Rita Padoin
Às vezes parece que o mundo está todinho em cima de nós, porém, são pesos necessários para que possamos enxergar aquilo que não conseguíamos ver. Tenha fé sempre. A fé nos leva a caminhos certos.
Às vezes as nossas dores são mais frias que o próprio gelo do ártico. Porém, nossa força ultrapassa as barreiras desfazendo quaisquer dificuldades encontradas.
Às vezes sinto uma tristeza profunda. É uma tristeza que não há explicação. Enquanto as lágrimas teimam em cair, eu as retenho para que a alegria tome conta do instante.
Às vezes, este breve momento se desfaz com uma rapidez que não teria como intensificá-lo se a alma não tivesse capturado toda a exuberância do instante.
Colhi flores do meu coração e fiz um ramalhete. Entreguei-lhe uma a uma, meu eterno amor, porém, você não as aceitou.
Colorimos a vida com cores fortes e intensas, para que a escuridão não intensifique o período de dormência das coisas. Somos a intensidade das cores e vivemos para dar vida ao mundo dos sonhos.
Da minha vida apenas o amor me fortaleceu. O resto morrerá na minha lembrança. Vou apagar como uma borracha, sem deixar marcas.
Embora a vida não tenha nenhuma receita e os sonhos não tenham nenhum habitante, nada nos impede de vivermos corretamente como manda as leis divinas.
As fotos captam e registram o inalcançável, o imprevisível e o imperceptível. A Poesia neste contexto, se encaixa perfeitamente na lente do perceptor que capta o inesperado.
Espalha o amor por onde caminhares. O amor é um dos valores que carregamos dentro da mochila e devemos semeá-lo no jardim da vida.
Esperei a vida inteira. Hoje nada mais importa. Apenas a leveza do ar, o amor verdadeiro, a intensidade da vida, a profundidade do tempo, a magia do momento, o mistério do universo e a paz de espírito.
Se quiseres me conquistar, apressa-te. O trem passa e não pergunta se queremos embarcar para a viagem.
Dizer que o que vivemos, acabou? Como assim, acabou? Até ontem, durava eternamente. Até há duas horas, havia juras de amor eterno. Como algo tão puro e verdadeiro, acaba? Então, não era eterno, nem duradouro, nem amor, eram apenas suposições.
Estou procurando alguém a quem eu possa desesperadamente derramar todo esse meu conhecimento da vida. Dar esta minha vivência. Dar em enormes doses, o que eu sinto, o que eu penso e o que eu vejo. Dar generosamente tudo o que aprendi neste dia a dia intenso. Não quero ficar apenas pra mim, toda esta enorme vontade de viver. Quero dividir, como quem divide metade de um chocolate.
Às vezes eu tenho medo. Medo de amar, medo de viver, medo de sentir o que sinto. O que eu sinto é maior que o mundo. Maior que o meu pensamento e isto me dá medo.
