ZONISMO
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O sentimento é real; a interpretação pode mudar.
Emoções passam; decisões permanecem.
Nem todo sentimento merece uma reação.
Willian Zon nasceu em 29 de março de 2003, em Ouricuri, Pernambuco, Brasil. É o criador do Zonismo, uma interpretação da realidade que busca compreender a existência a partir da transformação contínua do universo e da organização da matéria.
OS TRÊS TIPOS DE ATRITO — ZONISMO
Atrito útil: o esforço que contribui para alcançar algo relevante.
Atrito inútil: o desgaste que consome recursos sem benefício proporcional.
Atrito inevitável: aquilo que faz parte da existência e não pode ser completamente evitado.
A lucidez está em distinguir o que vale a pena enfrentar, o que pode ser reduzido e o que precisa ser aceito.
A morte não é inimiga; o tormento é.
O zonista reconhece na morte o fim dos tormentos da existência.
Viver livre de tormentos é a vitória das vitórias.
O tormento não é virtude; reduzi-lo é sabedoria.
Morrer é retornar à não existência.
Se a existência se resume ao tormento, até o sentido de viver se torna uma pergunta.
Você teme a morte, mas sua existência é consequência das transformações da matéria sob determinadas condições.
Cuide do seu corpo: negligenciá-lo pode transformar a existência em um tormento.
Quem foi embora não deixou uma perda, mas um espaço a menos para ocupar os pensamentos.
Quando não houver mais ninguém, que o símbolo lhe recorde o universo — e a coragem de continuar e criar um novo caminho.
Como um prédio, é melhor cair de uma vez do que permanecer em ruínas.
SELO DO ZONISTA
Organizo enquanto existo.
Transformo enquanto vivo.
Disperso-me sem temor.
É inútil construir túmulos contra o fluxo inevitável da natureza.
É inútil transformar a despedida em ritual; a natureza não interrompe seu fluxo para se despedir.
É inútil construir monumentos contra a transformação contínua da natureza.
Até depois da morte, a matéria recebe monumentos, enquanto sua transformação continua indiferente a eles.
Construímos sepulturas para os mortos, enquanto os vivos continuam tentando sobreviver.
Os mortos encerraram a jornada; os vivos ainda enfrentam a existência.
Quem está vivo ainda enfrenta as exigências da existência.
Os mortos descansam no fim; os vivos resistem ao fluxo.