Bonito Mesmo

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Nem mesmo o silêncio permanece como referência quando a dissolução é completa. O silêncio ainda é percebido em contraste com o som, ainda pertence ao campo da experiência. O que está além disso não pode ser qualificado nem como silêncio nem como ruído - é anterior a qualquer distinção.

Há um ponto em que até mesmo a noção de presença se revela como um conceito sutil sustentado pela mente. Enquanto houver alguém tentando “estar presente”, ainda existe uma divisão silenciosa. O que se revela além disso não pode ser praticado nem mantido — é anterior a qualquer esforço, é aquilo que já é, antes mesmo da ideia de ser.

Em um nível extremo de clareza, até mesmo a noção de “experiência” colapsa. Não há algo acontecendo para alguém — há apenas o acontecer sem centro, sem direção e sem testemunha separada. Tudo o que antes parecia real se revela como uma sobreposição conceitual sobre o indizível. E, ainda assim, nada precisa ser removido.

Mesmo a ideia de “consciência” pode se tornar um refúgio sutil, uma nova identidade mais refinada onde o ego se abriga. Quando isso é visto, até essa identificação começa a perder sustentação. O que resta não pode ser nomeado, não pode ser possuído, e justamente por isso não pode ser perdido.

Siga o padrão que a sociedade impõe e você nunca poderá conhecer a si mesmo.

"Duvido de pessoas, duvido de fatos,
duvido até de mim mesmo.
Mas sou incapaz de duvidar quando meus olhos encontram o dela.
É nos olhos dela que eu tenho certeza

A gratidão é o mais nobre sentimento que podemos compartilhar com aquelas pessoas, que mesmo sem nos conhecer pessoalmente, nos trata com respeito e muito amor!

⁠O momento de encontrar-se é único, esteja sempre aberto para aprender sobre si mesmo e permita que a jornada de autodescoberta aconteça naturalmente.

Triste estar se sentindo abandonada e só, mesmo rodeada de pessoas. "Não fale de seus sentimentos, vc tem que ser forte"...
Pior é não ter com quem falar... e as palavras se tornam lágrimas, pois não cabem mais no peito...

O Querer que Dissolve em Nada


Eu queria mesmo ser diferente. Mais focado, com passos claros. Mas a realidade é outra, Sou só confusão. Quero abraçar o mundo inteiro, Fazer tudo ao mesmo tempo. Mas minha vontade, essa que me engana, Se desfaz em inércia.
O resumo da minha vida, no fim: A intenção de fazer tudo, E o resultado: absolutamente nada. Paralisia por análise, Tantas escolhas, tanto medo. O cérebro ansioso, Pensando demais, fazendo de menos. Perfeccionismo, essa armadilha, Transforma cada decisão num fardo.
Procrastinação. Não é preguiça, eu sei. É falha em me regular, Em lidar com o desconforto. Crenças tortas sobre mim, Sobre as tarefas, sobre a dor.
Mas a inércia não sou eu. Não sou um "nada". Sou a luta. O querer abraçar o mundo, Esse grito, É a prova do que sou. A pessoa confusa, É um estado, não um destino. Há potencial. Há valor. Eu do futuro, que você saiba disso.

Mesmo diante de todos os desafios diários e a certeza de que faz o seu melhor, o tempo de alegria é sempre ao lado dos que mais amamos nesta vida.

Tentar amar duas pessoas no mesmo sopro romântico é como tentar ouvir, ao mesmo tempo, duas melodias complexas: talvez se perceba as notas, mas a canção se desfaz.
O coração até pode se dividir em afetos, mas o amor que se reconhece como paixão de alma — aquele que nos move a transcender o ego e nos lança na vulnerabilidade — esse, por sua própria natureza, pede a unidade de quem o sente.

Dizer que “nunca se ama duas pessoas ao mesmo tempo” não é negar a complexidade do humano; é reconhecer que o amor romântico, quando é amor e não apenas desejo ou apego, é uma chama que só arde inteira quando encontra um único sopro para respirar.

