Boas Vindas para um Amiga
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.
Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.
Queria viver um sorriso tão lindo quanto aquele que inventei nas memórias da minha mãe.
Um sorriso que talvez nem tenha acontecido exatamente assim, mas que minha alma precisou criar para continuar acreditando na ternura.
Queria sentir algo tão glorioso quanto o abraço que imaginei ganhar do meu pai no dia da minha formatura. Um abraço inteiro, sem pressa, sem dívida, sem ausência. Um daqueles abraços que dizem, sem dizer: “eu vi você chegar até aqui”.
Queria um colo com gosto de lar.
Um lar com aroma de lavanda, janelas abertas para a paz, silêncio criativo repousando no canto da sala e uma playlist que parece não ter fim, como se o tempo tivesse decidido parar só para me deixar respirar.
Talvez eu não queira luxo.
Talvez eu só queira presença.
Um lugar onde a alma não precise se explicar tanto. Onde o coração possa tirar os sapatos, pousar suas guerras no chão e existir sem pedir licença.
Talvez eu só queira, por um instante, viver dentro da beleza que um dia precisei imaginar para sobreviver.
O primeiro som que sucede o silêncio não deve ser um estrondo, mas uma pulsação. A verdadeira paz não exige a imobilidade de quem respira; ela apenas pede que o movimento não seja uma fuga, mas um ancorar contínuo. Ao atravessar as cortinas recém-abertas, o cenário que se revela não nos apressa. Ele exige presença. É na cadência minuciosa dos passos, no atrito suave da sola contra o cascalho da própria jornada, que a identidade deixa de ser uma ideia no espelho e passa a ser o chão que pisamos. O silêncio nos ensinou a olhar para o centro; agora, o ritmo nos ensinará a caminhar a partir dele.
"É muita ingenuidade acreditar que quem mente para conseguir um voto passará a falar a verdade depois de conquistar o cargo. A única diferença é que, com a caneta na mão, a mentira ganha orçamento e poder de destruição."
O Diplomata Sádico vs o Poeta Apaixonado
O diplomata acende outro cigarro
como quem assina um tratado de guerra.
Aprendeu cedo que sentir demais
é perder território.
Ele entra nos bares
com o mesmo olhar de quem atravessa fronteiras:
frio, educado, perigoso.
Carrega no bolso moedas estrangeiras,
nomes falsos,
e telefones que nunca retorna.
Ama como os governos amam:
por interesse,
por estabilidade,
até surgir algo mais conveniente.
Já o poeta…
o poeta é um idiota continental.
Escreve cartas que ninguém responde,
guarda cheiro em camiseta velha,
e transforma despedida
em patrimônio histórico.
Enquanto um negocia silêncios,
o outro sangra metáforas.
O diplomata conhece hotéis,
o poeta conhece esperas.
Um atravessa países sem pertencer a lugar nenhum.
O outro pertence até demais.
E quando os dois se encontram
no mesmo corpo,
a tragédia começa.
Porque o diplomata manda apagar mensagens,
mas o poeta decora horários.
O diplomata diz:
“não demonstre fraqueza.”
O poeta responde:
“eu só queria ouvir a voz dela mais uma vez.”
Então o diplomata bebe.
O poeta escreve.
E os dois perdem juntos.
De madrugada,
na fumaça torta de um apartamento cansado,
o diplomata observa a cidade como alvo.
O poeta observa como saudade.
Um quer conquistar o mundo.
O outro queria só ter sido amado direito.
A inspeção escolar não é apenas fiscalização; é um elo de apoio que orienta caminhos, garante a legalidade e zela pela qualidade do ensino na rotina das instituições."
Em um mundo frio onde corações viraram moeda de troca e o amor foi reduzido a transações, escolher a solidão não é desistir: é se salvar. Fique solteiro. Ser dono de si mesmo é o único luxo que ninguém pode comprar
"De um lado, os preconceituosos, caluniadores, mentirosos, racistas e fascistas...
...e do outro, a humanidade."
Moro e a expertise dos Imprevistos Agendados
Recentemente, fomos apresentados a um novo patamar de expertise em logística pública: questionar o horário de atendimento a um acidente na estrada, defendendo que o caos cotidiano deveria ser mais bem programado. É uma visão técnica tão revolucionária que não pode parar por aí. Se essa expertise for levada adiante em futuras plataformas de governo, ela poderá se transformar no primeiro "Decreto Nacional de Agendamento Biológico e Geográfico". A meta será proibir qualquer imprevisto em horário comercial. Infartos e AVCs ficariam agendados para a madrugada. Partos e falecimentos precisariam de autorização prévia, garantindo que ninguém perca tempo parado em engarrafamentos. Afinal, a física e a biologia que se adaptem à expertise das autoridades.
"Achar que político mentiroso muda depois de eleito é como contratar um cupim para restaurar móveis antigos e esperar que ele mude a dieta.Com a caneta na mão, o estrago é garantido."
"Ignorar a nossa ancestralidade é sofrer de um delírio de superioridade doente. Afinal, a herança negra não é um detalhe na nossa história: ela é a manifestação mais marcante, forte e viva da nossa própria cultura."
O meu auge não é um lugar onde eu chego. É o fogo que me consome e me reconstrói todos os dias. Eu não busco a perfeição do agora; eu sou a fúria constante de quem se recusa a caber no próprio passado.
