Quintana Amar
O comum dos homens só se interessa pela sua própria pessoa, mas o poeta só se interessa pelo seu próprio eu.
A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem sempre um quê de proibido: algo assim como essa tentação irresistível que leva os garotos a riscar a brancura dos muros.
A morte não iguala ninguém: há caveiras que possuem todos os dentes.
A morte é um abrir de todas as porteiras; um desabalado tropel de cavalos.
A poesia, como todo verdadeiro jogo, é uma luta da astúcia contra o acaso.
O espaço é cheio de buracos: nós, as coisas, os mundos. A perfeição seria o espaço puro, fica ele a pensar com os seus buracos... Mas isso, Sr. Espaço, é uma coisa tão impossível como a poesia pura.
Sempre fui metafísico. Só penso na morte, em Deus e em como passar uma velhice confortável.
A nossa própria alma apanha-nos em flagrante nos espelhos que olhamos sem querer.
O progresso é a insidiosa substituição da harmonia pela cacofonia.
O ópio
Dizem os comunistas que a religião é o ópio do povo; outros dizem que o ópio do povo é precisamente o comunismo; se pedissem a minha opinião, eu diria que o ópio do povo é o trabalho.
"Será que eu vou ter que te matar pra você me ouvir?
Me ouve, se não eu vou ter que te matar pra viver!"
O homem, sozinho não pode nascer.
O homem, sozinho não pode viver.
O homem, sozinho não pode amar.
O homem, sozinho não pode morrer.
O homem, sozinho não pode nada.
O homem, sozinho não é homem.
O homem sozinho não é nada.
O homem, sozinho, não.
As boas lembranças merecem ser guardadas como bens preciosos. Precisamos viver o presente e antecipar o futuro.
Preciso te ter de novo aqui
O mesmo sorriso o mesmo olhar
Preciso te ter aqui dentro de mim
Pra nunca mais ouvir você chorar
Sentir de novo o coração bater, e a paixão acontecer
Sentir você, amar você
Como a primeira noite juntos, o amor acontecer
Senti você, amei você
