Sariel Oliveira
A Maldição de Sariel
por Sariel Oliveira
Carrego nos ombros uma herança invisível,
não deixada por sangue ou nome,
mas costurada nas costelas pelo próprio destino.
Minha maldição não é feita de má sorte,
mas de olhos que veem fundo demais,
de um coração que sangra por feridas que não são minhas.
Sou condenado a sentir o que os outros escondem,
a ouvir o silêncio que grita no peito alheio.
E, mesmo sabendo que isso me arrasta,
continuo — como se minha alma
fosse feita para ser farol em noites que não acabam.
Porque minha maldição é também minha sentença:
viver intensamente
num mundo que teme quem não sabe se calar.
A Maldição de Sariel
(à maneira de Kierkegaard)
Minha maldição não é visível aos olhos comuns,
porque não vive fora de mim,
mas no silêncio onde o homem encontra a si mesmo
e descobre que não pode escapar.
Sou condenado a perceber que a vida não me pertence —
ela apenas me atravessa,
como um vento frio que corta e não se deixa segurar.
Sinto o peso do eterno no instante,
o peso de Deus no olhar humano,
o peso da ausência onde deveria haver consolo.
E, enquanto outros caminham distraídos,
eu caminho acordado demais,
ferido demais,
amando demais.
Não sei se isso é dádiva ou castigo,
mas sei que não há cura.
Porque aquele que vê o fundo do poço
já não consegue fingir que só existe a superfície.
Juramento da Maldição
por Sariel Oliveira
Juro diante do silêncio eterno que não serei cego.
Que verei o que a noite esconde
e ouvirei o que o mundo não suporta dizer.
Aceito a solidão como testemunha,
o peso da lucidez como cruz,
e a ferida que nunca fecha como parte do meu ser.
Não fugirei da dor —
antes, a acolherei como velha companheira,
pois ela me lembra que estou vivo
num mundo que vive dormindo.
Se esta é a maldição que me coube,
que assim seja.
Carregarei seus sinais até que o pó me reclame,
e, ainda então,
que minhas cinzas sussurrem ao vento
o que poucos tiveram coragem de ouvir.
Oração de Força e Propósito
“Deus, assim como sustentaste José em cada desafio, sustenta-me também.
Dá-me saúde para continuar, coragem para enfrentar as injustiças e sabedoria para agir com excelência, mesmo nos momentos difíceis.
Que eu nunca perca a fé nos sonhos que colocaste no meu coração,
e que cada passo, mesmo nos vales, me leve ao propósito que preparaste para mim.
Amém.”
“O Segredo de viver”
“Ninguém tem a vida toda resolvida.
Nem aos vinte, nem aos trinta, nem aos sessenta…
A gente muda de sonho, muda de cidade, muda de trabalho… e até de jeito de pensar.
Tem quem encontre o amor depois dos cinquenta,
quem troque de carreira aos quarenta,
quem volte a estudar aos setenta.
A vida… não é uma linha reta.
É cheia de voltas, curvas e surpresas.
E talvez… o segredo seja esse:
entender que nunca vai existir um momento em que tudo esteja pronto.
Existe apenas o viver… aprendendo…
e recomeçando… sempre.”
Preservar a calma, mesmo quando as tempestades se erguem e o mundo ameaça desabar.
Manter a paz dentro de si, protegendo o coração dos pensamentos que a ansiedade semeia e dos problemas que tentam roubar a leveza da vida.
Fazer do amor um rei absoluto — que governa com bondade, que liberta sem exigir nada.
Permitir que o bem continue fluindo, mesmo diante da frieza da geração, do desinteresse dos corações e da vaidade que tanto cega.
Nadar contra as correntes, romper as amarras, até alcançar a imensidão reservada apenas aos que não desistem de viver.
— Sariel Oliveira
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
A honestidade pode até atrasar o caminho,
mas é a única que não te perde de você mesmo.
— Sariel Oliveira
A ganância ensina a conquistar,
a honestidade ensina a permanecer.
Uma junta coisas,
a outra sustenta a alma.
No fim, só a honestidade permite
dormir sem fugir de si.
— Sariel Oliveira
O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira
O homem foge de si porque estar consigo exige decisão.
Decide-se quem se é quando não há aplauso,
quando ninguém vê,
quando ganhar custa a própria verdade.
A angústia não é inimiga —
é o sinal de que a alma ainda está viva.
