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A vida Ă© uma mĂĄquina de moer gente, sĂł nĂŁo entendo quem traz carne nova para ser moĂ­da de tĂŁo bom grado.

" A Dor da perda Ă© sĂł uma experiĂȘncia amarga, mesmo assim ela nos ensina que a doçura nĂŁo dura para sempre, devemos estar preparados para tudo, mesmo tristes, saber conciliar os momentos com harmonia e serenidade com um Ășnico objetivo, seguir em Frente. "

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“Educar nĂŁo Ă© apenas ensinar a viver no mundo, mas lembrar que o mundo tambĂ©m aprende conosco. Somos tanto lição quanto aluno da vida.”
“O mundo nĂŁo se revela inteiro, ele se fragmenta em pedaços de olhar. Cada pessoa junta seu mosaico, e Ă© nesse inacabado que mora a beleza da existĂȘncia.”
— Alexsandro Luz Silva @culturaescola

Tem coisas que sĂł o travesseiro escuta. E mesmo assim, dĂłi como se o mundo tivesse ouvido.

NĂŁo existe tempo certo para a ausĂȘncia, sĂł a certeza de que a memĂłria cura em passos pequenos e silenciosos.

A ganĂąncia simplesmente por si sĂł, faz-nos eternos prisioneiros neste planeta Terra.

Porque enquanto houver poesia,
o amor nĂŁo morre.
Ele só se esconde — esperando ser lido.

Existem pessoas que simplesmente nĂŁo merecem a sua atenção. Gente que sĂł aparece quando precisa sugar algo de vocĂȘ, mas que nunca estĂĄ quando Ă© a sua vez de precisar. Pessoas que diminuem suas conquistas, que zombam dos seus sentimentos, que te cercam de inveja e negatividade. Dar atenção para esse tipo de gente Ă© como desperdiçar energia preciosa em algo que nĂŁo retorna nada de bom.
Atenção Ă© valor, Ă© cuidado, Ă© escolha. Quem nĂŁo te respeita, nĂŁo te apoia e nĂŁo sabe reconhecer quem vocĂȘ Ă©, nĂŁo tem direito a ocupar espaço na sua vida. NĂŁo se culpe por fechar as portas. VocĂȘ nĂŁo deve nada a quem nĂŁo sabe somar.

O maior ensinamento da solidĂŁo Ă© perceber que a sua companhia Ă© tĂŁo completa que vocĂȘ sĂł vai aceitar alguĂ©m que a torne ainda melhor, e nĂŁo que a preencha.

Deixei a dor tomar conta do meu coração, e agora ele só vomita ódio.

Desenvolvimento sĂł virĂĄ quando o poder servir ao povo, nĂŁo a grupos.

Sono? Isso me resume. Mas eu finjo esforço só pra parecer que não tÎ me esforçando.

É na solidão que me acho
O outro me distrai
É preciso sentir-se só para desvendar o que se esconde no labirinto da alma .

SĂł o amor divino consegue curar feridas que o tempo apenas esconde.

Olha sĂł como o jogo virou ne!!



Um dia por vez — Ă© assim que eu tento me concentrar,
colhendo pequenos segundos como quem junta cacos de vidro.
Sua ausĂȘncia me assusta; sua falta, curiosamente, me cura.
Ando, e a cada passo desato um pranto de amor —
choro o que fomos e me reconstruo com as prĂłprias mĂŁos.

VocĂȘ jĂĄ me amou? Pergunto ao eco, porque duvido,
mas sei — havia pedaços seus que cabiam em amor.
Sinto seu cheiro no travesseiro, sua pele em lembrança quente,
mas nĂŁo posso te tocar; nĂŁo posso mais me enrolar em vocĂȘ.
Sinto falta do seu beijo — daquela risada que vinha depois,
do riso ao beijar sua barriga, daquela alegria desajeitada.

Às vezes sinto que tomei a decisão certa; outras, vacilo.
Nessas horas a solidĂŁo sussurra desejos que jĂĄ nĂŁo fazem sentido,
uma força antiga querendo voltar onde o fogo só consumia.
Mas sigo: um dia, um passo, uma respiração —
aprendendo que cuidar de mim Ă© nĂŁo apagar o brilho,
Ă© deixar as brasas virarem memĂłria e nĂŁo prisĂŁo.

E se ainda chego a duvidar, permito ao menos esse perdĂŁo:
hoje me escolho, mesmo que doa, mesmo que trema.
Porque amar tambĂ©m Ă© soltar, Ă© aprender a costurar a prĂłpria alma —
e um dia por vez, reaprendo a ser inteira.

Na democracia todos falam. No socialismo sĂł ele.

Só explode uma guerra 
apĂłs a eclosĂŁo da insanidade.

Calunga da Alma: Umbanda em Versos AlquĂ­micos


Não é só na guia, no atabaque ou no giro,  
Mas na sombra que dança no fundo do respiro.  
A Umbanda não vem só de folha ou raiz,  
Vem do abismo do ser, onde o eu se infiltra e diz:  


"Quebranta-me, Preto Velho, com teu cachimbo lento,  
Desfia este novelo de falso sofrimento.  
Mostra-me na kalunga do inconsciente fundo,  
O Exu guardiĂŁo do meu desejo infindo.


Eis que o terreiro é espelho: arquétipo em transe,  
Jung e Lévi-Strauss no mesmo passo que dança.  
Ogum desce no ferro da couraça quebrada,  
OxĂłssi flecha a angĂșstia, caça a alma atordoada.  


IemanjĂĄ Ă© o Ăștero, o mar primordial,  
Onde o ego se afoga num sal gélido e igual.  
Ela lava na espuma o complexo enraizado,  
O trauma cristalizado, o amor não realizado.  


Oh, Pombagira gira no eixo da libido,  
Desata o nó do gozo, do que foi reprimido.  
Seu riso é catarse, seu gume é anålise,  
Desvelando na lama a mais pura promessa.  


A magia? É símbolo que opera no osso,  
Projeção transformada em axé, sangue e gozo.  
O médium, o transe, não é Narciso ferido, é amparo
Enxergando no orixå seu duplo esquecido.  


A cura não é fuga, é integração profunda:  
O inconsciente coletivo que em santo se desfunda.  
O ego se dissolve no ponto riscado no chão,  
E renasce no corpo de luz, em comunhão.  


É "Erzulie" no espelho quebrado da autoimagem,  
XangÎ julgando a culpa, cortando a ramagem  
Do superego severo, da moral que oprime,  
Restituindo o sujeito ao seu centro sem crime.  


A Umbanda opera a grande sublimatio...
A pulsão devoradora, em caridade e ofício.  
O desejo recalque, em gesto de dar,  
O ódio ancestral, em perdão sem parar.  


Não é magia menor, feitiço no escuro,  
É "magnum opus" da alma no cadinho do futuro.  
É a psique em procissĂŁo, arquĂ©tipo em terreiro,  
Desfazendo o sintoma, curando o mundo inteiro.  


No silĂȘncio que ensurdece apĂłs o Ășltimo ponto,  
O eu, agora coletivo, perde seu contraponto.  
A vida transformada? Não por mero milagre,  
Mas porque a alma, enfim, aprendeu a ser ponte
Entre o abismo e o astral,  
Entre o humano e o divino,  
Entre a dor e o axé,  
No terreiro, destino....

⁠"Entre em sintonia com quem vocĂȘ realmente Ă©. Sua essĂȘncia tem respostas, sĂł precisa ser escutada."

"Só hå justiça se houver advogado que fiscaliza a lei"
Sérgio Furquim