Braço

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Isabel


Bela mulher,
mãe de vigília constante e braços sempre abertos.
Criou os filhos nos dias apertados,
sustentando a casa mais com coragem do que com recursos.

Escolheu não exigir aquilo que só podia vir do coração;
carregou o silêncio como manto,
mais leve que a humilhação, mais forte que a raiva.

Seus filhos cresceram.
Não ricos, mas íntegros.
Tornaram-se pessoas do bem, respeitadoras,
prova de que a dignidade se transmite
e se herda,
como semente em solo árido,

florescendo mesmo contra a adversidade.


Janeck Tolentino

Há caminhos que não se abrem pela pressa, nem pela força dos braços.
Eles se revelam quando a alma descansa e confia.
O que é verdadeiro encontra passagem, mesmo quando o coração duvida de si.
Não diminua quem você é tentando caber em medidas alheias.
O seu valor não mora na aparência, nem na comparação, nem no medo de não ser suficiente.
Ele nasce do que é sincero, do que pulsa silencioso, do que carrega intenção limpa e afeto inteiro.
Há um tempo que não se adianta.
Ele chega manso, sem alarde, quando os sentimentos estão seguros e a esperança não foi ferida.
E quando chega, nada atrapalha. Nada desvia.
Porque o que vem do alto encontra caminho.
E quando é pra ser, acontece com paz, propósito e cuidado.
Eu confio.


- Edna de Andrade

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

Todo coração aflito será acolhido nos braços de Deus.

⁠Trilhar o caminho da vida longe dos braços seguros de Deus é como navegar sem rumo e sem proteção durante a tempestade.

Não espera riso de outra boca.
Não aguarda abraços de outros braços.
Nem vá mendigar o calor de outro corpo.
Pra quê desejar carinho quando estiver triste,
se a ausência já ensina quem nunca ficou?
O amor não aceita substituição momentânea,
não se consola em atalhos nem em distrações.
Quem ama não troca presença por vazio,
nem cura saudade com mãos emprestadas.
Sentir falta dói,
mas trair o que foi verdadeiro dói mais.
Há silêncios que são mais honestos
do que abraços sem alma.
Quem sonha o amor que viveu
Não tem amor próprio
O passado é um perfume sem aroma
Melhor preferi a solidão limpa
do que o afeto sujo de engano.

Mesmo na noite mais escura, Deus permanece no alto, com os braços abertos.
Sua luz não falha, não se apaga e alcança até os lugares onde a esperança parece distante.
Ele vigia, protege e guia cada passo, lembrando-nos de que nunca estamos sozinhos.
Quando tudo silencia, a fé continua falando.
Porque a luz que vem do céu sempre vence a escuridão.

Quando estou sem você é como se eu estivesse sem meus braços .

Sei que a vida é feita de recomeços,
Basta abrir os braços, deixar acontecer - Frase da música Amanhecer em Nós do dj gato amarelo

“Feliz é quem se perde na imensidão do seu sorriso e se encontra a salvo em seus braços.”

Com o passar tempo, os pesos da academia não se tornam mais leves, mas, sim, os seus braços se fortalecem com a prática.

Entre Continentes


Meu filho mora onde meus braços não alcançam.
Um oceano inteiro mora entre o meu hoje
e o teu agora.


A casa ficou grande demais
desde que tua ausência passou a ter endereço.
O silêncio aprendeu teu nome
e o tempo, sem você,
anda mais devagar.


Sinto saudade do que não volta:
do riso solto,
do barulho da presença,
do simples fato de saber
que você estava ali.


Te amo em fuso horário,
te espero em pensamento,
te abraço em oração.


E mesmo longe,
mesmo do outro lado do mundo,
você continua sendo
a parte de mim
que nunca foi embora.

Então, prepare-se para aquilo que o seu coração deseja.
Abra os braços e acolha o que vem,
pois as conquistas que se aproximam pertencem somente a você.


Seus sonhos, antes silenciosos, começam a ganhar forma,
tornam-se reais, palpáveis, vivos.
Não permita que ninguém os roube —
nem mesmo você, em momentos de dúvida ou medo.


Afinal, foi você quem sonhou,
quem pediu ao universo,
quem acreditou na mudança
e deu o primeiro passo para transformar a própria vida.

Você só está perdido no centro de um ciclone, quando abrir os braços e escapar do seio deste maldoso cárcere, verá um lindo horizonte!

Que vontade de estar nos teus braços agora, baby.
Você não sabe o quanto eu desejo.
Não é só saudade do teu corpo perto.
É da paz que mora no teu abraço inteiro.
O mundo pesa quando você não está.
O tempo anda torto, demora a passar.
Meu peito chama o teu nome em silêncio.
É desejo vestido de sentimento.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalmar meu amor.
Não é carência, é conexão.
É alma pedindo abrigo.
Teu abraço é direção.
É onde eu me sinto vivo.
Fecho os olhos e te imagino aqui.
Teu cheiro quebrando minha resistência.
Entre querer e não poder ir.
Eu luto com a distância.
Se você soubesse o quanto faz falta.
Talvez sentisse esse chamado também.
Não é só vontade que me assalta.
É amor querendo ficar além.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalantar meu amor.

Há quem não se pergunte o motivo pelo qual suas pernas não assumem as funções de seus braços. Há quem o faça – pasmem, um completo acrobata. Há quem veja sua vida à espreita de uma janela empoeirada, coberta de passado e carente de futuro. Há quem viva intensa e sabiamente – pasmem, este último encontrou da vida o sentido. Há quem nade por águas profundas e se afogue em banheiras quentes de seus próprios confortos. Há quem, por não ter experiência alguma com água, sinta-se aflito frente à imensidão azul. Há, também, quem sonhe profundamente enquanto viaja no ônibus das seis da manhã enquanto vai ao trabalho. Mas há quem durma horas a fio sem nunca ter passado por experiências oníricas de cavalos com asas. Este último, sente medo da imensidão de si próprio, vive à margem de suas aspirações e não se lança aos questionamentos que o engrandeceriam se de outro modo vivesse. Assuma, desde cedo, o entendimento de si próprio, acredite-se, enxergue-se, viva-se.

Mas estou aqui, aguardando você de braços abertos a qualquer momento.
Então vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver, eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você, sem você.

Não te entregues aos braços da dor pois ela vai te deixar cair,te entregues aos braços da fé que vai te deixar em pé.

Primavera.

Reviro as bordas de cadeias
Inclusas nas inércias mortalhas
Retiro braços, auréolas, surfadas na mente.
Decente

Incapaz, se desfaz em ira no legado inerte
Redundando ondas celestiais azuis
Normais
Aliás, são nuvens dispersas.
Nos porões das sacras profanas idéias
Será um grito,
Ou apenas um mito?

Que motivam ainda que mero acaso
O descaso da serpente
Inocente, morta por flores carnívoras.
Que devoram.
Silencioso manjar

Alvo de nossa rebeldia, outro dia falece.
Enobrece anciões forjados
No lume da reticência mal contada
De uma vida jogada na vala

História de tirar o gosto
Era agosto
Mas se bem me lembro
Suas cores, pleno setembro...

Ele me amou em silêncio na cruz de braços abertos.