Régis L. Meireles

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Quem ensina sempre causará aborrecimentos até que chega o dia do agradecimento, a maturidade.

A vida muda o curso bruscamente,
De repente o que era pode já não ser;
O que mais se gosta perde o sabor;
O que mais se preza, despreza-se;
O que mais se gosta de fazer, perde a graça;
A vantagem de viver está na valorização da existência;
O que permanece na história é o que se escreve com os atos da vida.

No cabo de guerra de quem está certo e de quem está errado, vê-se a fragilidade humana de vencer a si mesmo. No fim todos se perdem!

Cada individualidade já é um universo a interpretações e ponderações, daí a cautela leveza do julgamento temerário.

Um direito que poucos querem é o de se humanizar.

Mais barulhento que o mundo, são os burburinhos na mente.

A felicidade é a satisfação do espírito de perceber que tudo está nos seus devidos lugares: pessoas, causas, coisas...

Dê a si mesmo a chance de ser feliz: coloque pessoas, coisas e causas nos seus devidos lugares.

Os sentimentos são como buracos negros, dependendo se despenca ou se flutua.

Num judiciário de amiguinhos o bobo da corte é o povo.

Ruínas da verdade


Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.


A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.


O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.


Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.