397 🙏🌹viver a plenitude do amor é o remédio perfeito, o ápice de um sentimento sublime incomparável e único, curador, de luz... Crer na existência do amor é crer na existência de Deus que tem seu reino na nossa consciência, no nosso coração, e em cada ser que direcionamos a centelha desse sentimento o faz despertar para a luz, o habitar desse amor é envolvido em paz onde a luz faz morada e a blindagem contra os males ocorre naturalmente, portanto abra seu coração para que o sublime amor o abrace, te envolvendo na segurança do pai, de Deus que o ama e sempre o amará... 🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA... Ayache Vidal.
106🙏🌹O amor é como um raio de luz que vem ao teu encontro e te traz paz, te levanta e faz você reviver, e com um simples gesto com atitudes que falam por si próprio... Ás atitudes, os gestos quando vem do coração, é profundo e verdadeiro, Jesus cristo na sua infinita bondade, nos ensinou a amar, e o amor divino é esse vem lá de dentro, e nos traz uma paz imensa, Deus abençoe a todos... BOM DIA FAMÍLIA 🌹🙏Ayache Vidal.
403🙏🌹 ter um bom coração, ter luz ... O missionario no plano físico passam por grandes lutas e um enorme sacrifício para concluir o seu feito, isso faz parte da evolução do ser, onde seres se destacam pela coragem em fazer o bem coletivo sem pensar em si, no seu conforto nos seus, o bem coletivo é a meta...
Os grandes missionários do plano físico renunciam às suas particularidades e conforto da sua vida para o bem fazer, não pensam em recompensa, fazem sem segundas intenções, vem no "DNA" é espiritual, a missão que lhes foi conferida pela luz divina veio com o propósito de o bem fazer em prol de todos sem a quem olhar, mesmo presenciando e vivendo crueldades junto àqueles que sofrem e sente na pele injustiças em toda a sua trajetória de lutas, às trevas tenta de todas as formas destruí-los, Tantos são os missionários e suas lutas que se unem pelo bem de todos e cada qual com a sua tarefa divina no plano físico...
Tarefeiros da luz não desistam dos seus compromissos com a dinvidade sigam na força e na paz, Deus com todos.🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
391🌹🙏"Vivemos hoje um cenário de dois mil anos, quando o inocente é preso e o ladrão é solto. O cenário é o mesmo e muitos distorcem, em todos os níveis sociais, aquilo que a humanidade aprendeu há dois mil anos. Muitos se deixaram envenenar por inverdades e distorcem a verdade, condenando aqueles que não têm crime algum, fechando os olhos à verdadeira justiça. Pobres de espírito, levando culpa a quem não tem! Os ensinamentos cristãos não serviram para esses seres que, no pretérito, viveram tal injustiça...
A riqueza desses ensinamentos é de grande relevância e não assimilamos ainda. A humanidade sempre retalia o mal vivido de forma distorcida e sem a prática do perdão. Não abrem seus corações, para a paz e assim alimentam as trevas. O mundo gira em injustiça, desde conflitos geopolíticos pela ganância do homem, pela fome do poder roubado. Conflitos que ceifarão vidas inocentes, como ocorreu no Holocausto, onde homens, mulheres, jovens, crianças e idosos sofreram crueldade sem limites na Segunda Guerra Mundial. Vidas ceifadas e famílias destruídas em prol da ganância e superioridade de povos e raças. Crueldade ao extremo em que as trevas prevaleceram na vida daqueles que aplaudiram e ainda aplaudem toda aquela crueldade que nos tornou pública. Triste demais...
E continuam procurando atalhos para chegar ao poder e ter o que não lhes pertence. Temos que nos perdoar uns aos outros, pois o cenário que hoje vivemos foi o mesmo no pretérito. Só o perdão liberta. Cada qual vive aquilo que conquistou através do trabalho... As trevas te mostram a mentira e te escondem a verdade que está no teu coração. "O reino de Deus" usa de todas as formas para te envenenar; o Reino do Criador não está nas religiões, mas no coração. As nossas imperfeições ocorrem pelo distanciamento de Deus. Portanto, ore, ore e busque o teu equilíbrio espiritual e a verdade chegará a você... 🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA.
Ayache Vidal"
390🙏🌹"De um sentido à sua vida, uma razão de existir, faça o necessário para viver o amor. A riqueza da nossa existência está nos valores que, muitas vezes, ignoramos e deixamos para depois, caindo no esquecimento. A vida passa tão depressa e, quando percebemos, é tarde. Retornamos para casa sem nada, a nossa morada espiritual, e arrependidos... Perdemos todas as oportunidades que a vida nos dá, vivemos sem sentido algum, deixando para trás os valores reais da vida... Nossas origens, um bem maior que se torna um passado em nosso viver. Como águas do rio que vêm e se vão, deixamos um rastro de tristeza em vidas desprezadas e esquecidas.
O homem que despreza e nega o amor, depois de conquistá-lo em vidas pretéritas, é de uma total negligência e paga um preço muito alto na sua consciência: 'é tarde'...
A família é um instrumento de progresso espiritual. Entenda e lembre-se de que não pode ser esquecida, desprezada e trocada por qualquer migalha... Nossa tendência é amar ao próximo, mas nunca esquecer os que nos amam. É esse o sentido da vida...🌹🙏
BOM DIA, FAMÍLIA!
Ayache Vidal
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