Pior que sofrer é existir sem nunca se escolher.
— Sariel Oliveira
MANIFESTO
Eu não quero vencer a qualquer custo.
Quero não me perder.
Recuso a vida vivida por reflexo,
as escolhas adiadas,
o conforto de caber onde minha verdade não cabe.
Não acredito numa existência sem angústia —
ela é o preço da liberdade.
Se escolher dói, é porque escolher é real.
Não confundo fé com certeza,
nem amor com troca,
nem honestidade com ingenuidade.
Prefiro perder vantagens
a negociar minha consciência.
Não sigo a multidão só porque ela é barulhenta.
A maioria nunca foi prova de verdade.
Caminho sozinho quando for preciso,
porque estar acompanhado pela mentira
é a forma mais elegante de desespero.
Aceito que amadurecer é perder versões antigas de mim.
Não tento repetir o que fui.
Permaneço no que ainda sou capaz de sustentar.
Não uso pessoas como meios,
nem sentimentos como desculpa.
Amar, para mim, é decisão —
não espetáculo.
Se existir um inferno,
ele não está na dor,
mas em viver sem nunca ter sido quem se é.
Por isso escolho a responsabilidade de existir.
Escolho a verdade que custa.
Escolho a solidão honesta
em vez da paz comprada.
Não quero uma vida que pareça boa.
Quero uma vida verdadeira.
— Sariel Oliveira
Eu não sou só o que ri.
Eu sei que muitos me veem como o cara leve.
O engraçado.
O que transforma o peso em piada
e o silêncio em riso.
E tudo bem.
Esse também sou eu.
Mas existe um erro silencioso quando acham que isso é tudo.
Porque ninguém vê o quanto eu penso.
O quanto eu observo.
O quanto eu seguro coisas que não viro brincadeira.
O quanto eu sei ser sério quando a vida pede seriedade.
Talvez o problema nunca tenha sido eu ser alegre.
Talvez tenha sido eu me esconder atrás disso.
O riso é confortável.
Ele aproxima, desarma, protege.
Mas ele também cria uma imagem fácil de engolir.
E eu não sou fácil.
Quando a situação exige postura, eu tenho.
Quando alguém precisa de cuidado, eu cuido.
Quando é hora de sustentar, eu sustento.
Só que isso quase ninguém vê —
porque quase ninguém fica quando a piada acaba.
Eu não quero deixar de ser leve.
Quero deixar de ser subestimado.
Não por arrogância.
Mas por verdade.
Ser inteiro dá trabalho.
Assusta.
Exige que o outro me veja além da superfície.
E exige que eu permita isso.
Eu não sou contraditório.
Sou profundo.
O riso não nega minha responsabilidade.
Ele convive com ela.
Quem me confunde com superficial
nunca teve coragem de ficar quando eu fiquei em silêncio.
E tudo bem.
Nem todo mundo precisa me entender.
Mas quem quiser caminhar comigo
vai ter que aceitar que eu sou mais do que pareço.
Eu sou leve —
mas não sou vazio.
Ela me chamou de idiota.
E eu ri.
Porque não foi ofensa.
Foi daquele jeito que só quem gosta fala.
Idiota leve.
Idiota que não pesa o clima.
Eu sou esse cara.
O que faz graça sem maldade,
o que quebra o gelo quando tudo fica sério demais,
o que entra no jogo só pra fugir um pouco do mundo.
E ela riu comigo.
Isso ficou.
Se eu erro, ela ri.
Se ela ri, eu fico bem.
É simples assim.
Ser idiota assim não dói.
É cuidado disfarçado de brincadeira.
É amizade que acolhe.
Então se eu sou idiota,
que seja desse jeito —
o tipo que arranca risada
e guarda carinho no meio da zoeira.
No meio da bagunça,
alguém ri comigo
e o mundo fica menor.
Uma palavra boba,
um “idiota” dito com sorriso,
e tudo perde o peso.
Tem gente que não chega fazendo promessa,
chega ficando.
Que não cuida com discursos,
cuida com presença.
Com algumas risadas,
eu encontro abrigo.
Com algumas pessoas,
ser quem eu sou basta.
Se a vida às vezes cansa,
é porque esquece de avisar
que ainda existem encontros
que salvam o dia
sem fazer barulho.
O Sorvete que Virou Saudade
Algumas lembranças têm gosto.
A minha tem gosto de chocolate.
Todo Dia das Mulheres
eu chegava com um Magnum na mão.
