Pedro
Sintaxe da Existência
Existem pessoas de muitas formas: enquanto uma sorri, a outra chora.
Existem pessoas sem sentimentos; umas são eternas, outras apenas de momentos.
Uma é vírgula tensa: define a pausa, mas não a sentença.
Outra é travessão: exibe a fala de alguém, mas nunca a própria visão.
Há quem seja interrogação, sempre com dúvida no coração.
Há quem seja exclamação: quando aparece, traz emoção.
Há quem se pareça com o ponto e vírgula, cheio de hesitação na vida.
E existem os dotados das ciências, como as reticências —
sabem muito, mas nunca dizem tudo.
A Ordem Primeira
Sobre Ele, nada;
sem Ele, o que é não pode ser.
Ele é a ordem primeira,
Ele é o fluxo perfeito.
Ele é o criar do dia
e o destruir da noite.
Ele é a entrega perfeita
e a resposta expressa.
Ele é natural.
Esse é a ideia de Deus no Entregacionismo.
Há beleza no ato de observar, e há beleza em tudo aquilo que se oferece ao olhar. Pois compreender que tudo o que existe um dia foi nada — e que inevitavelmente caminha para sua própria anulação — revela a profunda compreensão de que o eterno não passa de uma ilusão do desejo, enquanto a finitude se manifesta como a mais autêntica forma de beleza.
O que nasce carrega em si o destino de cessar, e é justamente nessa transitoriedade que reside sua grandeza. Há beleza em tudo o que se desfaz, porque ao alcançar o fim cumpre plenamente sua essência. Existir, completar-se e extinguir-se: eis o ciclo que confere sentido ao ser.
A plenitude não está na permanência, mas na conclusão. E nisso habita o belo.
E eu tenho medo. Medo de não existir um amanhã em que eu possa me refazer.
Medo de me tornar pior do que sou hoje.
Medo de que até esse amanhã, que eu tanto acredito que virá, simplesmente não venha. Um amanhã que nunca vem.
E eu me prendo à possibilidade e, talvez, esqueça de viver o hoje.
Preciso RE-NAS-CER!!!!
Até parado estou sendo. Difícil é deixar de ser, e se eu quiser parar, como paro? Não paro. O coração segue batendo mesmo que eu não queira. Até quando durmo, a mente sonha, o corpo faz questão de lembrar que eu estou aqui, mesmo que sem missão.
Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.
Sou uma lágrima nua d’Ele, causada pela solidão do mundo. Mas não sou importante como a causa do choro, sou a consequência de sua tristeza. Ele me chorou por estar só, e eu nasci, não porque ele queria que eu existisse, mas existo em prol a sua existência, existo sem liberdade, estou preso a algo ou alguém que não vejo e nem sinto. Em favor da dor d’Ele estou aqui, não sou seu fruto, sou seu caminho, não tive o sopro de vida, não tenho glória.
Esperança: é acreditar que coisas boas estão por vir.
Fé: é saber esperar mesmo diante das dificuldades.
A vida não é vencida pelos destemidos; ela é vencida pelos temidos.
Não se conquista com coragem, mas com medo.
Não se espera com calma, mas com ansiedade.
A vida só se torna sucesso quando o medo que nos domina se transforma na luz no fim do túnel
A dor que sentimos depende de onde nossa mente está focada
o corpo pode doer, mas a mente decide qual dor vai dominar
Fortaleza: 300 de Resistência.
E aqui na periferia de Fortaleza: há um povo que padece e sobrevive de prece.
Em meio a belas praças e áreas nobres, há um canto, e ha um povo de luta, bravos e fortes.
Proclama o Hino: "um filho teu não foge a luta", seguindo em labuta, passando descaso em meio a tanta opressão e disputa.
Todos juntos mais uma vez, por mais dignidade, voz e vez!
Pedro Magalhães, Agente de Cidadania.
