Boas Vindas para um Amiga
A vida no corpo de um humano sofrido e julgado pelo bem que se vai propondo fazer, nos leva a sufocar a cada dia que passa, deixando-nos cada vez mais exaustos e flagelados pela escuridão que vai asfixiando a nossa mente.
Não temos certeza que o amanhã chegará, mas, realizamos actos que tendem a nos levar para um futuro incerto, mesmo quando os motivos para traçarmos o novo tempo não são tão óbvios, nem concretos quanto podiam ser.
Temos um compromisso com a sociedade e com a Nação, infelizmente, quando somos adultos já pertencemos apenas ao seio da nossa família, somos o reflexo de um Estado e tudo o nosso comportamento é deveras censurado pelo povo.
Os bons ofícios de um funcionário público, reflete a boa ou má educação recebida no seio dos seus progenitores, pois, somos relativamente resultado daqueles que nos deram as primeiras orientações para seguirmos pelo mundo.
Gerir a máquina pública, não é gerir um bem privado, por isso, a nossa gestão tem de ser feita, tendo em conta a satisfação dos anseios da coletividade, pois, o povo é a base e o fundamento da gestão de um gestor público HONESTO.
O povo choro e clame por um prato de comida a mesa, a insensibilidade dos Governos no mundo, levam-lhes a simular a busca de solução por intermédio de realização de galas de doações, mas, estas doações satisfazem os interesses dos seus promotores.
A prosperidade de um povo não se revela nos programas políticos, pois, o povo é o caminho e a chegada firme que garante o progresso social e econômico de um Estado.
Um povo que não sabe o valor real da sua força de trabalho, não percebe o que ganha, nem reclama pelo mau pagamento que lhe atribuem.
Quando um povo não trabalha para atingir a prosperidade, não reclama, nem se opõe perante aos sistemáticos aumentos fiscais absurdos de que os seus governos lhe impõem, pois, um IRT colocado sobre o salário desgraçado do povo, é claramente um insulto à dignidade e a miséria das famílias.
Devemos temer por um futuro triste economicamente, pela pressão e pelas austeridades que o credor do nosso Estado tem nos imposto, pois, todas as medidas até agora impostas pelo FMI a Angola, colocam cada vez mais o povo abaixo da LINHA DA POBREZA EXTREMA.
Fornecer energia e água ao povo é um dever básico dos governos pelo mundo, porém, se estes bens elementares não chegam a população em tempos normais, que garantia tem o povo, que agora com a pandemia e sob pressão do reinício das aulas a água jorrará em abundância nas escolas?!
O realismo sobrepõe ao ideal, por isso, não podemos atinar na ideia de vivermos um novo normal, quando a realidade do nosso País, não expira sequer confiança para expormos os nossos filhos ao risco eminente de serem contaminados pela COVID-19, circulante nas salas de aulas.
Há um ruído na fala dos beligerantes da nossa vida, que em meio a inquietude não conseguem perceber porque razão não falamos da vida dos outros, mas, ainda assim, nos consideram arrogantes e convencidos por apenas sabermos falar de nós.
Em pequenas coisas, encontramos a esperança de um futuro risonho, sobre um presente mal concebido, estão talhadas vivências de um passado jamais construído.
Cravamos os mistérios sobre a nossa passagem pelo mundo, como se de um teatro se tratasse, onde a certeza sobre o final previsto no guião da vida, encontra-se secretamente escondido na mente do seu director de produção, que no teatro real da nossa vida chama-se DEUS.
O crescimento social e econômico de um Estado não depende apenas dos programas dos Governos, depende tão - somente da capacidade produtiva laboral e intelectual do seu povo.
Já raia o sol que clama o nascer de um novo dia, a incerteza da vida que se viverá hoje abala o meu coração, talvez por viver fadado sobre o receio deste novo dia, que absorverá com o vento a magia da noite passado vivida entre o desejo e apaixão infinita.
A independência nacional não tem o rosto, nem o rótulo de um partido político; a independência é o tom mais alto e, que tem de ser harmônico entre todos os angolanos, porque é por meio dela, que ganhamos voz e vez, numa terra que era considerada de escravos.
A independência deu-nos um mapa para exercermos com liberdade os nossos direitos, mas, não nos deu o direito de desonrarmos a memória dos bravos e valorosos heróis desta terra, que tudo fizeram para termos um País livre de qualquer pressão interna ou externa.
Há um único caminho que os angolanos devem trilhar juntos e, em harmonia, este caminho chama-se liberdade, o qual, só se consegue trilhar sob o sudário suave da bandeira nobre da independência, que celebramos a cada 11 de Novembro.
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