“Sonhos são como neblina: parecem confusos de longe, mas guiam quem tem coragem de caminhar mesmo sem ver o fim.”

Ela se recusa cair ao chão
a se lamentar, mesmo quando
a sua vontade é de chorar.

Aqui parado olhando pro nada,
mas na mente vendo meu tudo.


Sentado no mesmo lugar
onde senti seus beijos, seus abraços
e o amor mais profundo.


Como esquecer um amor tão forte?
Como não pensar que te amar é minha sorte?


Sinto seu cheiro no ar,
fecho os olhos e finjo te abraçar.


Um misto de dor e alegria:
dor da saudade,
alegria de lembrar
dos beijos e abraços que recebi um dia.


Acredito nesse amor apesar dos pesares,
sei que é você a minha metade.


Te conheci de um jeito tão aleatório
entre bilhões no mundo…


e de repente
você virou meu tudo!!


ÁG

⁠A beleza da vida está em poder rir e chorar ao mesmo tempo

A maturidade emocional é uma das conquistas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais revolucionárias da vida. Não se trata de apagar sentimentos ou fingir indiferença diante do caos, mas de aprender a conviver com eles sem se perder. É como caminhar por uma cidade barulhenta e, ainda assim, manter dentro de si um espaço de calma, onde o ruído não alcança.


Ela nasce quando entendemos que não temos controle sobre o comportamento dos outros, mas temos controle sobre nossas respostas. É nesse intervalo entre o estímulo e a reação que mora a liberdade. Quando alguém nos critica, provoca ou decepciona, podemos escolher se vamos entregar nossa paz ao impulso ou se vamos respirar fundo e responder com consciência. Essa escolha, repetida dia após dia, é o que nos fortalece.


Ser emocionalmente maduro é aceitar que a vida não se curva às nossas expectativas. É perceber que insistir em ter sempre razão, em esperar que os outros ajam como nós agiríamos, é uma prisão invisível. A maturidade nos convida a soltar esse peso, a abandonar o rancor e a transformar a raiva em aprendizado. Não significa tolerar injustiças ou se calar diante do que fere nossos valores, mas sim escolher batalhas com sabedoria, preservando aquilo que é mais precioso: a paz interior.


Na prática, maturidade emocional é pausar antes de responder, é nomear o que sentimos para não sermos reféns da emoção, é enxergar na crítica uma oportunidade de crescimento, é usar o silêncio como escudo quando a provocação não merece resposta. É agradecer pelo que temos mesmo nos dias difíceis, porque a gratidão dissolve a raiva e abre espaço para a serenidade.
No fundo, maturidade emocional é a arte de viver com leveza em meio ao peso do mundo. É a coragem de olhar para dentro e reconhecer que a verdadeira força não está em controlar os outros, mas em dominar a si mesmo. E quando aprendemos isso, descobrimos que a paz não é um acaso, mas uma escolha diária — uma escolha que nos liberta.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Às vezes é preciso acreditar em alguém, mesmo que seja para conhecer a decepção de perto.

"A Fera"
Dominar a si mesmo é um ato de coragem. Nossas "feras" internas constantemente querem sair da "cela" do calabouço profundo, escuro e sombrio onde vivem aprisionadas. Sentem-se no direito de desfrutar a vida, mas nem sempre esse desfrutar nos fará bem ou nos favorecerá. A fera não tem limites: ela pode ferir, destruir, machucar e nutre sempre um desejo de vingança. Senti o pior dos sentimentos: a inveja. Mas não posso me esquecer: ela, a fera, foi criada para evoluir, se assim se permitir. Na dualidade, não é permitido ter apenas uma versão de nós mesmos; é necessário o equilíbrio. Viver o lado luz e sombra faz parte. Agora, só nos resta escolher qual delas alimentar: hoje, luz ou sombra?


Val Costa✍️