Valdir Enéas Mororó Junior
O erro não foi o nosso encontro, foi a teimosia de tentar encaixar um quebra-cabeça de mundos diferentes.
O arrependimento pelas coisas que não fizemos pesa muito mais do que os erros que cometemos tentando acertar.
Protegemos tanto o nosso ego da rejeição que acabamos rejeitando a nossa própria chance de ser feliz.
Enterramos grandes histórias de amor ainda vivas, apenas para que o nosso orgulho não precise carregar a cicatriz de uma rejeição.
Assim como as folhas caem no outono para nutrir o solo, você precisa deixar experiências, arrependimentos e identidades antigas "morrerem" para que novas ideias cresçam.
Existem amores que o tempo não leva, porque já nasceram para ser eternos, mesmo distantes um do outro.
O tempo passou para todo mundo, menos para o sentimento que guardo trancado no peito desde a última vez que te vi.
Eu já tentei recomeçar em outros braços, mas meu amor tem o seu formato exato e não cabe em mais ninguém.
Meu amor por você não se mede pelo tempo, mas pela certeza de que, a cada amanhecer, eu escolheria você de novo.
Não deixe que os rótulos modernos da internet amordacem a sua verdade. Falar sobre o que você ainda sente por alguém é direito de quem viveu de verdade, não vaidade de quem quer atenção.
Existem conexões tão puras que o mundo pode mudar inteiro, mas o respeito e o carinho permanecem intocáveis.
O mistério do pós-morte não me assusta, desde que o destino final seja o privilégio de te conhecer de novo.
Eu não sei se existem outras vidas depois que a gente morre, mas gostaria de te conhecer em todas as vidas pelas quais eu passar.
O tempo cura tudo, menos a mania que o peito tem de achar que o passado ainda é o melhor lugar para morar.
