Paulo Macaia

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Às vezes, tento chorar para ver se diminui os pensamentos e deixar a água passar, mas não consigo. E mesmo que eu conseguisse, não faria diferença alguma.

As lágrimas noturnas derramadas quando eu estive sozinho no espaço, foram suficientes para carregar aprendizados e levantar a cabeça para mudar a estratégia. Porque, a minha motivação sempre tem sido a minha mãe.

Amo-te muitíssimamente muito mãe, pois és a Alfonsina, o seu nome provém de Alfa, que também é um dos títulos de Deus, o meu pai espiritual.

A gente tem dois pais: o biológico e o espiritual.
Já a mãe, temos apenas uma. Valorize, ame, cuide e seja filho.

Difícil é como exprimir ou explicar o que há na minha mente e expressar o que há no meu coração.

Doce atrai amigo e inimigo. Amargo seleciona.

Planta sem poro morre sufocada.
Mente sem poro morre burra.

Eu sou o primeiro a me elogiar, criticar, opinar sobre mim, comentar coisas em mim e fazer perguntas em mim antes que alguém faça e eu fique sem resposta.

Melhor ter um quadro branco com o centro amarelo do que ter um quadro branco com o centro preto.

Penso em pensar um pensamento pensativo titular no plural singular diferente eremonopsicofilosofante ao estilo do Pauleremonopsicofilosofante.

Eu não sou o Macaito e a minha mãe não é Maria. O meu nome completo é Paulo Macaia, sou filho de Paulo Macaia Poba e Alfonsina Buconzo Ngoio. Não me confundam com o Macaito ou qualquer outra pessoa.

Ainda sou um estudante. Estou estudando 9ª classe no Colégio Graças a Deus em Cabinda.
Estudei no Colégio Bueia (foi a minha primeira escola) em Cabinda, Colégio Paulo Macaia (desde a 2ª classe até a 6ª classe) em Cabinda e no Colégio Neo Semear (desde a 7ª classe até a 8ª classe) em Luanda.

Minha escola tem nome: eremonopsicofilosofante. Onde só há um professor: Pauleremonopsicofilosofante.

Eu não sou o Paulo Macaia Buiti. O meu nome de registro no bilhete nacional apenas é Paulo Macaia e nada mais.

Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.

Não sou cópia. Não sou eco.
Sou Paulo Macaia:
Na dor eu não fugi, na tristeza eu não calei, na solidão eu me achei.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.

Em 2 anos não fiquei velho. Fiquei casca: dor me cortou, fé me costurou, esperança me assinou: Pauleremonopsicofilosofante. E hoje: um eremonopsicofilosofante.

Às vezes o meu coração toma decisões erradas e influencia o corpo a comete-lós e no final de tudo é a mente que resolve tudo.

É engraçado e gostoso ver a mente e o coração discutindo. Mas às vezes é interessante, estressante, curioso e chamativo.

Dor se afogando na luz, eu parto sem parte e me porto com porte.

Voltei a mãe, trouxe-me felicidade. Família, escola, trabalho e igreja são portos.

É impossível ser possível eu não quer em acreditar no Paulino Ngoio Macaia, meu irmão, irmão de sangue, meu menor, irmão maior da Alfonsina Ngoio Macaia, minha irmã, irmã de sangue, irmã maior da Francisca Gomes Ngoio Macaia, minha irmã, irmã de sangue minha cassula, nossa cassula, chara do meu pai, da minha mãe, da minha avó( mãe do meu pai) e de dois irmãos do meu pai. Meus irmãos: Paulino, Alfonsina e Francisca. Vocês nunca saíram jamais no meu coração e jamais serão apagados na minha mente. Amo-vos muito muito muito e mais.

Lapiseira azul, tinta preta, caderno de folhas de papel brancas. Expresso, exprimo e boto o que virá da mente ou do coração.

Conto o conto depois de o começo do fim terminar.