Boas Vindas para um Amiga
Chega um momento na vida em que a gente cansa de performar. Não é um cansaço dramático, daqueles que fazem a gente largar tudo e sair correndo no meio da rua gritando liberdade. É mais silencioso. Mais elegante. É o tipo de cansaço que olha pra si mesma e pensa com uma sinceridade quase desconcertante: pra quem exatamente eu estava tentando ser incrível?
Porque impressionar cansa. Cansa mais do que admitir. É uma ginástica emocional diária, um teatro onde eu mesma escrevo o roteiro, atuo, dirijo e ainda pago ingresso. E o pior, quase sempre pra uma plateia que nem está prestando tanta atenção assim. No fim, eu estava me esforçando mais do que o mundo exigia. Olha que ironia.
Aí, sem aviso prévio, alguma coisa muda. Talvez não seja um evento grandioso. Talvez seja só um dia comum em que eu acordo e percebo que não quero provar nada pra ninguém. Não porque eu desisti de ser alguém, mas porque eu finalmente entendi que já sou. E isso, por incrível que pareça, dá uma paz absurda.
Ser leve dentro de mim mesma virou uma prioridade quase revolucionária. Porque leveza não é ausência de responsabilidade, não é viver no modo tanto faz, não é negligência emocional. Leveza é saber que eu não preciso carregar o peso de expectativas que nem são minhas. É escolher o que fica e, principalmente, o que vai embora sem fazer escândalo.
Antes eu pensava duas, três, cinco vezes antes de falar, postar, agir. Sempre com aquela perguntinha inconveniente no fundo da mente: será que vão gostar? Agora a pergunta mudou, e olha que evolução sofisticada: isso faz sentido pra mim? Parece simples, mas muda completamente o eixo da vida. Eu saí do palco e fui sentar na plateia da minha própria existência. E, sinceramente, estou achando o espetáculo bem melhor daqui.
E tem uma coisa curiosa sobre não querer impressionar ninguém: você acaba sendo muito mais interessante. Porque não tem esforço, não tem máscara mal colada, não tem aquela tensão de quem está o tempo todo tentando sustentar uma versão editada de si mesma. Tem verdade. E verdade, mesmo quando é imperfeita, é absurdamente leve.
Hoje eu não quero aplausos, quero paz. Não quero ser admirada, quero me reconhecer. Não quero ser inesquecível na memória dos outros, quero ser confortável dentro de mim. Porque no fim, quando o dia acaba e o mundo silencia, sou eu comigo. E essa convivência precisa ser boa.
Então, se alguém me achar simples demais, tranquila demais, pouco impressionante… que bom. Isso significa que eu finalmente parei de me sobrecarregar tentando caber nos olhos de todo mundo.
"A Fera"
Dominar a si mesmo é um ato de coragem. Nossas "feras" internas constantemente querem sair da "cela" do calabouço profundo, escuro e sombrio onde vivem aprisionadas. Sentem-se no direito de desfrutar a vida, mas nem sempre esse desfrutar nos fará bem ou nos favorecerá. A fera não tem limites: ela pode ferir, destruir, machucar e nutre sempre um desejo de vingança. Senti o pior dos sentimentos: a inveja. Mas não posso me esquecer: ela, a fera, foi criada para evoluir, se assim se permitir. Na dualidade, não é permitido ter apenas uma versão de nós mesmos; é necessário o equilíbrio. Viver o lado luz e sombra faz parte. Agora, só nos resta escolher qual delas alimentar: hoje, luz ou sombra?
Val Costa✍️
Fiz um acordo com o espelho:
o mundo pode até me esquecer,
mas eu me levo pela mão
até o fim da estrada.
Desistir de mim nunca foi uma opção.
Onde o Tempo Para
Dizem que o tempo cura,
mas o tempo, aqui, não tem ponte.
É um relógio que parou na curva,
um sol que se pôs no horizonte.
Não é ausência, é presença constante,
um amor que não tem para onde ir.
Ficou guardado no peito, latente,
na vontade eterna de te ver sorrir.
A vida seguiu, mas eu fiquei lá,
naquele abraço que o mundo roubou.
Sou a saudade que aprendeu a andar,
sou o resto do amor que o céu reservou.
A relação que desmerece é um fenômeno de ocultamento: o outro tenta apagar minha luz para não ter que lidar com a própria sombra. Meu valor próprio nasce no instante em que decido não mais me esconder atrás do desdém que recebo.
A imagem foi registrada dentro de um ônibus da linha 600, que segue em direção à zona leste. Em meio ao deslocamento cotidiano, entre o ruído do trajeto e a pressa das pessoas, um pequeno inseto parado na parede chamou a atenção. À primeira vista, algo irrelevante. Mas, ao observar com mais cuidado, surgiu uma inquietação que ultrapassa o instante:
o que é a vida?
A vida é um conjunto de fatores que influenciam o dia a dia. Depende de cada um perceber se esse agrupamento de situações é positivo ou negativo. Mas, para além disso, há vários tipos de vida.
