Miriamleal

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Então alma, não desespere,
Se um adeus doeu demais,
Pois quem crê no Cordeiro vivo,
Vai viver em paz, e muito mais.

Meu coração ainda se emociona ao lembrar...
A subida, o medo, o alívio… e o Teu nome sussurrado com sorriso.
Tu vieste ao meu encontro, não com espadas ou trovões,
Mas com presença doce e firme.
E agora, depois de Te ver, não posso mais voltar a ser a mesma.

Se alguém disse que você perdeu,
Foi só porque não ouviu a voz do Rei.
Porque quem dá a última palavra é o Céu,
E o Céu disse: “Ainda não terminei.”

A cruz não foi apenas um instrumento de morte, mas o lugar de máxima humilhação. No mundo romano, morrer crucificado era ser colocado como um espetáculo de vergonha, despido, exposto, rejeitado e amaldiçoado diante da sociedade. A crucificação não buscava apenas tirar a vida, mas também destruir a honra da pessoa.

O Filho de Deus, que habitava na glória eterna, se despiu (Fp 2:6-8) e assumiu não só a forma de servo, mas também a humilhação da cruz.

Ele trocou o resplendor da glória pela vergonha dos homens, o louvor dos anjos pelas zombarias da multidão.


Onde havia nudez, Ele nos revestiu de justiça. Onde havia exposição, Ele nos cobriu com graça. Onde havia maldição, Ele nos deu bênção.

Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.

Todos nós já carregamos culpas, falhas e vergonhas do passado. Mas na cruz, Cristo tomou sobre Si essa vergonha para que pudéssemos andar livres, restaurados e honrados diante do Pai.

Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).

Despido, humilhado, zombado,
O Rei da Glória foi exposto ao desprezo,
A cruz não só feria o corpo,
Feriu também a honra, o respeito.

Mas Jesus não recuou.
Desprezou a vergonha, encarou a dor,
Porque via além da multidão que ria,
Via o rosto de cada um que seria salvo por amor.

A nudez d’Ele me vestiu de justiça,
Sua humilhação me deu dignidade,
Sua vergonha virou minha honra,
Sua cruz se tornou eternidade.


E hoje, quando penso na vergonha que Ele suportou,
Não encontro outra resposta,
Se não viver em gratidão,
E amar com o mesmo amor que tudo suportou.

O mundo viu maldição,
O Céu enxergou redenção.
Onde homens cuspiam desprezo,
O Pai derramava salvação.

"Senhor Jesus, obrigado por ter suportado a vergonha que era minha, por ter trocado minha nudez pela Tua justiça, minha culpa pela Tua graça. Ensina-me a viver no poder desse amor que tudo suporta, e a nunca esquecer que fui honrado pelo Teu sacrifício.

Tu és o amor que não se envergonhou de mim. Obrigado por ter levado minha culpa e minha vergonha, e por ter me dado uma nova identidade em Ti. Que minha vida seja sempre testemunho da Tua glória. Amém.”

A mesa do Senhor é inclusiva e não exclusiva. Quando Jesus instituiu a Ceia, Ele não a restringiu a um grupo seleto, mas chamou todos os que cressem Nele. A mesa é o lugar onde pobres e ricos, fortes e fracos, santos em crescimento e pecadores arrependidos se assentam juntos.

A mesa é lugar de: Comunhão → todos somos um em Cristo.


Perdão → nos lembramos que fomos alcançados pela graça.


Esperança → ela aponta para o grande banquete no Céu, onde nenhuma lágrima, dor ou divisão existirá.


Exclusão é obra dos homens, mas inclusão é marca do Reino.

"Senhor, obrigado porque a Tua mesa é lugar de encontro, cura e reconciliação. Ensina-nos a viver o evangelho da inclusão e do amor, para que nunca afastemos quem Tu chamas para perto. Amém.”

A mesa é da graça, não do mérito.


Jesus não chamou perfeitos, mas homens comuns.


Ele mesmo disse:
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” (Mateus 9:12)
A mesa é um hospital espiritual, não um prêmio para impecáveis.

A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.

A mesa é comunhão, não separação.


Na ceia, diferentes discípulos se sentaram juntos (Pedro, João, Tomé, Judas).
“Pois todos nós participamos de um único pão.”
(1 Coríntios 10:17)
A mesa nos nivela: diante dela não há maior ou menor, mas filhos amados.

A mesa aponta para a eternidade.


Hoje partilhamos o pão e o cálice, mas é um ensaio do banquete eterno.
“Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” (Apocalipse 19:9)
A inclusão final será no céu: todos os remidos, de todas as nações, juntos diante do Cordeiro.

A mesa do Senhor é inclusiva: lugar de graça, convite, comunhão e esperança.
A Igreja reflete essa mesa, acolhendo e não afastando, curando e não ferindo, porque o pão é Cristo, e Cristo se deu por todos.

Paulo lembra em 1 Coríntios 11:28:


“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.”


Esse exame não é para excluir, mas para incluir com consciência. A Ceia não é um clube fechado de perfeitos, mas um hospital para almas em restauração.

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Tessalonicenses 5:18)


“Por cada dia, Senhor, Te agradeço,
pela vida, pela fé, pelo Teu amor.
Minha alma canta, mesmo em silêncio,
pois és meu Deus, meu eterno Senhor.”