Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
Não me pergunte se sou evangélico, muçulmano, católico, espírita ou ateu; observe minhas atitudes. Não me questione sobre o que eu penso a respeito da diversidade de gênero, mas veja como eu trato meus semelhantes. Não critique minha opção política antes de saber como respeito a cidadania. O seu pré-julgamento pode lhe tirar a oportunidade de ver como realmente são as pessoas são...
Sou alguém que necessita mergulhar em oceanos profundos; não apenas molhar meus pés em poças d'água...
Não sou filósofo por erudição, nem por formação, nem de profissão e nem somente por título ou substantivo. É bastante inútil ser ensinado filosofia e ser definido o perfil de um filósofo.
PRINCÍPIOS NÃO SE NEGOCIAM
“Sou defensor de causas justas, de inspiração liberal‑conservadora, e não de pessoas. O tempo de defender generais da morte para os agradar, em troca do pão e do peixe, apenas subsiste para quem habita na mundividência da bajulação.”
Num tempo em que a conveniência suplanta a consciência, reafirmar princípios é um acto de coragem intelectual. Não se trata de servir nomes, cargos ou hierarquias, mas de permanecer fiel a valores, ideias e fundamentos éticos.
A bajulação pode garantir favores momentâneos; a integridade constrói dignidade duradoura.
Huambo, 13 de Dezembro de 2025
Sou estrela antiga, ecoando luzes que já se foram, meu coração queimando em silêncio. Cada fagulha é memória de mundos que jamais verei, cada brilho, um suspiro perdido. No vazio do cosmos, aguardo o instante em que tudo se desfaz, me transformando em poeira estelar, um murmúrio esquecido no infinito.
Posso parecer e por vezes sou, um amontoado de estilhaços, contudo, enquanto percorro a estrada tortuosa, recolho cada caco, cada fragmento que deixei cair, colando-os aos poucos até me refazer. Sei que a inteireza plena talvez não mais me pertença, mas nada do que um dia foi meu ficará pelo caminho.
O passado não me arrasta, me arma, não é peso, mas fundação, é raiz indestrutível da árvore que sou.
Sou ausência tão presente que domina o espaço e pesa no ar. Quanto mais me apago, mais insisto em permanecer, pois até no último suspiro o fogo se lembra de arder em si.
Não sou triste; sou um deserto onde a felicidade se perdeu como miragem. Caminho por suas areias quentes, carregando sede de algo que jamais tocarei. Cada passo levanta nuvens de lembranças secas, e o vento que passa parece sussurrar risos que não me pertencem. Aqui não há flores, apenas o eco vazio de promessas que evaporaram antes de nascer.
Ninguém me entende, sou rascunho com letras ilegíveis, pareço instrumento desafinado, um piano com cordas quebradas, emudecido num canto.
Perdi espectros do que fui; ganhei a clareza do que sou. Carrego menos bagagem, mais propósito. O amanhã já tem nome.
Sou o que não se doma, um cavalo errante, um verdadeiro Mustang selvagem, meu destino não se escreve em linhas, ele não tem selas,ele nasce no horizonte inalcançável.
Venci porque quis mais do que temi, minhas decisões não esperam permissão, sou autor da minha passagem.
Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.
Cada perda foi lição que adotei, ensinar-me tornou-se tarefa de respeito, sou aluno e mestre do mesmo tempo.
