Boas Vindas para um Amiga

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O amor é um verbo de acumulação. O ódio, um verbo de subtração. Você é a soma viva do verbo que mais frequentemente conjuga.

O ‘Feliz Ano Novo’ é a única mentira que a sociedade permite que você grite em uníssono. Um pacto para fingir que o calendário tem poder de apagar vidas tiradas, dívidas pendentes e dor. Uma farsa necessária para que o motor do mundo, movido a esquecimento, continue girando.

O mundo não teme o tirano. Tem pena do homem que precisou se tornar um tirano para sobreviver. E transforma essa pena em ódio, porque é mais fácil odiar a consequência do que enfrentar a causa.

Às vezes, me sinto um talvez
uma hora vaga,
uma pedra perdida
algo que tiraram do lugar que encontraram.
E por uma péssima escolha,
acarretou péssimos resultados.

"A existência é um ciclo eterno entre pausas e recomeços. Paramos, recomeçamos e, às vezes, estacionamos outra vez. O importante é manter esse ciclo vivo, sempre guiado pela esperança — pois é no intervalo entre o movimento e o estacionar que a alma experimenta o seu próprio encontro ou desencontro."

Quando pensamento e ação começam a caminhar juntos, a vida deixa de ser um lugar de espera e passa a ser um espaço de construção. E é aí que tudo muda: não porque o mundo ficou diferente, mas porque você finalmente se alinhou com ele.

Entre o céu e o peito, existe um amor que basta — sereno, inteiro, sem esforço.

Felicidade não é um ponto de chegada, é a coragem de atravessar o caminho.

Mesmo quando a escuridão obscurecia o brilho de um propósito, o desejo verdadeiro jamais se extinguia — apenas aguardava o momento certo para reacender.

Um sorriso surgiu em ambos os rostos — um gesto familiar, como se aquele reencontro tivesse sido apenas uma continuação de algo interrompido há milênios. Os lábios se tocaram num beijo breve, elétrico, carregado de reconhecimento.

É noite
É noite no meu coração
Mas a lua imensa brilha
Como um disco prateado
Para além do horizonte
Onde meu amor se esconde...
E diante da sua plenitude
Minha alma se abisma
Tanto mistério no etéreo firmamento
Tanta luz, tanta saudade
Tanta música pela cidade...
E no embalo da melodia
Pés descalços na areia
Absorta em fantasia
Me perco em meus desejos
E esqueço até meus medos...
Óh lua linda, porque não trocas
lugar comigo reles mortal?
E assim, sozinha, desnuda lua
Vagando pela Terra, solitária e fria
Sentirás a minha dor e
Quem sabe se compadeça
Na noite fria me emudeça
E na lápide do tempo
Serei lembrança que se esqueça...

O horizonte é um destino distante, mas é no chão que você pisa que a vida realmente acontece.

Um único desejo genuíno podia ser o catalisador de toda uma era, e uma era, por sua vez, gerava outras, em um fluxo contínuo de criação e destruição.

Aquela noite ficaria gravada na memória do tempo — um ponto de inflexão silencioso, o prenúncio de algo que mudaria para sempre o destino da humanidade.

Feche seus olhos...
Tem um silêncio no ar
Não deixe eu me perder
Nos meus sonhos
Faça se tornar real
Eu me perdi de alguma forma
Uma parte se foi com você
O inverno chegou e
Está tão frio...
Tudo era tão bom,
Desde o momento em que nos tocamos
O tempo parou...
E agora ando perdida sem rumo,
Sem teu abrigo,
A luz está se apagando
Uma lágrima cai em sua mão
É um dia eterno de inverno

⁠Há um abismo entre consentimento e imposição.


Consentimento nasce da liberdade — é um “sim” que carrega dignidade, escolha e respeito mútuo. Já o que é obtido pela força pode até parecer vitória, mas é vazio: não constrói confiança, não cria vínculo, não deixa raízes.


Quem conquista pela força domina o momento.
Quem conquista com consentimento transforma a relação.


No fim, não é sobre conseguir — é sobre como se conseguiu.

Só mesmo os laços do amor
fazem a vida feliz
num solidário labor
como um eterno aprendiz.


PedrO M

um ponto
sela destinos
três pontos
sussurram
“ainda”

Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato

Mas de um céu com luar e estrelado
A escuridão é o que vai sobrar
Do que era tão inocente
Tão diferente pensar.