Neide Ignácio
A divisão política pode separar opiniões, mas quando divide pessoas, famílias e valores, o país inteiro perde, porque nenhuma ideologia vale mais do que a humanidade.
Se soubéssemos o quão “extraordinária e difícil” é a travessia do oceano, jamais permitiríamos que alguém navegasse sozinho. Quem entende a grandeza da travessia aprende a ser companhia, não espectador. É um lembrete de que cada pessoa enfrenta seus próprios mares, e que a presença, o cuidado e o caminhar junto fazem toda a diferença.
Eu estaria sendo desonesta se dissesse que não percebi a presença de Deus na minha vida neste ano. Houve dias difíceis, mas Ele nunca me abandonou.
Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.
Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.
Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.
Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.
No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.
Bom dia com Jesus!
Última segunda-feira do ano: dia de agradecer pelos livramentos, pelos aprendizados e por todas as bênçãos, pois até aqui o Senhor nos ajudou.
