Miguel angel asturias
Eu não tenho Saudade dela
Não tenho saudade de irrita lá com meus presente inusitado.
Não tenho saudade de ver as explicações de seus argumentos científico e matemática.
Não tenho saudade dos papos aleatórios que não sabíamos como entramos.
Não tenho saudade mesmo de quando estou com fome,ela me irritava mandando foto de bolo que sabia que não iria comer.
Não tenho saudade dela,desabafando e abrindo alguns segredos.
Não tenho saudade das horas boladas que parecia uma ogrinha,e horas depois um doce de menina.
Não tenho saudade do fato que ela não gosta de ajuda se ela a paga algum do mesmo modo que não tenho saudade que ela não negava se eu pagasse o koni.
Não tenho saudade de ver ela atirando com arma Airsoft com maior marra de snipe.
Não tenho saudade de lembra o medo que vi ela com meu canivete.
Não vou falar que tô com saudade dela ,nem da sua voz ,nem de sentar naquele banco pra te ouvir, não vou falar mesmo que tô com saudade de te ver de jeito nenhum,por mais que eu queira viajar e estar ai.
Não vou falar que estou com saudade dela.
O que eu gosto???
Gosto de pessoas que, mesmo no escuro, se alimentam de luz e irradiam seu brilho para o mundo.
Aquelas bochechas que sorriem de graça, sem razão e porque.
Quem celebra a chuva sem medo de se molhar e aprecia o frio por sentir o calor de um abraço.
Gosto de pessoas SIMPLES porque têm a sabedoria de quem não carrega o peso desnecessário das coisas e alimentam a alma de tudo o que viveram.
Gosto daqueles poucos que não são o que possuem, mas o que dão.
Eu gosto de pessoas loucas que têm coragem de viver a vida, como se nunca chegassem à morte.
Gosto de tudo que se resume a você.
Intensidade.
Suas perfeitas imperfeições são o que me atraem, gosto de te olhar, cada expressão em seu rosto mostram detalhes que vão além da beleza física, o jeito como sorri com os olhos te entregam.
Posso te contemplar por horas e nunca vou cansar do que sinto quando te vejo.
No isolamento pandêmico
onde a histeria caminha
ao lado do egoísmo, abrindo
alas à raiva que contamina a alma e
razão, rompendo mesmo o coração forjado,
Dá lugar para o eu
[...] o encontro à essência do
que personifica
o ser solidário
que em momentos de
tristeza,
medita a práxis
para um mundo melhor
às Musas não interessam
drenagens, deixam alagar livremente
com o que sobrevém: a água do instante
subjectivo
quando o poeta era uma fera luminosa
e Veneza, sobre a laguna, a porta para o Levante
com seu tráfego de peregrinos imateriais – que também traziam
as laranjas douradas, a seda, a musselina
porcelanas, aço, pimenta
incenso e alívios
a cidade detinha um colégio de sábios
que sabia, em dialecto próprio, ser a magia
este palácio mergulhado nos silêncios
meio submersos
e que apenas a ciência da leitura paulatina
poderá ser o escafandro glotal e sinal que soltará
da grosseria eloquente
o espanto oculto do poema
NEM TANTA COISA DEPENDE
preferes o canto, o lugar oculto
a folhagem, a sombra, o quarto, este
saco de trigo: ouro de um texto
sobre a velha escrivaninha do real
lá fora o clarão do arvoredo
atalhos para a tingidura da paisagem
cá dentro menos caminho, outro
panorama: a presença tão-só
desabitada de uma pessoa, mistério sem
atributo ou função
sempre a desfeita de um coração
o cultivo intensivo das figuras
e sobram tristeza e dias ao corpo que escreve
no calabouço de uma manhã muito larga
reluzente de gotas de mel
enquanto os gatos lambem o sábado
e sentado, sapo de ouro, permites-te pôr no mundo
(mas porquê) outro poema
ardia de amor pela casa
uma confusão de silêncios ou
dizendo de outro modo
afundava-se numa líquida recordação cardíaca
ocultos pólen pólvora fósforos
a má reputação dos dedos
paixão cartografada remota
toponímia de enganos
braço a braço crescia alto
o incêndio no interior do peito
deliberado ritual de lâminas e pele
a transparente certeza
da cicatriz
mas ardia de amor pela casa soturna
silêncio dando para o saguão luz muitíssimo
extinta por sobre a larga extensão destruída
morrer, principalmente de amor, é
uma compendiosa tarefa doméstica
dentro do coração antigo
serei breve
DEPOIS QUE ME PARTI
ilustração chã do planeta
pouco préstimo teve este aguaceiro
reservatório de enganos
em tão opaca agra e degredo, a poesia
escuríssima nuvem no-la encobre
nula grandeza a de um texto
vai pelas gentes com uns chorados
mais leves que ao vento canas
em que trilho, com que rastro
por que abertas
mal ter vindo, mal ter ficado
ANTICENA
acreditei que talvez a poesia me
pudesse salvar
mas não vai acontecer: está fora
dos seus termos outra coisa que não seja
arredondar ainda mais esta
triste tristura
cunhar com luz e escuridão a grosseria
das figuras (eu, o mundo)
Saiba então
Que você não está sozinho
Pra recolher as pedras do longo caminho
E foi porque
Te amou incondicionalmente
Por onde for
Ele irá na sua frente
O direito a liberdade é tão imprescindível, que nem DEUS o suprimiu dos homens. Se alguém quiser tira-lo de você, ataque-o e o destrua, antes que ele lhe faça seu escravo.
