demais â
porque o mundoâŠ
ainda nĂŁo estĂĄ pronto
para saber. đ
Forma de sentir
NĂŁo sei dizer se o que escrevo Ă©
poema ou poesiaâŠ
acho que só sigo o que o meu coração diz.
Ă expressĂŁo em estado bruto.
Talvez uma prosa poĂ©tica â
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.
Eu nĂŁo me preparo para escrever â
eu sintoâŠ
e as palavras vĂȘm.
Ăs vezes em silĂȘncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vĂȘm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
sĂł para me confortar.
Como um drama,
um conto
ou romance antigo â
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.
Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.
As palavras apenas saem â
e eu as escrevo.
NĂŁo sigo regras,
nĂŁo penso demaisâŠ
apenas deixo acontecer.
As frases vĂȘm como ondas:
Ă s vezes calmas,
Ă s vezes quebradas,
Ă s vezes interrompidasâŠ
como quem respira fundo
ou engasga com o prĂłprio sentir.
Dou saltos â
de assunto,
de emoção â
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.
E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento â
como se nĂŁo tivesse sido euâŠ
mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tĂŁo autĂȘntica assim.
Talvez nĂŁo seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.
Talvez seja sĂł
o meu jeito de sentir
ganhando forma. đ
O menino e o furacĂŁo
Diziam, em silĂȘncio:
"Ă sĂł uma criança com atrasoâŠ
lĂĄ no fundo da sala,
com uma folha branca nas mĂŁos."
Eu sei â Ă© o que todos pensam,
mas nĂŁo dizem.
EstĂŁo mais preocupados em embelezar os tĂtulos da deficiĂȘncia do que em trabalhar,
na prĂĄtica, a inclusĂŁo.
Decoram nomes,
enfeitam diagnĂłsticos,
mas esquecem do essencial:
ver.
Eu nunca tive alunos,
e sim histĂłrias com nome:
AntĂŽnio. Bernardo. Daniel. Fernanda. GabrielaâŠ
cada um era Ășnico â uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,
mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.
E eleâŠ
O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incrĂveis que ninguĂ©m via â
porque queria a perfeição
e, quando nĂŁo saĂa em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacĂŁo.
Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo â
como se dissesse, sem voz:
âSe nĂŁo for inteiro, ninguĂ©m vai ver.â
E ninguém via mesmo.
Mas eu vi â vi alĂ©m.
Tentei falar, e ninguĂ©m se importouâŠ
Para que dar trabalho,
se ele jĂĄ estava quieto, ocupado,
com uma folha na mĂŁo?
Era apenas um estĂĄgio.
E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:
A dele â
gritando por reconhecimento.
E a minha â
aprendendo o peso de nĂŁo ser ouvida.
O amor Ă© azul
Parada contra a parede,
mais um obstĂĄculo...
Olhei para trĂĄs â
sĂł havia ruĂnas.
Voltar não é uma opção.
Como seguir sozinha,
sem Ăąnimo,
sem condição.
Sinto uma mĂŁo na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida estĂĄ aqui â
e era tudo o que eu precisava.
Escalar era a Ășnica saĂda.
Seria perigoso â ele me disse.
Mas respondi que conseguirĂamos...
JĂĄ no alto,
impossĂvel descer...
â Faz um arco-Ăris â ele sugeriu,
como vocĂȘ fez da outra vez...
E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...
E ele nos levou
a um belo campo distante...
Ele sorriu e perguntou:
â E onde estĂĄ o tesouro?
E eu respondi:
â VocĂȘ Ă© o meu pote de ouro
no final do arco-Ăris...
Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde nĂŁo pertencia...
Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...
Era o meu mundo â
nĂŁo o dele â
sem nenhuma atração,
sem realeza...
As nossas diferenças eram gritantes:
ĂĄgua e vinho,
branco e negro,
dĂșvida e certeza...
As suas mĂŁos, tĂŁo lindas,
delicadas e macias...
As minhas â cansadas,
cheias de cicatrizes...
O amor Ă© azul â
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...
Doeu perceber.
Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levĂĄ-lo a um lugar
que era sĂł meu...
"Te afastei...
com medo de nĂŁo te caber.
Mas vocĂȘ ficou."
Me olhou â
como quem nunca teve dĂșvida â
e disse baixinho:
â O nosso amor
Ă© Ășnico e verdadeiro.
E o meu lugar
Ă© ao seu lado...
pois somos um sĂł,
e nĂŁo existem barreiras.
E naquele instante,
entendi:
o amor Ă© azul...
estranho,
profundo,
e infinito. đâïž
Em Guarulhos, o progresso tem passagem sĂł de ida pelo aeroporto â como se pra vencer, fosse preciso abandonar as calçadas que forjaram nossa luta.
EduardoSantiago
Brusque nĂŁo Ă© sĂł indĂșstria â Ă© força que pulsa entre mĂĄquinas, fĂ© que cresce com o povo e raĂzes que tecem o futuro.
à história bordada no tempo, com fios de coragem e superação.
Ă o orgulho de uma cidade que transforma trabalho em identidade.
EduardoSantiago
Um ego inflado Ă© uma prisĂŁo dourada; sĂł o silĂȘncio interior tem a chave para abrir a porta.
EduardoSantiago
âNa escada rolante da vida, muitos sobem sem perceber â mas sĂł quem sente o movimento por dentro entende que cada degrau que passa ensina a erguer a alma, mesmo quando os pĂ©s nĂŁo estĂŁo caminhando.â
âEntre cada fio de grama hĂĄ um universo minĂșsculo lembrando que o essencial nunca grita, sĂł cresce.â
âHoje o amor dura enquanto distrai; quando a atenção acaba, alguĂ©m vai embora â e o outro sĂł descobre que ficou sozinho quando o silĂȘncio pesa mais que a saudade.â
âO fone de ouvido nĂŁo serve sĂł pra ouvir mĂșsica; Ă© o esconderijo de quem se protege do ruĂdo de fora para nĂŁo explodir com o caos de dentro.â
âA sombra Ă© o lugar onde a alma se senta quando cansa de fingir claridade para um mundo que sĂł aplaude quem nunca precisou escurecer.â
âO limĂŁo me ensinou que nem tudo que arde Ă© castigo â Ă s vezes Ă© sĂł a vida espremendo o que hĂĄ de mais forte em mim, atĂ© eu perceber que minha acidez tambĂ©m cura.ââ
âA alma nĂŁo faz barulho para existir; ela sussurra verdades que o mundo tenta calar, e sĂł quem tem coragem de silenciar o caos consegue ouvir o que realmente Ă© eterno dentro de si.â
âO que ninguĂ©m acredita nem sempre Ă© impossĂvel â Ă s vezes, sĂł ainda nĂŁo encontrou forma de existir.â
â"O destino Ă© um cĂĄrcere de vidro que sĂł se quebra quando paramos de admirar o reflexo e passamos a ser o impacto; transformar-se Ă© o ato brutal de assassinar a prĂłpria sombra para que a luz nĂŁo tenha mais onde se esconder."
