Solidariedade com comida
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Um dia você está pensando e andando por aí, e no outro virou um fertilizante frio e comida de minhoca. Esse é o incrível milagre da morte. (Clube da Luta)
Brasileiro não tem memórias. Pensa que a vida é uma festa.
Torce para ter bastante comida e bebida e vive de lembrancinhas.
INFÂNCIA
Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".
MURRO EM PONTA DE FACA
By Silvana Duboc
Eu estou namorando a vida,
ela tem sido minha comida
e, também, minha bebida.
Ela tem me trazido a paz,
coisa que busquei demais.
Eu estou namorando a natureza
e tenho encontrado nela tanta beleza
que fico me perguntando
por onde eu estive andando
que não percebi o perfume de cada flor,
que não consegui supor
que o sol pode desaparecer
mas ele volta a nascer.
Eu ando namorando a vida
de forma forte e destemida,
buscando a felicidade
e mergulhando na realidade.
Eu ando namorando o céu e o mar,
a brisa quem vem soprar
todos os dias na minha janela.
Eu ando namorando as coisas belas
que consigo encontrar.
Eu ando namorando todos que querem me amar,
porque murro em ponta de faca
eu não pretendo mais dar.
Estou cansada.
Somente cansada da rotina, do trabalho, da comida de todo dia e até do gosto da água.
cansada de acordar, de dormir de ser eu.
Queria muito acordar em outro mundo, em outra vida, em outro eu.
Cansada dessa vida que Deus me deu.
O diabo querendo nos enganar veio até aqui e nos ofereceu a melhor comida da cidade e por esse motivo decidimos orar. Orando percebemos que nem mesmo a melhor comida da cidade poderia atrapalhar a nossa intimidade com Deus, uma vez que somos filhos dele por adoção.
"Reflexões. Resende, 07 de Fevereiro de 2016.
Tão bom ler um bom livro, tão bom sentir um bom aroma, tão bom degustar uma boa comida. Muitas vezes as pequenas coisas que nos dão prazer estão tão próximas que não podemos tocá-las porque queremos ter braços muito longos.
Nenhuma casa é bela se nela não houver cheiro de comida, música, dança e gente reunida querendo deixar mais vida entrar.
A sobrevivência animal não é fácil. É difícil para o leão buscar comida fresca. Mais difícil mesmo, é ser a vítima. Ter que morrer para o outro sobreviver é o grande desafio da natureza. O grande alívio é: se não houvesse morte o problema seria bem maior. A natureza é perfeita no conjunto da obra.
Possível continuação do conto "A
melhor e a pior comida do mundo" de Pedro Bandeira.
O cozinheiro, novamente, respondeu:
- E o que há de pior do que a língua, senhor? A língua dá vida àquelas palavras mal pensadas, ditas e
entendidas. É a chave da incompreensão entre as pessoas, órgão da mentira e da inconsequência. Graças à língua é que se destroem cidades, graças à ela o amor termina. A língua é o órgão ausente na indiferença, na frieza, na incompreensão. É a língua que torna eternos os versos de amores impossíveis, imaginários, inacabados de grandes poetas, e as ideias melancólicas de grandes escritores. Com a língua se aliena, se persuade, se desvia, se corrompe, se mascara, se engana, se critica, se nega. Com a língua dizemos "fogo", "guerra", "morte". A mesma língua que dizia "eu te amo" nada mais diz. O que pode haver de pior do que a língua?
