Boas Vindas para um Amiga

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Carta que o silêncio escreveu


Carrego dentro do peito um mundo que quase ninguém pisaria sem se perder. Há tempestades que eu disfarço com sorriso, abismos que eu cubro com palavras simples do dia a dia. Quem me vê de fora pensa que sou calmaria… mas por dentro existe um mar inteiro tentando não transbordar. Não é tristeza apenas — é intensidade demais para um mundo que aprendeu a sentir pouco.


Às vezes tenho vontade de abrir o peito e explicar tudo que vive aqui dentro… mas paro. Porque certas dores não nasceram para serem explicadas, nasceram para serem sentidas em silêncio. Eu sigo vivendo, rindo, conversando, como se nada pesasse. Só que existem noites em que a alma fica acordada demais, lembrando que sentir profundamente também é uma forma de solidão.


Então, se um dia você perceber meu olhar distante ou meu silêncio mais pesado que o normal, não tente decifrar como um enigma. Só fique. Há presenças que curam mais que qualquer palavra. Porque no fundo, tudo que um coração intenso deseja… é alguém que não entenda tudo — mas que ainda assim escolha permanecer.

Se um dia você perceber meu silêncio mais fundo ou meus olhos perdidos em algum lugar distante, não pense que é frieza. É só meu coração tentando sobreviver ao que sente. Então, se puder… não pergunte muito. Apenas fique. Às vezes a presença já salva o que as palavras não conseguem.

Entre Linhas


Se eu pudesse escolher
um lugar pra morar,
não seria casa, rua ou cidade…
eu moraria no intervalo do teu riso,
onde o mundo esquece de doer.


Teu olhar tem algo de horizonte,
quanto mais eu olho,
mais longe quero ir.
E no silêncio entre um segundo e outro é teu nome que meu coração aprende a repetir.


Há em você uma calma rara,
tipo mar quando o vento decide descansar.
E quando tua mão encontra a minha,
até o destino parece parar pra olhar.


Se amor fosse tinta,
eu pintaria o tempo inteiro com você.
Porque desde que teu sorriso me encontrou, minha vida virou poesia
que só faz sentido…
quando rima com você.

Por mais impossível que seja, procure ou invente um trabalho que você nunca vai querer tirar férias e nem se aposentar; quando encontrar, você estará trabalhando no que ama.
Viver e trabalhar deve ser a mesma coisa; caso contrário, é escravidão.

A vida é, verdadeiramente,
apenas um incômodo
em meio à paz na inexistência
e o descanso na morte.

Sou um peixe a se estranhar
Sou de letra, não de água
Não sou de rio, mas de página
Navego o mar das palavras,
Onde existir é viajar.

Canetas e lápis soltos
Papéis, cadernos, agendas
Tudo, tudo e mais um pouco
Tal pintura, triste cena
Cada instrumento meu
Sobre a mesa despojado
Não consigo escrever assim
Sem ti, sou um reles letrado.

Estranho estar exausto por falhas alheias, de um lado o agressor em paz descansando, de outro eu colhendo frutos do plantio dele, apenas por não ter feito boas escolhas

“Dentro de mim há um oceano de lágrimas, como o mar, nunca transborda, nele que me afogo.”

Sentimentos intensos demais para caber em palavras ou gestos de carinho.
Um universo inteiro preso no peito, gritando em silêncio… incompreendido.
Porque, em algum momento, a vida bateu tão forte que silenciou tudo o que eu era capaz de mostrar.

Algumas pessoas brilhantes permanecem invisíveis não por demérito, mas pela ausência de um palco adequado.

Viver significa ter um olhar renovado de esperança todos os dias.

A verdadeira insurreição não é contra um governo externo, mas contra a própria mente que se divide.

"Um Ser Humano Eminente"

Desde cedo somos ensinados que a vida é feita de escolhas e consequência, onde o mal e o bem prevalecem, fomos ensinados a religião, os costumes de nossas famílias e o trabalho exaustivo que é viver obrigatoriamente em uma instituição ou emprego indesejado. No geral as propriedades existem no homem em estado latente, somos seres únicos e pensantes, mas desde o nascimento somos privados e limitados para o que naturalmente deveríamos ser ou fazer.

⁠É um vácuo de ideias e caos que prorrompe a barreira do pensamento, é perpétuo o momento que se estingue a sensação de se estar pleno, respiramos palavras e sentimentos, guardamos artes de lucidez e imaginações, escutamos Mozart para vivenciar o eterno, excluímos filmes para conservar os livros, e mergulhamos um nos outros pra abrigarmo-nos…

Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.

A Iguaria do Abismo


Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?

O Hóspede das sombras


Desperta em mim um timbre industrial,
Gosto de ferro, nota aguda e fria,
Uma versão de traço não causal
Que ignora o sol e a própria luz do dia.
Tem o olhar cruzado, o norte em desatino,
Sabores amargos que a alma não traduz,
Habita o fosso, o avesso do destino,
E foge sempre que o afeto faz seu fluxo de luz.
À margem de tudo o que tento cultivar,
Ele se nutre do que eu quis esconder.
Sorri com o mal, sem medo de errar,
Pois não tem outro centro além do próprio ser.
Não guarda o peso da dor alheia no peito,
Não carrega a afeição, o laço ou o dever.
É gelo puro, instinto, um vácuo perfeito,
Um espelho cego que só quer se ver.
Eu sei, com clareza, que esse não sou eu,
Mas no cansaço de ser quem o mundo quer,
Invejo esse monstro que o abismo deu:
O lado de dentro que faz o que bem entender.

Sinto demais, mas não sei mostrar.
Dentro de mim, um universo inteiro em silêncio —
porque a vida, um dia, me ensinou a calar.
Achei que isso me tornava alguém ruim…
mas pessoas ruins não carregam esse peso —
elas apenas vestem sorrisos e parecem leves.

Todos enfrentam dificuldades na vida. Não pense que você é o único passando por um momento difícil. Cabe a cada um transformar desafios em aprendizado e crescimento. Nunca esqueça que você é uma pessoa phoda demais.