Miguel delibes
A sinceridade do coração tem que ser dita apenas na hora certa, e ela pode simplesmente não existir.
Passeando sobre o lago, penso no quanto eu te amo, ou o quanto posso te amar.
Mas suas atitudes me deixam deprimido, fazendo sem pensar ou não isso não é uma mentira, eu não estou louco! ou estou?
A brisa de ficar fora de área é triste...
Não mais triste do que se sentir sozinho, rodeado de pessoas bacanas.
As vezes se desconectar é bom, mas só para aqueles que têm uma boa cabeça.
Que não é o meu caso, cantarolando no meu telefone sobre os cantos de um imenso lugar vazio com os meus sentimentos, emoções e pensamentos.
Carrossel, Vermelho, Branco, Amarelo e azul
Fumando cigarros sem parar
Girando lentamente
Estou observando as crianças brincando felizmente
E imaginando como eu queria esta felicidade para mim.
Não tem como melhorar se é a mesma coisa, se um dia foi ruim no outro vai ser ruim de novo, a pessoa vai falar que mudou, mas não mudou, é a mesma coisa e ela sabe que é. Não seja bobo.
O pensamento revolucionário é, por excelência, inescrupuloso. Se os generais continuarem pensando em vestir o pijama, sem sujar um pouquinho a farda, então a nação não terá mais o Braço Forte e Mão Amiga.
Aquele que não foi executado como Luís XVI foi Guilhotinado e como os romanov foram morto a tiros, ele se salvará.
Quando vi Luís XIV no começo do reinado, ele dizia assim: ''o estado sou eu''. E assim, ele foi chamado de O Grande.
Queria eu não sentir, mas sentir faz parte de mim, sinto porque sou humano, sinto porque sou naturalmente normal.
Os ingénuos vivem muito tempo nessa terra simplesmente pelo facto de ignorarem tanta coisa e normalizarem muitas coisas também.
Dê-me uma razão para lutar pelo mundo,
Se por entre a iniquidade não existe um ideal.
Em seus olhos, o vejo moribundo.
Esperança é uma meta irreal.
Dê-me uma razão para ver o dia passar;
A dor e a tristeza simplesmente não vão embora
Desculpas não podem disfarçar
As cicatrizes que vão ficar...
Por que em minha existência devo continuar?
Dê-me uma razão para acender as luzes,
A escuridão me cerca dia e noite,
Exacerbe minha existência de regozijo em solidão,
Onde o silêncio soa como açoite
E a paz alteia como sublime galardão.
Dê-me uma razão para ficar aqui e tentar.
Por que não posso, como a águia, para longe voar?
Memórias vão se apagar, a cada dia se afastar;
Esperanças e sonhos não realizados,
Eu gostaria de poder partir...
Minha ausência é tão despercebida
Que ninguém sequer vai sentir.
Dê-me uma razão que justifique minha existência,
No arcabouço da razão,
Emoções evadem entre os vãos;
A morte no interior é velada pela aparência;
O tempo escorre pelas minhas mãos,
Transtornado ante o mundo absorto em insolência...
Assim como a foice não é talhada pela flor,
Você desperdiça seu tempo com quem te adverse,
Acoimado por uma febre de rancor,
Além de sua estreita visão, a realidade desaparece
Como a razão perante o amor...
Consegue ver seus dias arruinados pela escuridão?
Concebido sobre a solidão que exorta,
Preso em um mundo de isolação
Enquanto a verdade bate à sua porta.
Minha solidão não pode ser roubada
Sem que me ofertem verdadeira companhia.
Parado num momento de ensimesmo,
Não sei se o medo é de nunca mais sentir igual
Ou de voltar a sentir o mesmo.
Dê-me uma razão
Para isso então justificar:
O que te impede de soltar
O peso que não te deixa voar?
Sorria!
Viva a alegria,
E acentue com euforia.
Faça da vida uma poesia
Que ressoe com melodia.
Orquestre com harmonia
E edifique com mestria.
Diga em voz alta
Do que gostaria,
Mas diga sem falta
E com muita empatia.
As luzes da ribalta
Lhe concedem autoria,
Você é o nauta
Que governa a maresia!
Não se curve à esta malta,
Vamos juntos à utopia!
Tudo começa
Com festa e alegria.
Sem muita pressa,
Com paz e harmonia.
O desenvolver
Exige mais atenção:
Da alegria ao sofrer,
Da harmonia à tentação.
Grandes batalhas vão acontecer,
Mas vitórias também virão.
Tudo o que acontece
É passageiro.
O que parece,
É rasteiro.
O que desconhece,
É forasteiro.
Tudo termina
Num último suspiro.
O que abomina,
Ao outro se ensina
Que tudo não passava
De uma mera rima.
Um poeta é como um pássaro
Que se abstém na escuridão
E canta para se confortar
De sua própria solidão.
Seus ouvintes contemplam seu gorjeio:
Singular melodia de uma invisível canção.
Se sentem comovidos de coração cheio,
Ainda que não saibam o motivo e razão.
Insatisfeitos com sua liberdade,
Enjaulam sua virtude.
Ególatras detentores da verdade,
Juízes levianos de absoluta piedade.
Não sabem que o canto da ave
É seu aprumo de criticidade?
Engaiolado não possui identidade,
E agora suas notas não têm mais sonoridade.
Por isso te peço e te imploro
Que deixe os pássaros com cânticos livres.
Deixe-os cantar em sua feliz retidão.
Deixe-os partilhar da liberdade com os outros.
Prosperarem para além da medíocre escravidão.
Apreciem seu regorjeio de cativante galardão.
