reflexao.compartilhada
Estamos em uma fase que boa parte das pessoas quer atenção dos outros, mas, no entanto, não prestam atenção em si.
Quando insulto alguém, na maioria das vezes, estou falando mais de mim mesmo, do meu próprio comportamento, do que da pessoa insultada.
Todo mundo passa por dificuldades, seja fisicamente, mentalmente, financeiramente, internamente, externamente, de qualquer maneira, todos passam por dificuldades na vida. Não tem como fugir disso, e não precisa fugir. Quanto mais foge, mais fraco e mais frágil fica. Você não é exclusivo, não é o único a passar por dificuldades. É preciso parar com o egoísmo, com a ilusão de achar que é o único no planeta que passa por isso, que sofre com isso, que sua dor é maior ou pior que a dos outros. Deixe o medo e o drama de lado, pare de dramatizar, pare de temer as dificuldades que surgirem. Comece a olhar para elas de uma maneira diferente, sempre olhando para dentro de si mesmo, em um aspecto didático, onde se aprende com as dificuldades. Toda dor, toda dificuldade está ali querendo te ensinar algo. Basta olhar de outro lado, de outra perspectiva, de outra maneira, e perceber: "O que essa dor está querendo me ensinar? O que essa dor está querendo me dizer?" Não se deixe levar pelo orgulho, pelo ego, nem pelo drama, nem pelo medo. Aprenda com a dificuldade que você vai enfrentar. A cada dificuldade encarada, menos dor você sentirá e mais forte ficará para enfrentar as próximas dificuldades. Cada um aprende com sua dor, quando quer, da maneira que quer, no tempo que quiser. E ninguém muda ninguém, a não ser a própria pessoa.
O universo não gira em torno do espaço físico de uma única vida.
Quanto mais você se ilude com a ideia de ser "alguém importante" para o mundo, mais vai se afastando da verdadeira importância que tem para o seu próprio mundo interior. A busca constante por reconhecimento externo acaba fazendo você esquecer o que realmente importa: o que você sente, pensa e vive dentro de si.
A verdadeira evolução começa de dentro para fora. O processo de transformação começa em seu interior, na maneira como você enxerga a si mesmo, como lida com suas emoções, suas crenças e seus pensamentos.
Pretensão é tentar mudar o mundo ao seu redor sem antes mudar a si mesmo. Queremos que o mundo seja diferente, que as pessoas se comportem de outra forma, que a vida nos trate de maneira mais justa, mas esquecemos que, se não houver uma mudança interna, nada disso será possível de verdade.
Quando mudamos de dentro, naturalmente começamos a perceber transformações no mundo ao nosso redor. Não é preciso forçar, criar expectativas ou agir com vaidade, querendo ser reconhecido por nossa mudança. O mundo já está em constante mudança, e o que vale, no fim das contas, é participar dessa transformação através da própria evolução. Ao mudar a si mesmo, você se torna parte da mudança do mundo.
Toda alma vem ao corpo com um dom, com algo que possui um verdadeiro significado e sentido para viver a vida. Esse dom não é algo que aparece imediatamente, mas sim algo que deve ser descoberto ao longo da vida.
Contudo, antes de encontrar esse dom, é necessário eliminar tudo aquilo que, no fundo, nunca teve a ver com você. Refiro-me às coisas que a sociedade impôs desde a infância, às expectativas e padrões que nos empurraram. Tudo isso forma uma camada de influências externas que, muitas vezes, não correspondem ao que realmente somos.
O que sobrar após eliminar essas camadas de condicionamentos é, muitas vezes, o que tem a ver com o seu verdadeiro eu — o seu dom, o seu propósito. Esse dom, esse sentido, é algo único, que está profundamente ligado à sua essência e ao seu ser.
Não existe dom melhor ou pior, pois cada um tem o seu próprio. Cada pessoa tem sua própria verdade, seu próprio caminho, seu próprio sentido. E esse sentido é o que realmente faz sentido para a sua vida, não importa se esse sentido parece simples ou até incomum aos olhos dos outros. O que importa é que ele faz parte de quem você é, faz parte do seu dom, e isso é o que torna a vida verdadeira e significativa para você.
Quando chamo alguém de ignorante, eu estou sendo mais ignorante ainda por não entender quem eu julgo ser ignorante.
