Biografia de Pedro Bandeira

Pedro Bandeira

Pedro Bandeira nasceu em Santos, São Paulo, no dia 09 de março de 1942. Formou-se em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, lecionou Literatura Brasileira e Portuguesa para o ensino médio. A partir de 1962, passou a trabalhar na área de jornalismo e publicidade.

Em 1972 começou a escrever histórias para crianças publicadas em revistas. Em 1983, publicou seu primeiro livro infantil “O Dinossauro que Fazia Au-Au”. Sua segunda obra “A Droga da Obediência” foi a que mais se destacou.

A partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se exclusivamente à literatura. Recebeu diversos prêmios, entre eles, O Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, em 1986 e A Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, da cidade de São Paulo, em 2012.

Entre suas obras destacam-se: “Aqueles Olhos Verdes”, “A Hora da Verdade”, “Como Conquistar Essa Garota”, “Gente de Estimação”, “Mais Respeito, Eu Sou Criança!”, “O Pequeno Dragão” e “O Pequeno Fantasma”.

Acervo: 20 frases e pensamentos de Pedro Bandeira.

Frases e Pensamentos de Pedro Bandeira

Quem sou eu?

Eu às vezes não entendo!
As pessoas têm um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.

Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?

Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.

Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!

Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!

Pedro Bandeira
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Há o momento de chegada
E o instante de partida
Quanta vida já vivi
Quanto resta a ser vivida?

São dois espelhos quebrados
Dois vezes sete de má sorte
Já vivi quatorze anos
Quanto resta para a morte?

É fácil vê-la chegar
Em cada momento que passe
Pois se começa a morrer
No momento em que se nasce

Estou caminhando pra morte
Não decidi meu nascer
Da morte não sei o dia
Mas posso saber!

Pedro Bandeira
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A marca desta lágrima testemunha que o amei perdidamente
Em suas mãos depositei a minha vida, e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei
Como se fossem confetes de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou
Foi farsante, vigarista, mascarada
Foi amante, entregando-lhe outra amada
Foi covarde que, amando, nunca amou!

Pedro Bandeira
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Nesse físico de um deus grego,
Numa intensa relação,
Eu pálida e bêbada, tremo
E me afogo e me sufoco
Entre loucura e paixão

Quero fundir meu corpo,
No teu corpo junto ao meu.
Nos teus braços serei cega
Para que sejas o meu guia.
Nós seremos a matéria,
Nosso amor será a energia.

Se esse amor me modifica,
Me transforma, me edifica,
Se ele afeta tanto a mim,
também te transformará.
A energia desse amor
Afetou-nos para sempre
E a matéria que hoje somos
Outra matéria será...

Seremos dois novos amantes
Pelo amor energizados
Transformados,
Mas em quê?
Quem eras antes de mim?
Quem sou depois de você?

No meu seio serás meu,
Para o uso que quiser.
Nos teus braços em abandono,
Ao teu lado sou mulher.

Pedro Bandeira
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A mamãe
não me bota mais no colo,
não bota mais,
não me embala mais o sono,
não embala mais,
não canta pra eu dormir...
não canta mais...
não bota mais,
não embala mais,
não canta mais...

Eu bem sei que já faz tempo
que ela ainda me embalava,
mas me lembro muito bem,
era assim que ela cantava:

"Dorme, dorme, filhinho,
meu anjinho inocente,
dorme, meu queridinho,
que a mamãe está contente..."

Mas o tempo passou,
passou, passou,
e a cantiga calou,
calou, calou...
e o menino foi crescendo,
crescendo, cresceu, cresceu,
mas aquela voz ficou.
ficou, ficou...

Eu agora já sou grande,
tenho quase a altura dela.
Vai chegar a minha vez
de poder cantar para ela...

Pedro Bandeira
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