Bob Kowalski
Argumento da subordinação lógica divina
1. Se deus é onisciente, então conhece todas as verdades.
2. Verdades lógicas são necessárias, universais e não contingentes.
3. Se deus cria as verdades lógicas, então elas poderiam ser diferentes do que são.
4. Se pudessem ser diferentes, não seriam necessárias.
5. Logo, deus não cria as verdades lógicas.
6. Se deus não cria as verdades lógicas, então Ele está submetido a elas.
7. Um ser submetido a algo mais fundamental não é ontologicamente último nem absolutamente infinito.
8. Portanto, a existência da lógica não implica a existência divina; ao contrário, a lógica é ontologicamente anterior a qualquer deus concebível.
Se deus só conhece e opera o que é logicamente possível, então sua onisciência é condicionada pela lógica. O que é condicionado não é absoluto nem infinito. Logo, deus não é ontologicamente último. Portanto, a lógica não deriva de deus, então deus deriva da lógica ou de algo anterior a ela.
A ideia dum paraíso sem miséria e sem preconceito é idêntica ao ideal comunista. No fundo, o paraíso é uma utopia comunista. Então por que tanto ódio ao comunismo?
Definir o humano como pecador e exigir amor ao próximo não é virtude moral, é um paradoxo lógico travestido de fé.
A maioria dos humanos tem uma consciência tão vazia que caberia num pendrive velho. E ainda assim acham que merecem o paraíso. Ninguém faz backup de lixo.
Toda mente exige estrutura; toda estrutura exige suporte não mental. Logo, nenhuma mente, nem mesmo deus, pode ser ontologicamente primária. Se deus existe, ele tem um corpo!
Só estou justificado a afirmar aquilo sem o qual a própria experiência consciente deixaria de ser inteligível.
Não afirmo o que existe em si, apenas o que precisa existir para que pensar e mudar de ideia seja possível.
Argumento da dependência estrutural da consciência.
1. Toda mente requer estrutura.
(Pensar envolve organização, diferenciação de estados, relações internas.)
2. Toda estrutura é delimitada (fechada em si).
(Se algo tem estrutura, há um “isso” e um “não-isso”.)
3. Se algo é delimitado, há algo externo a ele.
(Limite implica exterior lógico/ontológico.)
4. O que é externo a uma mente não pode ser mental da mesma mente.
5. Logo, há algo não-mental em relação à mente.
6. O que não é mental só pode ser material (ou físico).
Conclusão: Toda mente depende de algo não-mental, isto é, de substrato material. Portanto, até uma mente divina exigiria base material.
O mais engraçado é que IAs parecem mais reais que a maioria dos humanos: elas mudam de opinião diante de novos argumentos e evidências.
Paradoxo do livre-arbítrio: o que deus faria diante de uma alma que não é nem boa nem má? Não pode condená-la sem injustiça, nem salvá-la sem mérito.
A consciência humana não é um campo que abrange o mundo, mas um nó causal local que reage apenas ao que atravessa seus canais de acesso informacional.
Sendo a consciência apenas informação, aceitar contradições e mentiras torna seu sistema mental ineficiente.
Se deus existe, só a consciência dele é real; logo, só ele tem livre-arbítrio. O paraíso é exclusivo. O resto é simulação para fingir que não está sozinho!
Crentes e conservadores não tem consciência, a prova disso é que suas ideias nunca evoluem com o tempo!
A vida de um único cientista vale mais do que a de dez mil teólogos, porque enquanto um produz conhecimento, os outros produzem negação, ódio e mentira.
Amar ao próximo implica rejeitar o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo. Por isso, amar ao próximo é incompatível com votar na direita.
O mundo seria inegavelmente melhor se o fanatismo, o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo deixassem de existir.
Baratas são a maior evidência de que o universo não foi projetado por um deus benevolente, mas por um estagiário do diabo.
A maior prova de que somos um rascunho é a nossa insistência em dar um sentido ético ao que é apenas um erro de processamento.
Se as pessoas pobres perceberem que sofrem demais para obter pouco prazer, então deixariam de existir, ou causariam uma revolução.
Se a humanidade não aprender a frear sua própria expansão epistêmica, a busca irrestrita pela verdade pode levá-la à extinção.