O animal em questão pode ser irrisório para nós; entretanto, existe toda uma cadeia que determina se ele está no topo ou não do seu “círculo social”. Há quem ache que o Homo sapiens sapiens é a única espécie que controla tudo e todos.
Na minha humilde opinião, nós somos como um vírus. E o papel de um vírus é se apropriar da vida onde reside, e é isso que fazemos com a fauna e a flora. Como dito em The Matrix, pelo Agent Smith, os seres humanos são uma doença, um câncer deste planeta, um vírus.
Para concluir, podemos ou não estar no topo da cadeia alimentar. Tudo depende do ponto de vista, ou da capacidade de destruir em massa o ambiente em que vivemos.
Às vezes, a analogia de um texto diz muita coisa, mas poucas pessoas conseguem compreender. É como a música “O Homem na Estrada”, dos Racionais MC’s, uma verdadeira aula de filosofia. Podemos chamar isso de Filosofia Pop.
Muitos acreditam que se trata apenas de uma música de criminoso, seja por cognição limitada ou por não conseguirem compreender o que está evidente na letra. Isso pode, sim, estar no mesmo patamar de grandes filósofos antigos e modernos. Basta observar as construções e reflexões presentes nas letras rimadas do autor.
Estava eu ouvindo Belchior, na música Apenas um Rapaz Latino-Americano, e percebi que se trata de uma reflexão do dia a dia de qualquer cidadão. Mas também lembrei de Raul Seixas, em Ouro de Tolo, onde vi um pouco da minha própria realidade. Fome não passei, apenas no Exército Brasileiro, quando fui soldado, nos 40 dias de adaptação.
O que isso tem a ver com essas músicas? É a reflexão da Filosofia Pop, em que os cantores fazem uma análise de suas próprias vidas para mostrar que suas dores são individuais e que, mesmo ao cantá-las, nem todos irão compreender.
E faço dos meus escritos formas de expressar as dores que sinto. História triste todo mundo tem, e cada um escolhe guardar ou revelar aquilo que dói.
Na poesia psicodélica, resolvi expor por meio da junção de vogais e consoantes, construindo palavras que, muitas vezes, nem chegam a formar uma oração completa.
"O silêncio não é vazio, mas um estado de escuta e comunhão, onde o coração se reconecta com o Todo e com o divino."
"Em cada nota que ecoa, um sussurro longe,
A melodia do tempo, em silêncio que se estende.
Meus olhos fitam o breu, um manto sem fronteira,
Perguntando ao vazio, se a tua voz se revela."
Há quem trate o outro(a) como um acessório: usam para compor o cenário, mas guardam na caixa assim que o interesse acaba. Está na hora de assumir a direção da sua vida e dizer um NÃO para o radar dessas relações.
sobre o Brasil
O Brasil desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático global. Nossas florestas funcionam como grandes "arcondicionados" e reguladores de chuvas (os famosos rios voadores), que garantem a agricultura e o abastecimento de água nas cidades.
Os Maiores Desafios
Desmatamento: A perda de vegetação nativa compromete a fauna e acelera o aquecimento global.
Gestão de Resíduos: Grande parte do lixo produzido no país ainda vai para lixões a céu aberto, poluindo o solo e os lençóis freáticos.
Uso da Água: Apesar de termos as maiores reservas de água doce do mundo,
"Como pode encontrar um amor que você sente que já teve ela em outras vidas, assim foi nosso encontro um encontro de almas um encontro de vidas de sempre pra sempre"
Nanda farias ❤️
Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.
“observastes a ignorância de si mesmo! antes que afunde nos problemas alheios, Pois assim como uma canoa cheia de buracos pela água vossa moral é a mesma".
Por Um Fio
Se nós ainda crêssemos na brasa
debaixo da cinza do chão
se nós guardássemos no peito
um resto de lume na mão
Se nós ouvíssemos na areia
um passo antes de chegar
se nós chamássemos de abrigo
o que mal soubéssemos nomear
Se nós bordássemos no escuro
um amanhã de quase luz
se nós disséssemos bem baixo
que um fio ainda nos conduz
Se nós bebêssemos do vento
como quem bebe pra seguir
talvez não fosse toda a verdade
mas fosse o bastante pra insistir
Por um fio
que nós sigamos por um fio
por um fio
que nós não deixemos cair
Se a esperança nos mentisse
que nos mentisse pra seguir
se a esperança nos mentisse
que nos mentisse pra seguir
Se nós abríssemos as mãos
e nelas coubesse algum calor
se nós déssemos nome de aurora
ao quase nada que restou
Se nós deitássemos no tempo
sem exigir explicação
talvez a fé fosse pequena
mas sustentasse o coração
Porque se nós víssemos tudo
sem véu, sem canto, sem clarão
talvez pesasse mais que o corpo
a pedra funda da razão
Então que nós escolhêssemos
o pouco sonho que fizer
não pra negar a noite inteira
mas pra atravessar o que vier
Por um fio
que nós sigamos por um fio
por um fio
que nós não deixemos cair
Se a esperança nos mentisse
que nos mentisse pra seguir
se a esperança nos mentisse
que nos mentisse pra seguir
Por um fio
por um fio
que nós sigamos
por um fio
nós seguimos
O Inferno Pode Ser Aqui
Às vezes, me pego pensando que o inferno não é um lugar distante, escondido em alguma dimensão desconhecida. Talvez ele seja aqui mesmo — na Terra que pisamos todos os dias.
