Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
Eu sou aquela tua perturbação
Aquele sono não dormido
Aquele seu ódio reprimido
Mas sempre fui também ..
Aquele sorriso
Aquele idiota que lhe faz rir
Aquele que sempre vai estar esperando
Aquele que já não liga pra ninguém só pra você
Aquele que promete fundos e mundos.
... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza (de quem eu sou). Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...)
(Alice no país das Maravilhas/ Lewis Carroll)
Esse é um dos meus trechos preferidos da obra Alice no País das Maravilhas. Parei pra pensar que o verbo mudar é uma das prioridades na nossa vida. Mudamos sem querer, sem perceber. Quando nos damos conta, passamos de lagarta à borboleta. Já analisou o quanto a lagarta sofre até se transformar em borboleta? Por instinto, ela sabe que algo de muito grande acontecerá em seu organismo e que terá que sair do cômodo e seguro casulo para enfrentar o desconhecido.
Há algum tempo, a palavra mudar representava um fardo. Acredito que muito disso se devia ao fato de supor que havia vivenciado poucas mudanças na minha vida. Nunca mudei de endereço. Também nunca mudei de escola. Passei no vestibular e fiz uma única faculdade, numa cidade próxima a minha, e eu ia e voltava todos os dias para minha casa, ou como a lagarta, voltava todos os dias ao meu casulo. Sempre afirmei: “Sou frustrada porque não mudei quase nada em minha vida.”
Até que a ficha caiu. Como eu podia dizer que vivenciei poucas mudanças, se já não sou a mesma que era? Na minha rua, as casas ao meu redor mudaram, a minha casa internamente mudou, o portão foi camuflado de outras cores, assim como as paredes e janelas... Foi nela que aprendi a caminhar e vi minha filha caminhar. A escola mudou de tamanho, adaptou espaços, mudou até, pasmem, alguns pensamentos arcaicos, além de me fazer a questionadora que sou hoje em relação às regras impostas pelas religiões. A faculdade abriu um leque de possibilidades, discussões, amizades despretensiosas e me deu até um namorado. Como eu poderia dizer que não mudei? A verdade é que mudamos todos os dias.
Pegue uma foto de anos atrás. No meu caso, vejo as mais variadas cores de cabelo, time, estilos de roupa, festas, gosto musical. Quando reviro o baú agradeço ao senhor chamado tempo. Me sinto melhor agora do que há 4 anos. Agora, reflita sobre as mudanças de dentro pra fora, que possuem um impacto maior no que você é. Aquelas que por estarmos tão acomodados demoramos a reconhecer. Certamente você dirá: “Nossa, como estou diferente.” Todas as mudanças foram causadas por experiências ao longo de sua vida de lagarta.
Pensando bem, há algo gracioso em ser lagarta, porque ela representa o caminho que se percorre ao experimentar momentos diversos, mesmo que estes sejam sinuosos e carregados de sacrifício, dor e incertezas. E o bonito de viver não é isso? Poder mudar de ideia, de opinião, de profissão, de decisão. Até que um dia, sem perceber, você está alçando voos. Virou borboleta.
Karem Moraes
Acho que sou um livro inacabado, uma pessoa incompleta. Não consigo me entender, eu não faço sentido.
"Eu sou pequenininha
Do tamanho de um botão
Carrego papai no bolso
E a mamãe no coração
O bolso estava furado
O papai caiu no chão
A mamãe que mais querida
Ficou no meu coração"
Não... Não... Não...
Mudo agora esta história
Que a velha prosa contava
Que o pobre papai se perdia
E só a mamãe era amada
Comigo é bem diferente
E digo sem medo de errar
No meu coração isto é certo
Papai e Mamãe moram lá
Por um tempo esqueci de mim...fui e me busquei ! Afinal eu sou mais importante que tudo depois dos outros.
Eu ...
eu sou a que no mundo anda perdida,
eu sou a que na vida nao tem norte,
sou a irmã do sonho, e desta sorte
sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
e que o destino amargo , triste e forte,
impele brutalmente para a morte !
alma de luto sempre incompreendida !...
sou aquela que passa e ninguém vê ...
sou a que chamam de triste sem o ser ...
sou a que chora sem saber por quê ...
sou talvez a visão que alguém sonhou,
alguém que veio ao mundo pra me ver,
e que nunca na vida me encontrou !
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
Apocalipse 1:8
Eu sou reggae, sou da paz e do amor. Eu sou do bem. Não faço mal a ninguém. Eu gosto da natureza. Me sinto parte dela. E, acho que na verdade, todas as pessoas são. Eu gosto de estar na natureza. Tudo que é verde me lembra ela. O azul me lembra tanto o céu quanto o mar. E a cor alaranjada me lembra o pôr do sol de uma bela manhã. Então, se você quiser, venha comigo. Vamos ver o mar, em água salgada nadar, um bom reggae ouvir e uma noite estrelada curtir. Venha sempre que quiser. Eu sempre estarei por aqui. Sempre onde estiver a natureza.
Não! Eu não quero que você pense que eu sou o tempo todo doce, meiga, que entende tudo e que é super compreensiva. Definitivamente, eu não sou. Perco a paciência facilmente, questiono, enfrento, brigo mesmo. Depende da pessoa. Tem aquelas que não faço questão de me explicar porque independente de qualquer coisa, essas sempre vão falar o que bem querem. Mas tem aquelas que me conhecem tão bem que qualquer apresentação minha torna-se indispensável, e apesar dos meus defeitos ou pontos fortes..rsrs... elas assim me aceitam. E para elas eu me dou.
Sou Amor!
Eu fui
estrela !
Eu fui
Flor...
Eu sou amor!
E sendo amor...
Eu o envolvo
em meus braços
e lhe dou a luz da estrelas.
E o perfume
inesquecível de uma flor!
