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O conhecimento, por si sĂł, nĂŁo nos torna melhores; apenas nos torna mais hĂĄbeis em racionalizar e legitimar as atrocidades que jĂĄ estĂĄvamos dispostos a cometer.
A civilização só serå real no dia em que a dignidade de um homem não puder ser comprada nem pelo ouro, nem pela promessa de salvação.
Se a sua moralidade sĂł se mantĂ©m quando hĂĄ cĂąmeras, registros ou risco de exposição, ela nĂŁo Ă© virtude, mas conformismo social bem disfarçado. A Ă©tica genuĂna nĂŁo depende de vigilĂąncia total nem de anonimato: ela se sustenta porque pode ser racionalmente defendida em pĂșblico, mesmo quando ninguĂ©m estĂĄ olhando.
A fĂ© Ă© o Ășnico contrato onde o cliente paga com a sua liberdade para receber um produto que sĂł serĂĄ entregue apĂłs a sua morte. Um pĂ©ssimo negĂłcio para quem tem urgĂȘncia de viver.
A normalidade Ă© uma mĂ©dia estatĂstica que sĂł serve para apagar o brilho do que Ă© genuĂno. Se vocĂȘ nĂŁo Ă© considerado um pouco estranho pela massa, provavelmente estĂĄ apenas servindo de moldura para o mundo dos outros.
A consciĂȘncia amplia o campo da responsabilidade, mas infelizmente nĂŁo cria, por si sĂł, nenhum compromisso Ă©tico.
O discurso ânĂŁo existe verdade absolutaâ costuma ser sĂł um perfume filosĂłfico para justificar a força quando o argumento acaba.
O niilista pensa que sem deus não hå moralidade. O humanista sabe que a verdadeira moralidade só começa quando deus sai de cena e somos forçados a cuidar uns dos outros.
â Do cristianismo sĂł gosto do vinho, dos feriados e dos pecados. Examinei todas as superstiçÔes conhecidas do mundo sĂŁo todos baseadas em fĂĄbulas e mitologia e nĂŁo encontro na superstição do cristianismo uma caracterĂstica redentora, ou uma revelação. A decisĂŁo cristĂŁ de considerar o mundo feio e mau, tem feito do mundo feio e mau.
Religiosos chamam ateus de "frustrados", mas é só porque não encontraram como criminalizar a descrença. No fundo, a frustração que eles veem nos ateus é só a frustração do próprio poder religioso sendo desafiado.
Se todos somos simulaçÔes na mente divina, punir eternamente a si mesmo seria nĂŁo sĂł masoquismo, mas um imenso desperdĂcio de energia, tempo e inteligĂȘncia.
P1. No inferno sĂł hĂĄ pecadores.
P2. Deus estĂĄ em todos os lugares; isso inclui o inferno.
C. Se deus estĂĄ no inferno, entĂŁo ele Ă© um pecador.
Hoje, na plenitude da paz, na essĂȘncia da ternura, no silĂȘncio dessa bela aurora, sĂł me resta agradecer ao AltĂssimo pelo dom da vida.
