Ricardo Mellen.
O Espinho e flor.
Gosto das flores, mas também
dos espinhos.
Entendo que os espinhos,
são poesias nascidas nas(das) flores,
são formas vivas de se expressão.
Te agradeço amada, amiga,
por ter me devolvido a sanidade.
Pois fazia tempo em que havia
deixado em uma esquina qualquer.
Na Estação...
Ainda te espero na mesma estação,
só não sei em que trem,
em qual vagão da vida vou lhe encontrar.
Mesmo assim, permaneço a sua doce espera.
Ao primeiro apitar, ao primeiro sinal de fumaça, meu coração se fará feliz, será só palpitar.
Nós em nos...
Que as nossas imperfeições sejam curadas no tempo.
Que o desamor nunca se faça presente em nossas vidas.
Que as feridas abertas na vida, transformem se em flores.
Que o orgulho não nos pertença jamais.
Que o perdão esteja sempre em nossos lábios ao alcance da palavra.
Que as nossas mãos estejam sempre dadas, com dedos entrelaçados.
Que o abraço, seja apertado, que nos aqueça e nos conforte.
Que o Amor seja sempre a
nossa oração.
Amém...
Sobre a linha do horizonte,
armei a minha equação matemática.
Me apropriei da física quântica.
Curvei o tempo.
e nele retornei na expectativa daquele encontro
que jamais aconteceu.
A praça e o casal.
Passando pela praça
lá estava o casal,
ela feliz da vida e ele falando
o que ela desejava ouvir.
Feito por encomenda e sob medida,
assim fiz do meu coração, um lugar tão especial, somente para nele você habitar..
A busca Vazia.
Que você encontre o caminho
que tanto procura.
Mas, não caia no buraco que se abre enquanto procuras o caminho.
Assim como o amor, são as flores,
em alguns momentos devemos estar atentos para que não se percamos o momento do encontro.
EPIGRAFE...
"Em meio a meu aparente silêncio fiz de
cada instante oração. Sem que você
notasse fiz do meu corpo tua guarda.
Refúgio e proteção. Levei-te em meus
pensamentos. Proclamei teu nome aos
quatros ventos. Bebi da tua essência.
Descansei no teu pecado. Hoje estou
gravada, cravada. Enraizada na tua
espinha dorsal."
Nayara Fernandes..
Fiquemos assim então:
Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.
Lhe peço desculpas,
andava tão distraído a
ponto de não perceber que era amor..
Que era borboleta,
Que era flor.
Enquanto pedalava a minha bicicleta
pensando "quando" iria tirar as rodinhas.
Os pássaros voavam sem as preocupações de onde estariam os galhos.
Amor no Imperativo...
Agora é sério:
Desisto do amor, pois dizem que quando se encontra tem que se agarrar forte a ele.
Como acredito que o amor, o amar deve ser livre, ele sempre me escapa por entre os dedos e assim se vai.
Quero um amor de asas, que me de e alimente os nossos sonhos, um amor que liberta ao invés de grades, de cercadinhos.
Quero um amor sem plaquinhas tipo:
Sai pra lá que esse (a) aqui tem dono(a).
Isso não é amor é doença.
Quero um amor , onde o respeito e a confiança sejam imperativos.
Quero amar e não sofrer, nem morrer de amor quero viver nele e dele.
E com ela sonhava,
na chuva corríamos,
dançávamos .
Fizemos amor, brincamos
de casar a cada gota de chuva
era um "celebrar".
Quando acordei era sonho
e estava "sol".
Por que a dor cabe aos que amam?
Por que nos amantes ela é mais sentida?
Quando na verdade, aos que amam, só deveria lhes caber a docilidade.
A doçura desse fruto chamado AMOR.
