Rita Padoin
Eu não me encaixo mais neste contexto. É como um piscar de olhos. No momento em que os fecho, me transporto e no momento em que os abro, me liberto.
Vivemos, crescemos e morremos diariamente. Metamorfoseamos à medida que há necessidade e nos desintegramos assim que houver libertação.
Talvez eu lamente, talvez não. Talvez eu vá embora, talvez não. Talvez eu more aqui, talvez não. Talvez eu sinta tua falta, talvez não. Talvez...
Vejo flores em todos os lugares, ouço o canto dos pássaros a todo momento e no meu silêncio entrego todas as minhas intenções.
Dentro da minha louca e intensa vontade, ouço um chamado que não consigo identificar. Talvez, seja o teu, talvez, de um ser inabitável ou talvez, imaginações.
Viver intensamente, é deixar a vida nos abraçar. É doar o que temos de melhor e sentir que cumprimos o nosso papel aqui, neste mundo, onde fomos escolhidos para sermos o melhor de nós.
Vivemos correndo atrás do futuro, sem perceber que ele um dia será presente. Vivamos o presente, para que o futuro não nos invada prematuramente.
O fotógrafo é o poeta do momento. Registra a intensidade e a magnitude sem procurar entender o seu significado.
Escrever, me dá a sensação de leveza, de bem estar, de harmonia, de purificação. Quando estou escrevendo, estou me vertendo nas páginas brancas e deixando o melhor de mim. Deixando meus segredos nas entrelinhas e um pedaço de mim ao leitor.
Sê uma pessoa do bem. Não faças nada que porventura venha prejudicar o outro. A vida recompensará de alguma forma o bem que distribuíres.
É muito bom partir. Ir de encontro aos nossos planos, sonhos e desejos, porém, voltar é muito melhor. A volta revigora, nutre, preenche. Dá-nos a sensação de aconchego, de partida com gosto de chegada, de abraço apertado. A volta, é uma referência de que temos um paradeiro e isto nos conforta. Partir é bom, voltar é necessário.
O que seria da nossa vida sem a existência do sagrado? Nada. Vivemos sem percebê-lo e morremos sem ao menos conhecê-lo. Retornaremos em breve para resgatar esta essência que ficou em algum lugar e que deixamos passar despercebido.
