Muliterno
E se as rosas falassem? Quem me dera ter a pureza das rosas, que ao receberem impurezas da vida, as transformam em alimento sob a forte luz do sol e distribui a vida em forma de oxigênio.
A seiva que a alimenta, gera a cada espinho uma ferida e cada pétala uma emoção.
Não faltou amor. Faltou empatia. Em um curtíssimo período de tempo, você fez o maior estrago emocional da minha vida. Toda vez que algo doía, você escolhia se sentir viva longe de mim, em lugares onde eu nunca coube. Isso não foi confusão, foi traição emocional consciente. Algo que eu acreditava ser intenso e verdadeiro virou dúvida, desconfiança e medo de amar. A cada fuga, você levou um pedaço de mim. Hoje não restou o suficiente pra continuar, só a certeza de que eu fui deixado pra trás no momento que mais precisei de ti.
O fim não vem quando alguém vai embora. Vem quando você percebe que foi abandonado emocionalmente tantas vezes que amar virou dor.
Eu aprendi a viver com limites por nós dois. Você aprendeu a me machucar chamando isso de liberdade. Essa conta chegou. E eu não consigo mais pagar
Não foi traição de corpo, foi de escolha. Enquanto eu lutei pra cortar tudo que podia nos destruir, você manteve viva a vontade de fugir pra um lugar onde eu não existo.
O problema nunca foi a festa. Foi o fato de que, quando dói entre nós, você prefere pertencer a um lugar onde eu não faço falta.
Quando você corre pra quem te leva pra longe de mim, não é amizade é abandono emocional. E isso destrói do mesmo jeito.
Traição não começa no toque, começa quando o conforto, a validação e a fuga vêm de fora, e não de quem te ama.
Não foi um beijo, não foi uma cama… foi escolher se sentir viva longe de mim toda vez que a gente se machuca. Isso também é uma forma de traição, mesmo que o mundo finja que não.
Eu larguei tudo o que podia nos destruir. Você ainda corre pra isso quando dói. E isso diz mais do que qualquer “eu te amo”.
Eu não te pedi pra mudar quem você é, só esperei que você respeitasse quem eu estou tentando ser. Não dá pra construir um ‘nós’ enquanto um dos dois ainda sente saudade de uma vida que fere o outro.