Era simples, quase bobo para quem via de fora.
Mas para mim
era uma maneira silenciosa de dizer
tudo aquilo que às vezes os filhos
não sabem falar direito.
Eu entregava o sorvete
e dizia que a amava.
Ela sorria.
E naquele sorriso
o mundo ficava em paz por alguns segundos.
Eu não sabia
que um dia aquele gesto tão pequeno
viraria uma das maiores saudades da minha vida.
A gente nunca imagina
que os momentos comuns
estão, na verdade, se tornando eternos.
Hoje o Dia das Mulheres chega
e eu sinto falta daquele caminho simples:
comprar o sorvete,
bater na porta,
ver o sorriso dela.
O sorvete ainda existe.
O dia ainda existe.
Mas agora
o amor que eu levava nas mãos
precisa viajar pela memória
para chegar até ela.
E às vezes eu penso…
se o céu tiver pequenas alegrias humanas,
talvez em algum lugar
minha mãe ainda esteja sorrindo
enquanto eu chego com um Magnum na mão.
— Sariel Oliveira ✍️
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
Retrato Interior
Há em mim duas presenças que caminham lado a lado.
Uma ri, conversa, faz graça com o mundo, como quem dança leve sobre os dias.
A outra observa em silêncio, como quem escuta o eco das próprias emoções dentro do peito.
Eu aprendi cedo que sentir é também um tipo de linguagem.
Há sentimentos que não cabem em conversa comum,
então eu os transformo em silêncio, em pensamento, em palavra escrita.
Carrego dentro de mim uma casa feita de memórias,
onde vivem os afetos, as saudades e as perguntas que o tempo ainda não respondeu.
Às vezes me aproximo das pessoas com o coração aberto,
outras vezes recuo um pouco, não por frieza,
mas porque o cuidado também sabe ser discreto.
Sou alguém que observa antes de julgar,
que sente antes de reagir,
e que muitas vezes prefere compreender do que vencer.
Alguns verão em mim apenas leveza.
Outros perceberão que, por trás do sorriso tranquilo,
existe um universo inteiro de reflexões silenciosas.
Porque eu sou feito de duas partes:
a que vive a vida...
e a que também a contempla.
— Sariel Oliveira
Confiança
Entre tantas coisas que alguém pode oferecer,
a confiança talvez seja a mais rara.
Ela não faz barulho,
não precisa de provas todos os dias,
não vive de suspeitas escondidas.
Confiança é descanso.
É olhar para o outro
e não sentir medo do que existe por trás das palavras.
Onde ela existe,
não há joguinhos,
não há máscaras cansadas tentando esconder verdades.
Há sinceridade.
Há respeito.
Há uma paz mansa que pousa no coração.
E quando duas pessoas se encontram
sobre esse chão chamado confiança,
a relação cria raízes.
Porque aquilo que nasce da verdade
não se quebra
com qualquer vento.
— Sariel Oliveira
A Metafísica dos Pequenos Gestos
Existe uma beleza na vida
que não se anuncia.
Ela não chega fazendo barulho,
nem pede para ser notada.
Ela apenas acontece.
Habita os detalhes.
No modo delicado
com que alguém pronuncia o seu nome,
como se ali existisse
mais do que uma simples palavra.
No olhar que permanece
um segundo além do necessário,
como se quisesse dizer algo
que a linguagem não alcança.
No abraço silencioso
onde dois corpos se encontram,
mas quem realmente se toca
são as almas.
A vida esconde sua verdade
nesses pequenos instantes.
Mas quase sempre
estamos ocupados demais
correndo atrás do que parece grandioso,
do que o mundo chama de importante,
do que brilha por fora.
E assim deixamos escapar
o essencial.
Porque o essencial
não se impõe.
Ele se oferece.
E só percebe
quem aprendeu a sentir.
Talvez por isso,
quando o tempo passa
e a memória começa a recolher
os fragmentos daquilo que fomos,
não são os grandes acontecimentos
que permanecem.
São os detalhes.
Um gesto.
Um olhar.
Uma palavra simples
dita na hora certa.
Coisas pequenas
que, de alguma forma misteriosa,
se tornam eternas.
Porque quando os detalhes desaparecem,
a vida continua existindo…
mas perde
a sua profundidade.
E sem profundidade,
até o tempo
parece vazio.
— Sariel Oliveira ✍🏻
Detalhes da Existência
Existe uma beleza na vida
que nunca se impõe.