Não por falta de beleza. Pelo contrário.
Vivemos em um planeta onde o sol nasce com perfeição, onde a natureza é generosa, onde há fartura suficiente para todos. E, ainda assim, há fome. Há gente com mesas fartas e gente sem um pedaço de pão. Há quem viva em palácios… e há quem não tenha sequer um teto para dormir.
E então eu me pergunto: que lugar é esse?
Cresci conhecendo um Deus, dentro da minha religião. Um Deus de amor, de justiça. Mas o mundo me mostrou que existem muitos caminhos, muitas crenças, muitas formas de enxergar o divino. Cada um defendendo sua verdade como única.
E talvez seja aí que começa o nosso erro.
Porque, enquanto discutimos quem está certo, esquecemos de fazer o que realmente importa: sermos melhores.
Às vezes penso na possibilidade de outras vidas. Será que estamos aqui para aprender? Para corrigir erros? Será que quem hoje sofre já teve muito, e quem hoje tem muito já sofreu? Ou será que tudo isso é apenas o reflexo das escolhas que fazemos agora?
Não sei.
Mas sei que existe algo dentro de nós — uma voz silenciosa, firme — que nos diz o que é certo e o que é errado. Chamam isso de consciência.
E, mesmo assim, insistimos em ignorá-la.
O ser humano tem nas mãos tudo o que precisa para transformar este mundo em um paraíso. Temos tecnologia, inteligência, recursos. Poderíamos acabar com a fome, diminuir a dor, dar dignidade a todos.
Mas escolhemos competir, explorar, destruir.
Homens poderosos decidem guerras. Crianças pagam o preço. Povos inteiros sofrem. E o planeta, silencioso, vai sendo ferido.
E às vezes, num pensamento mais ousado, me pergunto: e se tudo isso aqui for um tipo de sanatório?
Um lugar onde almas vêm para se tratar.
Como se viéssemos de outras dimensões, de outros tempos, talvez até de outras galáxias… carregando erros, culpas, excessos — e aqui fosse um ponto de passagem. Um purgatório da existência.
Um espaço onde temos duas escolhas: nos curar… ou nos perder de vez.
Talvez alguns estejam em processo de cura — aprendendo a amar, a dividir, a compreender.
E outros… ainda dominados pela própria escuridão.
Se for assim, a Terra não seria apenas o inferno.
Nem totalmente o céu.
Seria um lugar de decisão.
Diante disso, é difícil não pensar: se isso não é o inferno… então o que é?
Talvez o inferno não seja um castigo imposto por Deus. Talvez seja uma construção humana. Um lugar que criamos quando nos afastamos do amor, da empatia, do respeito.
E talvez o céu também esteja aqui.
Ele aparece nos gestos simples, na bondade inesperada, no coração de quem ajuda sem esperar nada em troca. No pouco que se divide. No muito que se oferece.
No fim, talvez a Terra seja apenas isso: um campo de escolhas.
Onde, todos os dias, cada um de nós decide — consciente ou não — se quer alimentar o inferno… ou construir o céu.
Nereu Alves
Alice, essa gangorra te mata lentamente.
Nunca sabes o que pode te esperar.
Um passo de sombra,outro de luar.
Não fere quem te ama.
Por trás do olhar doce e sereno,
Há uma fera pronta ao veneno.
Raiva e ódio, veneno que retorna.
A tempestade vem sem dó e sem aviso, deixa as marcas eternas no corpo e no riso.
Nunca sabemos quando e uma despedida de uma pessoa que gostamos, as vezes saímos viajamos, ou um simples passeio ou conversa e depois por obra do destino esse momento se torna uma despedida, um ultimo momento com essa pessoa, a vida tem dessas surpresas, mais assim continua o ciclo e nada para !!
Um povo
O Israel de hoje não é nada em si próprio! Assim como no passado também não foi nada! Mas há um Deus todo Poderoso, que esse sim é o Senhor de todo o mundo! De todas as nações! Muito mais de Israel. Porque Deus prometeu salvar a nação de Israel, não por a nação, mas porque Deus cumpre o que prometeu.
Tendo em conta isso, no fim Deus vai salvar pela fé em Jesus Cristo, toda uma nação de Israel. Tudo isto está em profecia. Desde Isaías a Zacarias, há esta promessa. Em Apocalipse fala- nos dá batalha de Armagedon. Quando Israel não ter salvador. Então aparecerá no Monte das oliveiras, Jesus Cristo. Então o povo o aceitará. Paulo em Romanos , nos fala desta salvação. Paulo adverte os gentios, salvos...
Paulo diz que se Deus não poupou Israel em si próprio, para os gentios não se gloriarem em si próprios, para não serem destruídos também.
Portanto igreja e Israel têm ser salvos, pela fé em Jesus Cristo! De outro modo não! Israel e igreja só são um único povo em Jesus Cristo. Efésios fala disto! Amém! Amém
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