Boas Vindas para um Amiga
Em um mundo refém de telas e conexões instáveis, a única rede verdadeiramente infalível é a do afeto. Enquanto tecnologias falham, cabos limitam e sinais oscilam, a frequência que une dois corações não exige senha nem sofre com a distância. O amor verdadeiro não precisa de algoritmos para traduzir o silêncio de um abraço ou a certeza de pertencer a alguém. No fim, a conexão mais pura não depende de Wi-Fi, mas da sintonia sincera entre duas almas.
Estar ao seu lado traz uma felicidade leve que acalma a rotina. É um amor feito de ternura em toques suaves, abraços demorados e carinho sincero, mas que se transforma em paixão intensa no calor da pele e no desejo de nos perdermos sem pressa.
Na rede ninguém é um só.
Somos versões. Fragmentos. Edições constantes do que a gente acha que o mundo tolera ver.
Decepção
É quando a realidade te dá um tapa com a mão aberta depois de você jurar que era carinho.
É perceber que você não se enganou por ser burra… se enganou porque quis acreditar. E acreditar, às vezes, é o erro mais caro.
É quando alguém te prova, com ações bem claras, que você era opção… enquanto você tratava como prioridade.
E dói mais não pelo que a pessoa fez — mas pelo que você imaginou que ela nunca faria.
Decepção não quebra só o coração, não. Ela corrói a confiança, desmonta tua intuição e ainda deixa aquele gosto ridículo de “eu devia ter visto isso antes”.
E o pior?
Quase sempre você viu.
Só escolheu ignorar porque sentir era mais confortável do que encarar a verdade.
Tem um momento específico que é o mais sujo: quando você entende tudo.
Quando as peças se encaixam e você percebe que não foi azar… foi escolha mal feita.
A sua.
A da outra pessoa.
Um caos compartilhado.
Mas aqui vai a parte que ninguém gosta de engolir:
decepção é um tipo de lucidez. Violenta, sim. Mas limpa.
Ela arranca a fantasia, rasga expectativa, joga luz onde você queria manter sombra.
E por mais que doa, ela te devolve uma coisa que você tinha largado pelo caminho: critério.
Você fica mais fria? Fica.
Mais seletiva? Ainda bem.
Mais difícil de acessar? Óbvio. E talvez seja exatamente isso que te salva da próxima.
Porque no fim das contas, a decepção não te destrói.
Ela só destrói a versão de você que aceitava menos do que merecia.
E essa… sinceramente… já tava pedindo pra morrer faz tempo.
Livro: Textos que Doem e Acordam por Lucci Santz
“Respirar pesa,
como se o ar tivesse memória.
E ainda assim eu fico,
carregando um silêncio
que só quer… paz.”
"Frio que Sente"
Tem um frio
que não vem do mundo,
vem de dentro.
É quando você ainda sente tudo,
mas já não consegue demonstrar nada.
O coração não para de bater…
só aprende a se proteger.
E, às vezes,
se proteger
é esfriar.
Não é só no peito, é em mim inteira,
um peso que chega e nunca beira.
Feito de tudo que eu não soltei,
de tudo que senti e nunca falei.
Dias parados, querendo voltar,
coisas em mim sem saber onde ficar.
Eu sigo firme, mesmo cansada,
carrego o mundo sem dizer nada.
E no silêncio onde ninguém vê,
eu luto comigo pra não me perder.
Talvez hoje eu não tenha “um mundo” pra entregar. Mas talvez o problema nunca tenha sido faltar mundo. Talvez tenha sido carregar o universo inteiro nas costas tentando ser indispensável pra alguém.
Um dia, quando eu voltar...
Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.
As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.
Mas algumas coisas permanecem.
Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.
Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.
Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.
E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.
Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.
Lucci Santz ✍️
O mundo dá voltas na longa caminhada,
e a verdade mais simples continua gravada:
cada um colhe, um dia, aquilo que semeou na estrada.
O estrangeiro, o diferente, o deslocado, carrega dentro de si um idioma secreto feito de ausências. E enquanto o mundo enxerga apenas alguém tentando seguir em frente, existe uma batalha silenciosa acontecendo entre quem ele era e quem precisa se tornar.
E o que ele repete para si mesmo todos os dias:
"Um dia isso não vai doer mais."
E, curiosamente, é essa mentira que muitas vezes o mantém vivo até que ela finalmente se transforme em verdade.
Porque nos seres humanos somos estranhos assim. Construimos pontes com ilusões temporárias para atravessar abismos reais. E, contra toda lógica, às vezes funciona.
A lua em minuto,
tão breve quanto um suspiro,
mudou o curso da noite.
No céu, nada parecia diferente,
mas dentro das pessoas
havia um estado alterado de convivência.
Palavras ficaram mais pesadas,
silêncios mais longos,
olhares mais distantes.
Talvez a lua não mova apenas marés.
Talvez ela toque
as correntes invisíveis da alma.
E por um minuto apenas,
o mundo inteiro esqueceu
como era conviver consigo mesmo.
Às vezes um colo resolve mais que palavras. Porque algumas dores não precisam ser entendidas. Precisam apenas ser acolhidas.
Somos feitos dos hábitos que alimentamos
Não é um único dia que define quem você é.
É aquilo que você repete quando ninguém está olhando.
Um hábito é uma escolha que deixou de pedir permissão. Depois de repetida muitas vezes, ela passa a conduzir seus passos sem fazer barulho.
Da mesma forma que um pequeno descuido diário pode destruir uma vida aos poucos, um pequeno gesto de cuidado pode reconstruí-la sem pressa.
Ler algumas páginas.
Beber mais água.
Ouvir antes de responder.
Agradecer.
Descansar.
Escrever.
Perdoar.
Recomeçar.
Nada disso parece grandioso em um único dia.
Mas o tempo tem uma estranha habilidade: ele multiplica tudo aquilo que repetimos.
No fim, nosso destino raramente é construído por grandes acontecimentos.
Na maioria das vezes, ele nasce dos hábitos silenciosos que escolhemos cultivar todos os dias.
Quando o amor pede um lugar
Há quem entregue o melhor de si sem medir esforços, sem economizar carinho, sem calcular a intensidade.
Ama com presença, com cuidado, com vontade de construir.
E, ainda assim, guarda no peito um desejo simples:
não ser um segredo.
Não por vaidade, nem por aplausos, mas porque todo amor merece um lugar ao sol.
Há uma paz diferente em saber que alguém não tem medo de caminhar ao seu lado.
No fim, não é sobre aparecer.
É sobre pertencer.
Sobre sentir que o amor, quando é verdadeiro, não precisa se esconder para existir.
Se um dia meus passos se perderem,
que encontrem meus versos primeiro.
Neles deixei tudo o que fui,
o que sonhei e o que ainda espero.
Porque a alma não pesa pelo que sofre,
mas pelo amor que insiste em guardar.
E os versos que minha alma carrega
o tempo jamais conseguirá calar.
"Há pessoas que atravessam o mundo em busca de um lugar para existir. Eu percebi que o único lugar onde nunca fui abandonada foi dentro das palavras. É por isso que escrevo: porque a poesia acolhe até aquilo que a vida recusou."
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