Ela não grita,
não exige atenção,
não disputa espaço com o barulho do mundo.
Ela apenas permanece
nos detalhes.
Talvez por isso
quase ninguém a perceba.
Vivemos ocupados demais
procurando o extraordinário,
o que parece grande,
o que pode ser mostrado aos outros.
Mas a verdade da existência
raramente está nas coisas grandiosas.
Ela mora no modo
como alguém diz o seu nome.
No olhar que se demora
como se ali existisse
uma pergunta silenciosa.
No abraço que dura um pouco mais
como se dois corações, por um instante,
tentassem escapar da solidão do mundo.
Há algo profundamente humano
nesses pequenos gestos.
E talvez fosse isso
que os pensadores da angústia humana
tentavam dizer:
que a vida não se revela
nos grandes espetáculos da existência,
mas nos instantes simples
onde duas almas realmente se encontram.
Porque no fundo,
o ser humano não sofre
pela falta de grandes acontecimentos.
Ele sofre
quando os detalhes desaparecem.
Quando ninguém percebe seu silêncio.
Quando seu nome é apenas um som.
Quando seus dias passam
sem um gesto que diga:
“eu vejo você.”
E então a existência continua,
o tempo segue,
os dias se repetem…
mas algo dentro da alma
começa lentamente
a se tornar vazio.
Talvez seja por isso
que a beleza da vida
se esconde nos detalhes.
Porque são eles
que lembram ao coração
que existir
ainda tem sentido.
— Sariel Oliveira
Nudez…
Existe uma nudez que não pertence ao corpo.
Ela não se revela na pele, nem na forma.
Ela acontece no instante raro em que alguém tem coragem de se mostrar por dentro.
Porque o corpo pode ser visto por muitos, sem que isso diga quase nada. Mas a alma… a alma só se revela quando a confiança atravessa o medo.
Despir a alma é admitir as próprias fragilidades. É mostrar as dúvidas que escondemos, as cicatrizes que aprendemos a carregar em silêncio, os pensamentos que quase nunca ousamos dizer em voz alta.
É um gesto perigoso. Porque quando alguém vê a nossa alma, vê também aquilo que pode nos ferir.
Talvez por isso seja tão raro.
Em um mundo cheio de corpos expostos, poucos têm coragem de ficar nus de verdade.
E quando alguém recebe esse tipo de nudez — não do corpo, mas da alma — recebe também a prova mais delicada e profunda de confiança que um ser humano pode oferecer.
— Sariel Oliveira
Mal-entendidos
Às vezes a gente entra na vida de alguém sem saber das histórias que já estavam acontecendo antes da nossa chegada.
Existem sentimentos silenciosos, expectativas escondidas e coisas que ninguém diz em voz alta.
Um comentário vira interpretação.
Uma interpretação vira fofoca.
E, de repente, aquilo que nunca foi dito passa a existir na boca de alguém.
Mas a verdade tem um jeito curioso de aparecer.
Ela não precisa gritar.
Às vezes ela só precisa de uma conversa calma, de um pouco de honestidade e de tempo para que as pessoas percebam quem você realmente é.
Eu nunca gostei de julgar a história de ninguém.
Cada relação carrega um universo que só quem vive sabe explicar.
No fim, percebi que algumas tensões não nascem da maldade, mas de sentimentos mal resolvidos, de ciúmes silenciosos ou de medo de perder espaço na vida de alguém.
E tudo bem.
Porque quando a gente age com respeito, sem atacar ninguém e sem precisar provar demais quem é, a verdade acaba se sustentando sozinha.
E o que for amizade de verdade sempre encontra um caminho de volta para a leveza.
— Sariel Oliveira
Autossabotagem
Existe um tipo de queda que não acontece de repente.
Ela começa dentro da própria mente.
A pessoa duvida de si, cria fantasmas, alimenta inseguranças
e, pouco a pouco, começa a destruir aquilo que poderia ser bom.
Mas a autossabotagem mais triste não é cair sozinho.
É quando alguém, perdido dentro das próprias sombras,
tenta puxar outros para o mesmo abismo.
Nem todo conflito nasce da maldade.
Às vezes nasce do medo, do ciúme ou da incapacidade de lidar com o que sente.
Por isso, aprendi algo simples:
quando alguém escolhe se perder,
não posso permitir que leve minha paz junto.
— Sariel Oliveira
